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Sobre o autor

Angela Tartas

Angela Tartas é uma escritora apaixonada pelas escrituras. Dessa paixão, surgiu a vontade de dedicar parte do seu tempo ao estudo da Palavra. Ela foi aluna da nossa escola de teologia e ministério (ETM) e continua sua busca por mais conhecimento sobre o Eterno.

Estamos no mês da celebração da Páscoa, um feriado cristão, que nos traz à memória mais um dos feitos maravilhosos da obra de Deus Pai por meio do seu Filho Jesus, através do seu Espírito Santo.

Certamente a Páscoa nos lembra que o cordeiro puro precisou ser sacrificado, mas que a morte não tem mais poder sobre ele. Ressuscitou e agora está à direita de Deus Pai. Graças a esse sacrifício, graças à obediência de Jesus, hoje temos acesso a Deus Pai. “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”. Filipenses 2:8.

Filho de Deus

Eu, particularmente, gosto desses períodos específicos em nossos calendários,  em que  temos celebrações cristãs, pois é um ótimo motivo para trazer a nossa memória àquilo que nos dá esperança, aquilo pelo qual vivemos. Vamos aproveitar para meditarmos um pouco sobre o título cristológico de Jesus ser o Filho de Deus.

Primeiramente, precisa ficar claro a nós, que Jesus não se tornou filho por meio da encarnação.  Ele sempre foi Filho de Deus. E foi por meio do filho, que Deus fez o universo (Colossenses 1:16-17).; Deus enviou seu filho para salvar o mundo (João 3:17).

 Aliás, em sua oração antes da crucificação, Jesus também afirma sua relação com o Pai desde a fundação do mundo: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo”. João 17:24.

Portanto, com isso em mente, podemos ir um pouco mais fundo sobre o que quer dizer, Jesus ser Filho de Deus. Essa compreensão não pode ser associada a nossa compreensão de filiação humana.

Tudo quanto o Pai faz, o Filho faz igualmente

Com efeito, nós somos filhos de Deus também, mas somos por meio da adoção: “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”. Gálatas 4:5,6.

Contudo, eu e você não fazemos tudo quanto Deus Pai faz, Jesus sim, veja:porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente”. João 5:19.  Perceba que a declaração de Jesus é que Ele está se igualando ao Pai, tal pai, tal filho. Jesus prossegue o seu discurso e afirmação de seu título de Filho: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou”. João 5:23. O capítulo 1 de João é rico em detalhes sobre o título cristológico de Jesus sendo o Filho de Deus.

Podemos constatar o relacionamento de Deus Pai e Deus Filho. Ele estava no princípio com Deus Pai, Ele é o herdeiro de todas as coisas. “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. João 1:2,3.

Por isso, o termo Filho de Deus, não se aplica ao mesmo termo humano que pensamos. Jesus é o Filho do Deus vivo, Ele é o nosso Redentor e  esperança gloriosa. Jesus é absolutamente divino assim como Deus Pai. Ser Filho de Deus, no caso de Jesus, é justamente porque Ele é o Unigênito do Pai, pois é o único que tem a mesma natureza que Deus tem. Em Jesus habita corporalmente toda a plenitude da divindade, Ele tem os mesmos atributos que Deus Pai e realiza as mesmas obras. Ele veio para nos revelar o Pai.

O Filho de Deus veio até nós

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29

Em suma, o cordeiro era um dos animais usados para o sacrifício em favor dos pecados. O cordeiro é um animal manso, tranquilo e humilde. A bíblia afirma que Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa comparação de Jesus ao cordeiro é porque Ele é o sacrifício perfeito para o perdão de nossos pecados. O  sacrifício substitutivo perfeito. Deus se importou conosco ao ponto de se tornar um de nós.

Nesse sentido, Jesus veio cheio de graça e verdade (João 1:14), ou seja, a graça é esse presente imerecido. Não depende de nós e  não há méritos em nossas ações. Jesus é também a verdade, pois nele se cumpriu a Lei. Dele se tratavam as profecias, era dele que os patriarcas falavam e foi por ele que as festas e sacrifícios apontaram.

Por fim, que essa Páscoa tenha um significado diferente a todos nós para que a compreensão deste amor eterno nos leve a amar ainda mais ao nosso Deus e Criador. E assim, transborde nossa gratidão e devoção a Jesus que em nosso lugar obedeceu perfeitamente à Lei de Deus e sofreu a nossa condenação. Se alegre nessa Páscoa, pois o Filho de Deus está sempre conosco.

E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Mateus 16:16

Este mês estamos tratando sobre o período da Quaresma. Esse período é importante, pois nos aponta a um tempo quebrantamento e de preparação, que nos permite caminhar nas pegadas de Cristo. É um tempo que nos remete a tentação de Jesus, seu sofrimento e cruz. Um tempo que é um chamado ao arrependimento.

De antemão, vale lembrar que nesta estação é um bom momento para considerarmos o pecado e a morte, como realidades. No calendário litúrgico, estamos em um período muito eficaz para nós admitirmos que o tempo não nos pertence.

Ou seja, ao comemorarmos todos os anos os mesmos feitos na história, desde o advento até o Pentecostes ou mesmo no tempo comum, observamos que a narrativa gira em torno da revelação de Deus por meio de Jesus.

 Logo, esse período da Quaresma em que estamos nos ajuda a avaliar como somos limitados e falíveis diante da eternidade de Deus. Bem como nos faz enxergar que somos passageiros, e suscetíveis às doenças e morte e que não temos controle. Por isso precisamos nos arrepender de nossos caminhos e assim, buscar mais a Deus.

Um Chamado ao arrependimento

Nesse ínterim, vamos aproveitar o período da Quaresma para refletir sobre nós mesmos e nossos pecados. Por que Jesus teve que passar por tudo o que ele passou? Qual o resultado da obra de Jesus em nossas vidas? Esse é um tempo perfeito para ter essa reflexão: Quaresma é um chamado ao arrependimento.

Definitivamente, vamos aproveitar esse tempo para abrir espaço em nosso dia a dia corrido e fazer um autoexame, reconhecendo que somos pecadores e necessitamos de arrependimento e perdão. Essa preparação é importante para podermos celebrar a Páscoa.

Como resultado, a quaresma  é um bom momento para nos voltarmos a Deus. Pois, Cristo veio até nós, passou pelo deserto, sofreu e morreu em um madeiro para nos dar a vida eterna, nos levar de volta para Deus. Após entender, que somos de fato pecadores, mas que Deus enviou seu Filho para morrer por nossos pecados e que essa dívida está paga, agora  somos novas criaturas, então podemos celebrar a ressurreição na Páscoa.

