Hoje quero refletir a respeito das nossas perdas, das dores que temos que enfrentar. A maior delas para mim é a morte. É a dor de quando um ente querido tem que partir e sabemos que temos que encarar a saudade daquelas que machucam o coração. Mas lembre-se: Nossas perdas não durarão para sempre. Há uma esperança para aqueles que colocam os seus olhos na Eternidade. E a morte de um dos seus “santos” é preciosa ao Senhor.

“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.” Sl 116.15

Recentemente perdi meu avô e essa é uma experiência que não se pode anular. Eu não sei quando você experimentou a dor da perda pela primeira vez. Quando os seus olhos se abriram para a realidade da fragilidade da vida. A realidade de que um dia estamos aqui reunidos entre amigos e família, mas que o “de repente” pode chegar, de forma surpreendente e inesperada. E pode levar aqueles a quem tanto queremos bem, nos deixando com aquela sensação de vazio. Com aquela dor imensurável e um coração dilacerado de saudade. A verdade é que não é fácil lidar com nossas perdas.

Sim, eu sei o quanto é difícil ver alguém que amamos partir, abre-se um buraco  em nosso interior. Mas sabemos que “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” ( 1 Co 15.19). Sei que é preciso vivermos o nosso “luto”, mas ele não durará a vida inteira para nós que recebemos a salvação em Cristo Jesus, pois temos a promessa da eternidade.

Uma das formas de passar pelo luto é cultivando as lembranças. Pois, o que nos resta da vida que vivemos são os nossos dias juntos. Todo amor e contentamento que nos fizeram felizes e o quanto superamos as dores e os momentos difíceis demais às vezes até para contarmos. As lembranças não se tornam perdidas, mas é o concreto sentimento do amor que vivemos. Elas podem nos fazer chorar, mas também sorrir. Tudo depende da sua perspectiva e da forma como você escolhe ver.

Peço licença para ser pessoal e descrever uma de minhas melhores lembranças relacionadas a vida familiar. Era uma festa de casamento e nos preparávamos para ir ao local da cerimônia. Então, percebo meu pai (o genro) de frente ao meu avô a lhe ajeitar a gravata. Os dois estavam ali, perdidos sobre o tempo, um de frente para o outro, em um amor familiar, um amor de pai e filho. Nunca vou me esquecer do que presenciei: cuidado, delicadeza, respeito, consideração, amizade, quietude, beleza, leveza… São tantos adjetivos que não bastariam palavras e letras a descrever um minuto sublime. Sim, eu sei que não são apenas momentos bons que a vida nos proporciona. Mas quero especialmente ser grata por estes instantes, que eles se destaquem em nossa memória em louvor ao Deus que nos concede tanta graça e amor.

Mais uma vez quero te incentivar a lembrar das promessas contidas na Palavra Viva. Pois nós sabemos que tudo pode passar, mas a palavra de Deus irá permanecer. Que hoje, possamos nos lembrar que Cristo em nós é a esperança da glória.

… Toda a carne é erva, e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de Deus permanece eternamente.” Isaías 40.6-8

Nayla Cintra

Nascida em Mato Grosso, Nayla é missionária em tempo integral desde 2011, tendo já servido durante 4 anos na JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e quase 2 anos como missionária intercessora no FHOP (Florianópolis House of Prayer). Atualmente dedica uma parte do seu tempo para ensinar artes para crianças em uma ONG em Florianópolis e outra parte do tempo para trabalhar com justiça social, com foco em tráfico humano. Nayla carrega um coração para pessoas em situação de vulnerabilidade social, ama o mundo artístico e criativo, é apaixonada por missões, mas tem como maior desejo ver o nome de Jesus sendo conhecido entre todos os povos e tribos da Terra.
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