Arrependimento genuíno

Em síntese, o período da Quaresma começa na quarta-feira de cinzas, pois biblicamente falando, as cinzas são símbolos de arrependimento. Veja a confissão que Abraão disse em Gênesis 18:27: “Eu sou apenas pó e cinzas”. Jó também lamenta sua situação e diz em Jó 42:6: “Por isso me desprezo e me arrependo no pó e na cinza”. Vemos também o rei de Nínive usando cinzas em sinal de arrependimento quando soube da palavra que Deus disse por meio de Jonas: “A notícia também chegou ao rei de Nínive; ele se levantou do trono e, tirando o manto, cobriu-se sobre cinzas” Jonas 3:6.

 Assim,  esse é o momento para que, simbolicamente nos lembremos que somos pó, mortais, frágeis e dependemos de Deus. Esse tempo de 40 dias simboliza o tempo de jejum de Jesus, Moisés e Elias. Por isso a quaresma nos leva a um chamado ao arrependimento. Devemos nos arrepender, jejuar e orar pedindo a Deus por sua graça sobre nossas fraquezas.

Dicas para o período da Quaresma

A bíblia diz: “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados,” Atos 3:19.

Portanto, vamos avaliar nossas vidas e mudar nossas atitudes. Sim, pois o arrependimento é uma tristeza por fazer algo contra a vontade de Deus e, automaticamente,   vai gerar  uma tomada de ação, conversão e mudança de caminho.  

  1.     Analise sua vida e tire um tempo maior com Deus nesse período da Quaresma. Peça ao Espírito Santo quais atitudes você precisa de mudança e arrependa-se. Para se adequar aos caminhos de Deus, se faz necessário uma  mudança de vida. 
  2.     Jejue. Quanto tempo faz que nós não jejuamos? Esse é um bom momento para voltarmos a jejuar. Lembre-se, arrependimento te faz ter mudança de atitude por isso, voltar a prática do jejum para fortalecimento espiritual é muito importante. Fazer-se vulnerável diante de Deus para mostrar que necessitamos dele, nos detalhes mais simples de nossas vidas;
  3.     Ore. Sim, parece óbvio, mas precisamos reconhecer nossa necessidade por Ele. A oração também nos ensina a sermos perseverantes em toda situação. Confissões se fazem necessárias também para que assim, sejamos perdoados.

Por fim, lembre-se que Deus tem prazer na misericórdia (Ef 2:4) e é rico em perdoar: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”. Isaías 55:7.

Que Deus Pai possa nos ajudar, por meio do Espírito Santo, a compreender toda a obra de Cristo Jesus. E nós sermos convencidos de nossos pecados e nos arrependermos. Para recebermos um novo coração e assim vivermos em novidade de vida, nos santificando. Que Deus possa reavivar a sua obra em nós! Para podermos viver de maneira digna chamado dele, glorificando a Ele.

Adoração – talvez a primeira imagem que vem à nossa mente sobre essa palavra, seja o momento do louvor na igreja. Eu não culparia ninguém por assim pensar, pois infelizmente é dessa maneira  que se tem falado sobre adoração por muito tempo. Mas eu quero convidá-los a ampliar o entendimento sobre adoração, pois ela envolve todo nosso cotidiano.

 O que não é a adoração

Para começarmos, tenha em mente que a adoração é algo que está relacionado com o adorador. Se não, trata-se apenas de uma atuação. A ação de adorar está enraizada na vida do adorador. Por isso, nossa adoração não é apenas no momento do louvor de um culto que frequentamos. 

 Jesus disse em Mateus 15:8 -9: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão, me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Note que é um contexto onde Jesus está falando da hipocrisia dos fariseus. Sendo assim, vamos a alguns pontos sobre o que não é adoração:

  1. Adoração não é atuação – não adianta apenas atuar no momento da adoração, se o seu coração não ama Aquele que você adora.
  2. Adoração não é uma sensação –  não é simplesmente uma sensação que podemos sentir em um culto. Na adoração falamos de nossa fé  e convicções. Na adoração declaramos a Glória de Deus. A adoração é feita com convicção.
  3.  Não é sobre um lugar específico – entendendo que a adoração envolve todo nosso cotidiano, logo, não é o lugar que faz a adoração ser verdadeira, mas sim a atitude do adorador. Por todas as nações e lugares a adoração se levantará. Já estamos vivendo isso. Jesus é o “lugar” onde os verdadeiros adoradores adoram a Deus.

Por isso, nosso amor a Deus deve ser com todo nosso coração, mente e força. Com tudo que somos, ou seja, mente, espírito e atitudes. E nós somos muito mais do que aquilo que demonstramos em algumas horas de culto. Nossa adoração é diária. Sendo assim, todo o contexto de nossa vida cotidiana importa para Deus.

O que é adoração

Já que nós vimos um pouco do que não é adoração, vamos pensar sobre o que ela é. Adorar é prestar um culto, expressar honra. Isso envolve orações, cânticos, o momento da ceia, o batismo, as celebrações, agradecimento e intercessões. Ou seja, tudo que já faz parte de nossa vida de devoção a Deus. Paulo escreveu sobre isso: Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Co 10.31).

Na Confissão de fé de Westminster diz: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Logo, nossa adoração é reconhecer, submeter e ter prazer na Glória de Deus. Sem um entendimento de Deus e sem adorá-lo dessa forma, tudo se torna superficial e monótono.

Mas a adoração é algo que faz parte de nós. Nascemos para isso. Se não adorarmos ao nosso criador, adoraremos outra coisa. Pense em pessoas em estádio de futebol ou em um concerto musical. Eles aplaudem, choram, gritam e se emocionam. Queremos adorar a algo, isso faz parte de nós. É por isso que a adoração envolve nosso cotidiano. Queremos render nossos melhores sentimentos e  expressar o que sentimos em nós quando algo captura nosso olhar.

Então, imagina quando chegar o dia em que veremos a plenitude da glória de Deus. Hoje nós vemos em partes, mas chegará o dia em que veremos como de fato ele é.  Por isso nós vivemos adoração nesta era, mas ainda não em plenitude. Esses anseios no mais profundo de nosso ser é o anseio por ver a glória do nosso criador.

Unidos em Adoração

Ademais, nossa adoração comunitária é muito importante. Pois, ela será um reflexo daquilo que fazemos individualmente no nosso cotidiano. Somos o corpo de Cristo quando estamos unidos. “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”. Efésios 4:4-6.

Salmos nos diz que Deus é entronizado nos louvores do seu povo: “Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores do teu povo”. Salmos 22:3. Juntos, nós somos a assembleia dos santos, o corpo unido de Cristo, sendo transformado, à medida que juntos compartilhamos nossa fé, devoção e adoração. Juntos crescemos em amor a Deus e em entendimento de quem Ele é por meio da sua Palavra.

Por isso, juntos em adoração no culto, por exemplo, estamos expressando e sendo conduzidos a Glorificar a Deus por todos os seus feitos na História. Mas, porque a adoração já envolve nosso cotidiano. Perceba, o Espírito Santo está se movendo por meio do corpo de Cristo, unido e enchendo à terra com  adoração Àquele que é digno. 

Que eu e você, possamos ter a compreensão de que a adoração faz parte da totalidade de nossas vidas. E que possamos viver de maneira a dar a Deus a adoração devida em nossas atitudes diárias. Importa que Ele cresça!

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16). 

Hoje, nós conversaremos sobre o tabernáculo de Davi. E para começarmos é importante lembrar que no contexto histórico, a arca de Deus tinha sido levada no cativeiro e passou cem anos longe de Israel. Então, quando Davi assume o reinado, a primeira coisa que ele faz é construir o tabernáculo e trazer a arca para Jerusalém.

O Tabernáculo de Davi foi a primeira habitação de Deus em Jerusalém. Ele foi o único santuário a ser estabelecido no Monte Sião em toda a história. Se você lembrar, Sião passa a ser muito importante nas escrituras, pois a palavra diz: “De Sião virá a salvação” (Rm 11:26); “Sião é o monte do Senhor” (Is 2:3). Sião tem uma conotação fortíssima, pois ali é a habitação de Deus. E Davi tem um papel principal no Antigo Testamento que aponta para Aquele que é a salvação, ou seja, Jesus. 

Davi acrescentou elementos à liturgia da tenda de Moisés

Deus deu ordens específicas a Moisés quando ele armou a tenda. Deus habitava também na tenda de Moisés e ela era uma tenda móvel, diferente da fixa que Davi fez em Jerusalém. Na tenda de Moisés não havia instrumentos e as  trombetas eram tocadas apenas no momento das ofertas ( Nm 10:9-19).

 Ademais, a tenda de Moisés era dividida em três sessões, mas no tabernáculo de Davi era um espaço só. Apesar de ser arquitetonicamente diferente, Davi manteve o cuidado com a lei do Senhor: ”E os levitas trouxeram a arca de Deus sobre os ombros, usando as varas que estavam nela, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor” ( I Cr 15:15).

Davi não exclui a liturgia já dada por Deus, mas ele acrescenta elementos à liturgia do culto. Perceba, não há conflito no tabernáculo de Moisés e no de Davi, pois o tabernáculo de Davi adiciona ao que já foi dado a Moisés. 

Porém, nós percebemos que Davi trouxe uma revolução na liturgia do culto. No tabernáculo de Davi tinha música e a presença de cantores. Davi inclusive manteve músicos e cantores para estabelecerem adoração contínua ao Senhor, ou seja, adoração 24 horas e sete vezes por semana. “ E com eles a Hemã, e a Jedutum, e aos mais escolhidos, que foram apontados pelos seus nomes, para louvarem ao Senhor continuamente, porque a sua benignidade dura perpetuamente”. (I Cr 16:41). Leia I Crônicas capítulo 15 e 16 para mais detalhes.

O tabernáculo de Davi e a liturgia que nos influenciou

Em um conceito geral, liturgia é a forma como as coisas costumam ser feitas, como um ritual. Um conjunto de elementos ou práticas que compõem um culto, por exemplo. Em um contexto fora do culto, temos liturgia também, por exemplo: a forma como nós vivemos nosso dia a dia e como nós celebramos um aniversário ( onde o aniversariante sopra as velas), tudo isso formam rituais que estabelecem uma liturgia. 

Como resultado, nós sabemos que a liturgia daquela época nos influencia até hoje em nossos cultos e adoração. No momento do culto, na sua liturgia, cada momento é importante. Desde a abertura, o louvor, a oferta e a Palavra, em tudo Deus está presente.  A liturgia também existia ali no tabernáculo de Davi e isso afetou a forma como Israel se relacionava entre família. 

O tabernáculo de Davi é um prenúncio do porvir

Todavia,  quando a arca de Deus chegou e Davi celebrou com cânticos, danças e músicas, isso pode ter chocado as pessoas. Afinal, elas estavam acostumadas com a tenda de Moisés. Vemos isso, pois a esposa de Davi o desprezou neste momento ( I Cr 15:28). 

Mas, eu e você precisamos entender que Davi está anunciando uma revolução litúrgica, isso era um sinal do que também acontecia no céu. A centralidade ainda assim era a presença de Deus, a arca estava naquele local. Tanto é, que Sião, a cidade que Deus habita, recebeu muitas profecias. Ou seja, Deus se agradou do que foi feito ali. 

E isso  também é uma imagem profética do que Amós escreveu sobre a restauração do tabernáculo de Davi. “Naquele dia, levantarei o tabernáculo de Davi que está caído e repararei suas brechas, levantarei as suas ruínas e as reedificarei como nos dias antigos” ( Amós 9:1). Tiago também vai falar sobre a restauração do tabernáculo em seu discurso em Atos 15:16-18. Como um prenúncio da alegria celestial e  da reunião que teremos no porvir. Na eternidade isso vai acontecer, assim como Deus é eterno, sua presença e a forma como ele estabelece, estão relacionados  ao que viveremos no porvir. Que alegria, não é mesmo?

O tabernáculo de Davi influenciou nossa liturgia de culto 

Como resultado, a forma como nós adoramos até hoje tem influência da época do estabelecimento do tabernáculo de Davi. O fato de hoje nós termos instrumentos na adoração corporativa é porque Davi introduziu isso ao culto a Deus. Logo, podemos dizer que o tabernáculo de Davi era musical, pois havia muitos instrumentos. 

Assim, o homem  passou  a expressar o sentido daquilo que ele não conseguia explicar e Deus se manifestava no meio do seu povo. Hoje é assim também. Há expressões artísticas nos cultos e a música é uma delas. E Deus se manifesta em nosso meio. Naquele momento, Davi estava anunciando que Deus ia habitar no meio deles e isso era motivo para celebrar. 

Em suma, doxologia é o que chamamos dessa resposta do povo aos feitos de Deus. Criar um momento em que cantamos a palavra é doxologia. Quando Deus está presente e ele se manifesta, nós respondemos adorando seu nome e sua glória. Isso era o que acontecia no tabernáculo de Davi, os salmos escritos são essas expressões deles a Deus.  Elas são músicas que expressam a resposta do povo adorando a Deus. 

Por fim, entendemos que o tabernáculo de Davi tem influência direta na liturgia dos nossos dias.  Ou seja, a importância de nós estarmos juntos adorando ao Senhor, transforma nossa caminhada. Assim como aconteceu com o povo em Israel na época do estabelecimento do tabernáculo de Davi. Hoje  também nós estamos respondendo para aquele que nos sustenta de geração em geração com cânticos, Salmos, louvores e orações.

Este mês, conversaremos sobre o perdão. Uma palavra tão pequena com uma importância gigantesca, capaz de colocar pessoas por anos em um tormento sem fim pela falta do perdão. Talvez você conheça alguém que, por falta de perdoar,  não consegue nem ficar perto da  pessoa que lhe causou mal. E  isso a faz mergulhar em culpa, raiva, ódio e vários sentimentos ruins. Sim, a falta de perdão pode causar tudo isso e muito mais.

Por outro lado, o perdão pode te libertar de sentimentos tão profundos e te proporcionar uma leveza de vida imensurável. Incrível não é mesmo?

O que Jesus disse sobre a medida para o perdão

Neste sentido, no evangelho de Mateus, temos uma cena que retrata bem o que queremos saber sobre a medida do perdão.  Jesus e seus discípulos estão conversando sobre ser grande no reino de Deus. Pedro, pergunta a Jesus: “Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? (Mateus 18:21).

Primeiramente, precisamos entender que apenas Mateus, dos quatro autores dos evangelhos,  cita esta parábola. Porque Mateus era judeu e estava escrevendo para os judeus. Então, no entendimento judaico, o que Pedro pergunta já está acima do pensamento deles. Pois na lei judaica, os rabinos limitaram o perdão até três vezes, a quarta já não precisaria mais. Então Pedro já está se colocando acima disso. Usando o número sete como o símbolo judaico da perfeição ele estaria sendo bem acima da média, ainda assim, Pedro está limitando o perdão, percebe?

Surpreendentemente, Jesus vai além. Veja que esta parábola está elevando o nível do perdão. Jesus diz: “setenta vezes sete” Ora, quem vai ficar contando, anotando quantas vezes já perdoou para chegar na 491ª vez, então não perdoar mais? Veja que o que Jesus faz é dizer-nos que precisamos perdoar, quantas vezes forem necessárias.

Ademais, Jesus está também se referindo às setenta semanas descritas em Daniel (Dn 9). Em que essas semanas se referem à consumação de tudo. Ou seja, devemos perdoar até o fim de nossas vidas.

A medida do perdão não olha valores

“Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos”; Mateus 18:23,24

Nesta parábola a quantia que aquele servo do rei devia era também uma quantia impagável. Ele devia tanto, que mesmo ele dizendo para o rei que pagaria, o rei sabia que não tinha como realizar isso. “Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida”.(Mateus 18:26,27)

Porém, o foco de Jesus ao contar esta parábola não está na quantia. Então, não precisamos ficar focando em quanto seria essa quantia que foi perdoada, mas sim focar no perdão sem medidas. O perdão não mensura o valor ou o tamanho da dívida. O perdão deve ser praticado e ponto. Sim, independente do que seja. E eu sei que agora você está pensando em um monte de atrocidades que já aconteceram ou podem acontecer e sim, a resposta é: deve-se perdoar.

Da mesma forma, Deus não mediu a nossa dívida para então nos perdoar. Ele perdoou e nos perdoará até a consumação dos séculos. E nós, devemos fazer o mesmo. Era isso que Jesus estava demonstrando nesta parábola, de que não há limites para o perdão.

Perdão é uma questão de misericórdia

Definitivamente, o fim desta parábola não é animador. Ao ser perdoado, o servo do rei não teve a mesma atitude com o seu companheiro. Então, o rei sabendo do que o servo tinha feito,  ele o entrega aos atormentadores até que a dívida fosse paga, ou seja, até o fim da sua vida. E o versículo seguinte é um pouco preocupante: “Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas”.(Mateus 18:35)

O rei teve misericórdia do servo para com sua dívida. Sim, perdão é uma questão de misericórdia e não de justiça. Sabemos disto, pois obtivemos misericórdia da parte de Deus para conosco. Pois o justo seria a nossa condenação. O que Deus quer de nós, então, é que tratemos o próximo como ele nos trata. Se somos perdoados, devemos perdoar.

 “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”. Colossenses 3:13

Deus nos capacita a perdoar

Como resultado, o que acontece quando não fazemos isso? Exatamente o que Jesus demonstra nesta parábola. O servo foi atormentado. A ausência do perdão faz isso conosco, se torna um tormento e coloca a alma em uma prisão. Perdoar é uma questão de conservação de sua vida. Por isso perdão é uma graça de Deus. E Ele é quem nos capacita a perdoar.

Por fim, podemos concluir que além de não haver medidas para o perdão, devemos perdoar sem olhar a quem e nem o tamanho da  dívida. Para não sermos atormentados e vivermos em uma prisão em vida. Se não perdoarmos, não receberemos perdão. Veja o que o rei fez com o seu servo ao vê-lo não perdoando seu companheiro. Só teremos comunhão com Deus e com nosso próximo, perdoando.

Assim, que Deus nos conceda essa graça de perdoarmos uns aos outros e de recebermos seu perdão eterno.

Como era  a vida de oração de Daniel? Um homem que viveu no período que chamamos de 70 anos de cativeiro. Ele foi arrancado de sua casa em Jerusalém no primeiro cerco que a Babilônia fez. Ele era de uma família nobre e ainda era muito jovem quando foi separado de sua família junto com outros companheiros. Foi levado como escravo para o palácio do grande rei Nabucodonosor. A história poderia caminhar para um rumo diferente ao que tudo indica, mas na verdade ela trilha para uma vida de oração exemplar.

Certamente conhecemos a sua história, Daniel  amava a Deus e era fiel em sua devoção e Deus concedeu inteligência a ele e seus companheiros: “Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos”.Daniel 1:17

Daniel tinha constância na oração

Nesse meio tempo, Daniel se torna muito influente, a ponto do rei o nomear governador na Babilônia (Dn 2:47). Ainda assim, Daniel foi sentenciado à morte. Um decreto foi assinado pelo rei e Daniel se enquadrava nos que deviam morrer. Por qual motivo? Pelo motivo de que pelo período de 30 dias não se podia adorar a ninguém, apenas ao rei.

Ao saber do decreto, o que ele fez? Fez o que sabia fazer: “Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém, e, como antes costumava fazer três vezes ao dia, ajoelhou-se, orou e deu graças diante do seu Deus”. Daniel 6:10

Ora, você percebe a palavra “costumava” neste texto? Constância é o que podemos aprender com Daniel. No momento mais difícil ele fez o que costumava fazer. Quando temos constância em nossa vida de oração não somos abalados por circunstâncias externas. Mas, é uma regra orar três vezes ao dia, então? Não, mas será que temos orado ao menos uma vez em nosso dia? Daniel tinha constância na oração.

Por conseguinte, Deus livrou Daniel da sentença de morte, quando jogado na cova dos leões, nenhum dano sofreu. E o nome de Deus foi glorificado:

Paz e prosperidade! “Estou editando um decreto para que nos domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel. “Pois ele é o Deus vivo e permanece para sempre; o seu reino não será destruído, o seu domínio jamais acabará. Ele livra e salva; faz sinais e maravilhas nos céus e na terra. Ele livrou Daniel do poder dos leões”. Daniel 6:25-26.

Daniel examinava as escrituras

Outra marca que podemos notar na vida de Daniel era o estudo da palavra. Ao examinar o livro de Jeremias, ele entende que o seu povo sofreria por 70 anos. E o que Daniel faz? Ele intercede a Deus com orações, súplicas e jejum.

Inegavelmente, precisamos interceder por nosso povo, ter esse amor por nossa nação, assim como ele o fez. Mas para isso, eu e você precisamos que nossos corações sejam quebrados. Vemos Daniel intercedendo em prantos, pois ele se colocou na brecha e sentiu a dor pelo seu povo. Seu coração estava em orar por sua gente.  (Dn 9:3). Nós precisamos sentir isso ao intercedermos por nossa nação.

Ademais, você percebe que, oração, jejum e leitura da bíblia, caminham juntos? Daniel examinava as escrituras. E ao fazer isso, entendeu que precisava suplicar e jejuar por seu povo. Ele teve então, revelação sobre o que viria acontecer. Existe uma conexão na oração e no entendimento das escrituras.

A oração prontamente respondida de Daniel

Nesta época, Daniel percebe que muitos judeus permaneceram na Babilônia e não voltaram para Jerusalém. E os que voltaram, encontraram apenas ruínas e por isso desistiram de reconstruir o templo. Daniel então ora e jejua pelo seu povo e ele pede urgência a Deus: Senhor, ouve! Senhor perdoa! Senhor vê e age! Por amor de ti, meu Deus não te demore, pois a tua cidade e o teu povo levam o teu nome“. Daniel 9:19

Nos versículos seguintes descobrimos que sua oração é prontamente respondida. Deus envia um anjo enquanto Daniel ainda estava confessando os pecados de seu povo. Essa é uma promessa linda que temos, de que algumas de nossas orações serão respondidas rapidamente: Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei”. Isaías 65:24

Para isso, precisamos de constância, assim como Daniel costumava orar três vezes ao dia, precisamos aprender a ter nosso tempo diário e constante com Deus.

Aliás, sabe o que é mais lindo e profundo nessa oração do capítulo 9 de Daniel? Ele orou por Israel e pela restauração da cidade de Jerusalém e Deus o responde com segredos mais profundos. Daniel pediu pela restauração do seu povo, mas Deus o respondeu sobre a salvação eterna deles através da revelação do próprio Messias que haveria de vir (Dn 9:25-27).

Assim sendo, aos que possuem um relacionamento constante com Deus, ele revela segredos profundos. “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança”. (Salmos 25:14) Isso com certeza deve nos encorajar.

A vida de oração de Daniel

Em resumo, podemos ler o livro de Daniel e nos encher de alegria ao perceber, o quanto podemos ganhar em ter uma vida constante de oração. A bíblia diz que Daniel era amado no céu: “Ele disse:Não tenha medo, homem muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte! “Ditas essas palavras, senti-me fortalecido e disse: “Fala, meu senhor, visto que me deste forças”. (Daniel 10:19) Você não gostaria de ser conhecido assim também no céu?

Com efeito, Daniel desde muito novo decidiu não se contaminar e se manteve íntegro ao seu Deus. Ele andou com Deus quando era nobre e quando foi escravo, na humilhação e no momento de ser reconhecido. Daniel estabelecia horários para suas orações e orou em momentos de dificuldades. Ele orou quando sofreu ameaça de morte, orou por seus companheiros, orou confessando o pecado de seu povo, orou pedindo livramento por sua nação. Daniel tinha intimidade com Deus, pois só quem tem constância na oração consegue alcançar isso.

Por fim, que Deus nos dê a graça de alcançar a constância em nossa vida de oração para alcançarmos essa intimidade com Ele. Que eu e você possamos ser fortalecidos na esperança de sermos tão íntimos de Deus a ponto de Ele confiar seus segredos a nós.

“E ele prosseguiu: “Não tenha medo, Daniel. Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar entendimento e humilhar-se diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas”. Daniel 10:12

Fé pensante, falar sobre a importância disso é falar sobre usar nossa mente. Somos seres criados para pensar, analisar, refletir. Deus colocou em nós sua Imago Dei, assim, temos a sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). Isso quando se aplica à nossa fé, muitas vezes é visto de forma equivocada, já que a fé é vista como algo sobrenatural e não racional. Mas, qual o problema nisso? O problema está em você não saber o porquê crê no que crê.  Não há problema em você questionar sobre sua fé e buscar saber mais sobre sua crença. Na verdade, quando não o fazemos, somos levados a qualquer vento de doutrina ou até mesmo deixamos nossas experiências sobrenaturais nos ditarem o que é verdade. Mas não é para ser assim.

 

Primeiramente precisamos ter um equilíbrio, nem sermos frios e racionais demais e nem sermos guiados por emoções e sentimentos superficiais. A própria Bíblia, da qual nós baseamos nossa fé, nos diz para amarmos a Deus com todo nosso entendimento (Lucas 10:27). Nossa fé deve ser pensante, reflexiva. A teologia nos ajuda nisso, nos dá ferramentas para embasarmos nossa fé. Quanto mais conhecemos, mais cresceremos em fé, pois a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10:17). Por isso, também precisamos proclamar o evangelho com conteúdo sólido. É nossa responsabilidade apresentar Jesus Cristo e sua obra da salvação de modo a despertar a fé no próximo. Sim, o Espírito Santo é quem os convencerá mas nós iremos pregar, esse é nosso IDE. Mas se não sabemos nem como fortalecer isso em nós, como então explanar a outros?

A fé pensante unida com a teologia

Nesse sentido, precisamos de uma boa teologia, mas não pode haver uma teologia sem devoção e nem uma devoção sem teologia. Por isso, Pedro nos exorta a nos prepararmos para justificar nossa fé (I Pedro 3:15). Precisamos estar prontos para responder e dar razão à esperança que há em nós. Todos nós anelamos por algo que nos auxilie a dar sentido a tudo que observamos ao nosso redor e experimentamos dentro de nós.

 

Como C.S. Lewis disse: “Eu acredito no Cristianismo como acredito que o sol nasce todo dia. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo tudo ao meu redor. ” Precisamos crescer no conhecimento bíblico e saber mais sobre nós mesmos através da vida de Jesus, se queremos habitar neste mundo de forma significativa e autêntica. Saiba, a fé do cristão é baseada no caráter de Deus e suas promessas, e essas são imutáveis. Para isso é necessária uma busca para se ter mais fundamentos sobre nossa fé. Devemos então nos inteirar completamente das doutrinas da palavra de Deus para que possamos expor com poder a escritura e sermos capazes de comentá-la a ponto de pessoas serem edificadas por meio da nossa fé e pela exposição da verdade.

Deus abençoe!

Colossenses é uma das cartas de Paulo escrita em seu período de prisão em Roma. Paulo não conhecia pessoalmente a igreja de Colossos, uma cidade pequena da época. 

Essa igreja foi plantada por Epafras sob os cuidados de Paulo. Assim, Epafras  de tempos em tempos fazia um relatório atualizando Paulo sobre a situação da igreja.

Nesse contexto, em que Paulo vai escrever a carta aos colossenses, veremos que havia alguns pontos positivos neles como a fé e o amor. Mas também muitos problemas com ética, legalidade e de atuação  a chamada “heresia de colossos” influenciada por um grupo que mais tarde vamos conhecer como gnosticismo. 

Dentre as muitas doutrinas desses hereges, eles ensinavam que para ser salvo era necessário uma elevação no conhecimento e que existiam seres celestiais que deveríamos adorá-los para chegar mais próximo de Deus. Essa influência no entendimento da igreja de Colossos trazia a ideia de que Jesus era um ser inferior a Deus, mas ainda maior que toda a criação. Mas Paulo vai mostrar que Jesus é a imagem do Deus invisível.

A imagem do Deus invisível

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação,”. Colossenses 1:15.

Deste modo, o que Paulo quis dizer é que Deus, sendo invisível, se tornou visível na pessoa de Jesus de Cristo. Portanto,  Ele é Deus encarnado. Nesse versículo, Paulo confronta a contradição platônica de matéria e espírito. Deus é espírito sim, mas se fez visível habitando em um corpo humano. Tornou-se  visível a nós.

Ou seja, essa declaração de Paulo sobre Jesus ser a Imagem do Deus invisível era porque na antiguidade, era comum que em cada território conquistado se erguesse uma estátua da imagem do Imperador para indicar que aquele território  tinha  o domínio deste representado pela imagem. 

Nesse sentido, quando Deus cria o homem à sua imagem e semelhança, ele nos dá domínio sobre a criação para governá-la como uma imagem sua.  Assim, declaramos ao mundo como uma expressão, de que todo universo criado pertence a Deus. A queda desestruturou a ordem das coisas criadas. Mas agora em Jesus, vemos a imagem do Deus invisível, que nos faz ver que toda criação é de Deus. Não mais de uma maneira desordenada como na imagem do homem corrompido, mas na imagem do homem perfeito: Jesus. 

Jesus, portanto, representa o domínio de Deus sobre todo o mundo de uma maneira que Adão não conseguiu representar. Agora o verbo encarnado, o filho de Deus encarnado, que é a imagem do Deus invisível nos faz mudar e  recondicionar nosso olhar para a criação. Olhamos  sob o olhar da redenção, que consegue ver a dimensão divina, a propriedade de Deus redimida. 

A imagem do Deus invisível e o Primogênito sobre a criação

Jesus é o primogênito de toda a criação. Isso não quer dizer que Jesus foi criado. Paulo está falando sobre aquilo que vem em primeiro lugar. Precisamos entender a primogenitura no contexto da época. Lembra de Esaú e Jacó? Por que Jacó queria comprar o direito da primogenitura? Exatamente pelo entendimento da benção que vem antes. Depois que Jacó conseguiu o direito, comprado por um prato de lentilhas, seu pai Isaque diz: 

Que as nações o sirvam e os povos se curvem diante de você. Seja senhor dos seus irmãos, e curvem-se diante de você os filhos de sua mãe. Malditos sejam os que o amaldiçoarem e benditos sejam os que o abençoarem“.Gênesis 27:29

Você consegue perceber que primogenitura no contexto, não é só uma questão de quem nasce primeiro? Mas ela representa o direito de herdar tudo aquilo que o pai tinha ou havia feito. E o senhorio, o governo e domínio sobre os demais. Então dizer que Jesus é o primogênito de toda a criação não se refere a Ele ser criado, mas de que Ele vem antes de toda a criação e está muito antes de toda a criação. 

A divindade de Jesus

Nesse sentido, Deus filho é o herdeiro de tudo de Deus pai. Sendo assim, Paulo está rebatendo a heresia de que entre nós e Deus havia mediadores que são anjos. Logo, ao enfatizar a divindade de Jesus, Paulo quer que eles entendam que Jesus criou todas as coisas. 

Em outras palavras, os hereges gnósticos queriam que as pessoas entendessem que em determinado momento Deus criou Jesus para resolver todo o problema do pecado do homem. Mas esse gnosticismo não corresponde com a revelação bíblica que nos faz entender que Jesus já existia antes de toda a formação do mundo. Ele é primogênito justamente porque Ele vem antes. Paulo precisa dar ênfase a isso para que eles entendessem a divindade de Jesus. Ele não é um ser inferior a Deus, Ele é Deus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”. – João 1:1,2

O Senhorio de Jesus

Para nós, serve o mesmo ensinamento de Paulo, será que entendemos quão crucial é  compreendermos a afirmação dessa verdade sobre Jesus? Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, por isso, não podemos separar as duas pessoas. Paulo vai mostrar Jesus como Deus, criador e mediador, o fim último. É por meio dele que o mundo surge e as coisas passam a existir. As coisas da terra e do céu. Toda a ordem da criação vai encontrar o fim último em Jesus. Tudo o que fazemos converge nele, Ele é o começo e o fim de todas as coisas.

Os gnósticos de colossenses tinham problemas com o senhorio de Jesus. Mas Paulo enfatiza a supremacia de Jesus. Nossa fé, amor e esperança devem estar em Jesus e não em outras coisas. A redenção de Cristo é completa e perfeita, não há nada que possamos fazer. Ele nos reconciliou. A ressurreição já começou, Jesus foi o primeiro. Nós aguardamos a nossa bendita esperança: a ressurreição dos mortos. Onde estaremos para sempre com Ele.

Que Deus torne essa palavra eficaz, exaltando seu filho Jesus. A quem aprouve o Senhor, residir toda a plenitude e que nele tivesse supremacia sobre todas as coisas. Amém.

“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,” Colossenses 1:19

Hoje te convido a meditar sobre o início do chamado de um importante personagem da bíblia: Davi. Com certeza temos muito a aprender na vida dele.

Em Belém temos o início do chamado de Deus sobre a vida de Davi.

O que Davi estava fazendo nessa época?

Pastoreando um pequeno rebanho de ovelhas de seu pai Jessé. Então, Deus envia Samuel para ungir um dos filhos de Jessé para ser rei em Israel.

Depois desse momento em que Deus unge Davi por meio do profeta Samuel, até o momento em que Davi vai de fato assumir o reinado de Israel, se passam cerca de 15 a 20 anos. Muitas provas e adversidades ainda o aguardavam em sua jornada. Vemos a formação de um caráter aprovado sendo moldado.

O mesmo acontece conosco,  Deus nos escolhe, mas precisamos estar preparados para cumprir seu chamado. Precisamos de um caráter aprovado.

Assim,  Davi teve que passar pela escola do quebrantamento e continuar lidando com a rejeição de sua própria família. Enquanto  ele era desprezado por seus irmãos,  Davi aproveitou a oportunidade para se aproximar ainda mais de Deus enquanto cuidava das ovelhas no campo.

“Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas; E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos”. Salmos 78:70-72

Davi é ungido na simplicidade de sua vida em Belém

Antes de tudo, vamos relembrar o que estava acontecendo em Israel. O povo era governado por Deus, não havia rei sobre eles. Mas eles pediram ao profeta Samuel que queriam, assim como as outras nações, ter um rei para governá-los (I Sm 8:7).

Deus levanta Saul como rei sobre Israel. O nome de Saul significa “pedido a Deus”, pois o povo ao rejeitar o governo de Deus, pediu sobre eles um rei. Saul reinou por 40 anos a pedido dos homens. Não vamos nos aprofundar na história de Saul, mas sabemos que Saul rejeitou a Deus (I Sm 15:26) por isso, Deus escolheu Davi para suceder o reino de Israel.

Contudo, Davi foi ungido rei por Samuel, por uma ordem de Deus  (I Sm 16:12). O nome de Davi significa “amado por Deus”. Já nessa época, em sua rotina singela nas colinas de Belém, em sua simplicidade de vida ele se deleitava em Deus. Quando lemos o capítulo 16 de primeira Samuel, vemos que quando Jessé traz seus sete filhos, sem nem se dar ao trabalho de mandar chamar o oitavo filho, Davi, a atenção de Samuel vai para o filho mais velho. Ele vê Eliabe e sua aparência, mas Deus logo chama a atenção de Samuel e diz que ele está olhando apenas para o exterior, mas que Deus vê o interior, o coração. Que incrível não é mesmo?

Porém, quando chamam Davi, Deus logo confirma a Samuel: “É este, unge-o”. Por isso sabemos que Davi foi escolhido por Deus. O propósito de Davi era agradar  o Senhor, e Deus viu isso nele. Davi, um homem segundo o coração de Deus, a formação de um caráter aprovado estava avançando.

A formação de um caráter em atitudes de mansidão e humildade

Nesse ínterim, os alicerces da vida de Davi são estabelecidos. Davi quer ser segundo o coração de Deus. No momento em que foi ungido, a confiança em Deus foi vista na vida de Davi. A confiança era tanta que era como se Davi pensasse: “Se Deus me ungiu, ele me colocará no trono”. Davi não levantou espada para conquistar um trono, não lutou por si. Deus deu-lhe o trono, não foi ele quem pediu. Então vemos essa atitude de mansidão e humildade sendo gerada em sua vida desde muito cedo.

Desde que, mansidão e humildade estavam sendo geradas nele, pois um dia ele seria rei, como ele governaria? Com punho forte ou em mansidão e humildade? Note que a identidade de Davi foi primeiramente estabelecida no seu relacionamento com Deus. O trono para ele passou a ser secundário. Vemos isso em suas escolhas, o objetivo dele passou a ser: amar a Deus, manter o coração puro diante de Deus e contemplar sua beleza. E o trono seria a consequência disso (Sl 27:4).

Davi em Belém – Um homem segundo o coração de Deus

Com certeza, a vida de Davi serve de exemplo para todos nós. Uma pessoa que teve uma vida cheia de erros como todos nós. Mas com uma enorme diferença: um coração voltado para Deus – é o que precisamos ter também. Mesmo em meio a erros e acertos, ele se arrepende e seu coração o leva de volta a Deus. Davi se arrependia dos seus pecados  e tinha plena consciência de que servia a Deus. Davi tinha um relacionamento com Deus. Como? Ele sempre apresentava para Deus suas mágoas e  suas alegrias. Davi se abria diante de Deus. Por isso foi considerado segundo o coração de Deus.

Por vezes até seus desejos de que seus inimigos morressem, ele os colocava diante de Deus. Mas ele também era rápido em reconhecer o quão pequeno e necessitado ele era. Ou seja, em momentos de raiva, ele clamava a Deus e também em momentos de contrição. Os Salmos nos mostram esses momentos de orações sinceras de Davi.

Como naquela ocasião onde após cometer um dos grandes erros de sua vida, de se envolver com Bate-Seba e matar Urias, ele prontamente diz: “pequei contra Deus” (Sl 51:4). Ao ser confrontado pelo profeta Natã, ele aceita a correção e  não foge da presença de Deus. Davi não tem falsa espiritualidade diante de Deus.

“Pois Davi fizera o que o Senhor aprova e não deixara de obedecer a nenhum dos mandamentos do Senhor durante todos os dias da sua vida, exceto no caso de Urias, o hitita”.1 Reis 15:5

A formação de um caráter aprovado

Definitivamente havia uma graça sobre Davi, por causa desse coração temente a Deus. Podemos ver isso durante toda sua história. Por isso podemos usar seu exemplo de orações sinceras e praticá-las diante de Deus.

Afinal, quantas vezes nós mesmos sentimos raiva e  mágoas? E por que não expô-las diante daquele que sonda nossos corações? Ou em momentos de alegrias, em momentos em que estamos tão cheios de gratidão, nós expressássemos isso diante de Deus por meio de canções ou mesmo orações de ações e graças? Isso deve nos motivar a levar todas as coisas, todas as nossas dúvidas e  angústias diante dele. Isso é relacionamento com Deus e é permitir a formação de um caráter aprovado pelo Espírito Santo.

Por fim, não lute por você, pela sua unção e  pelo trono. Deus nos chamou, por isso devemos amadurecer nossa fé a ponto de confiar que Ele fará. Não importa a rejeição por parte de nossas famílias, não importa como Saul tenha nos tratado, devemos entregar ao Senhor todas essas situações e confiar que Ele é quem vai nos estabelecer. Que Deus possa olhar para nós e também dizer: “Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade“. Atos (13:22).

No mês de maio foi instituído um lembrete importante para nós. Obviamente não é para nos lembrarmos dessa causa apenas nesse mês, mas ele nos ajuda a chamar a atenção para que mais pessoas se conscientizem  sobre essa  causa. Talvez, mesmo você que está lendo agora não sabia sobre o maio laranja.

Vamos tratar então hoje, sobre como orar pelas crianças. Visto que elas sofrem um mal silencioso e pouco discutido por aí. Existem dados alarmantes de que 37% das crianças abusadas tinham vínculos familiares com seus agressores.

Não sei você, mas eu tenho histórias de pessoas muito próximas a mim que passaram por isso e que hoje os reflexos disso estão evidentes em algumas áreas na vida delas. As consequências disso são inúmeras. Por isso, o passo deveria ser proteger nossos pequenos antes disso acontecer, para não ter que tratar depois das consequências.

O poder que há na oração

Antes de tratarmos de como orar pelas crianças, vamos nos familiarizar sobre o poder que há na oração. Eu imagino que para alguns, o fato de pensar em orar sobre algo seja abstrato demais. Então, precisamos alinhar nosso coração a essa prática tão vital em nossas vidas. Eu particularmente acredito que quanto mais soubermos a respeito daquilo que vamos orar, mais colocamos nosso coração naquilo. Pense em alguém muito próximo a você ou até mesmo algo que  esteja passando, você ora com muita intensidade.

Igualmente quando sabemos de todo o contexto da questão pela qual estamos orando, nosso coração se volta para orar com mais fervor e intensidade. Lembramo-nos sempre de orar por isso, não é mesmo? Esse é um dos motivos pelo qual esse mês  abordaremos em nossas redes sociais sobre esse tema e também aqui em nosso ‘blog’. Quanto mais as pessoas souberem sobre o assunto, mais irão orar por essa causa.

O modelo de oração deixado por Jesus

Por certo quando oramos devemos nos lembrar da “Oração das orações”, o modelo que Jesus deixou: O “Pai Nosso”.

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; Mateus 6:9,10

Então, ao orarmos nós precisamos ter um equilíbrio em pedir, por exemplo, para Deus endireitar o mundo (“venha o teu reino”) e alinhar nosso coração a Deus (“seja feita a tua vontade”). Conhecemos a Deus por meio da sua palavra e nos relacionamos com Ele à medida que o conhecemos mais e mais. Com efeito, pedimos e nos alinhamos a sua vontade.

Dessa forma a oração para nós deve ser algo de grande valor, pois o custo da oração foi pago através de Jesus, nos dando acesso ao Pai. Conversar com Deus, portanto, nos leva a um encontro com Ele. Por meio da oração sentimos sua presença e recebemos seu amor, seu consolo, sua paz e somos transformados.

Quando Jesus nos ensina a oração do “Pai Nosso”, Ele nos mostra a pedir: “Livrai-nos do mal”. Isso está relacionado ao mal externo, forças ruins no mundo, inimigos que desejam nos prejudicar e, é por isso, que oramos pelas crianças. Por conta desse mal externo e silencioso que as cercam.

Sugestões de como orar pelas crianças

Como resultado, vamos sugerir algumas maneiras para começarmos a alinhar nossos corações a orar pelas crianças, tornando isso um hábito.

  • Comece pedindo sabedoria a Deus – Assim você crescerá em oração e em  relacionamento com Ele. Pois, lembre-se: o princípio da sabedoria é temer ao Senhor (Pv 9:10). E também porque a sabedoria de Deus te fará interceder com mais entendimento. Mas peça com fé, sem duvidar, conforme o versículo nos instrui: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor”. Tiago 1:5-7;
  • Peça para Deus te dar um coração voltado para essa causa das crianças – Como já disse antes, acredito que quanto mais soubermos sobre algo, mais oramos com vigor. Peça a Deus para tirar a apatia que há no seu coração. “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa”, Hebreus 10:22;

Orando pelas crianças

  • Peça por justiça – Deus operará justiça no mundo ou, endireitará o mundo por meio das nossas orações. Quem pode prever o alcance que uma oração tem? Deus pode socorrer crianças que nem sabem que estão sendo vítimas de algum tipo de abuso. “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” Lucas 18:7;
  • Peça a Deus para proteger as crianças – Imagine quantos lares desestruturados há por aí. Quantas crianças vivem com medo. “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”. 1 João 4:18;
  • Peça para Deus conceder refúgio – Quantas crianças hoje vivem em lares que não são como portos seguros, que Deus as encontre e traga refúgio. “O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia”. Salmos 9:9;
  • Por fim, peça pela luz de Deus e por sua salvação – A luz de Deus pode invadir e trazer clareza a situações ocultas que essas crianças passam e trazer preservação a vida delas. Peça para que salvação entre nesses lares e corações. “Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz”. Salmos 36:9.

Ser ousado nas orações pelas crianças

Claro, são apenas algumas sugestões para você iniciar suas orações por essa causa. No decorrer do mês traremos mais indicações de como você pode orar.  Mas lembre-se, tudo em nossas vidas é um construir e graças a Deus temos o Espírito Santo que nos ensina todas as coisas (João 14:26). O importante é que sabemos agora  dessa necessidade e que precisamos clamar e ser voz para aqueles que não têm a quem pedir ajuda.

Finalmente, termino encorajando você a ser ousado em suas orações. Deus tem o controle sobre tudo e ainda assim Ele permite que por meio de nossas orações o mundo possa mudar e ser endireitado. Sabemos que o fim de todas as coisas nos levará a um mundo repleto da glória de Deus e cheio da sua justiça. Por isso que hoje já oramos por isso. Quando orar pelas crianças não pense que suas orações não fazem diferença, esse é um dos mistérios maravilhosos da soberania de Deus.

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Tiago 5:16.