Quando se fala em chamado missionário, existe sempre uma ideia de que fazer missões precisa ser fora de nosso país de nascimento. Nem sempre sairemos de nosso país. A ideia de ir para algum lugar pobre, ou pelo menos desprovido de condições de higiene, não está necessariamente associado com missões.

Esse conceito é muito equivocado, uma vez que a terra é um grande campo missionário, independentemente de onde estejamos ou do que façamos.

Quando Jesus instruiu aos discípulos em Marcos 16.15 a que fossem por todo mundo pregando o evangelho, Ele estabeleceu que todo discípulo deveria também ser um missionário.

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;” Mt. 5.13,14

Missão da Igreja

A verdadeira missão da igreja, e portanto de todo cristão, é ser sal e luz na terra. Qualquer área de atuação que estejamos pode transformar-se em um campo missionário quando entendemos esse comissionamento.

Existem pessoas ao nosso redor que jamais entrarão em uma igreja para ouvir o evangelho. O único evangelho que conhecerão será o lido em nossas vidas. Nosso exemplo sempre falará mais alto do que qualquer sermão que escutem a respeito de Jesus.

Pregue o evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.”  São Francisco de Assis

O compromisso que temos com nosso semelhante é intrínseco a nossa identidade de filhos de Deus e de herdeiros da sua herança. Nosso discernimento de reino é decisivo para entendermos a importância de estarmos posicionados em nossa identidade.

Somos missionários em um banco de escola, em nosso emprego, em um ponto de ônibus, em uma fila, enquanto aguardamos algum atendimento médico. Nenhum lugar é inapropriado demais para se fazer missões. Nosso olhar, porém, precisa ser ajustado.

Jesus conta conosco

Amar o perdido e o que sofre sem respostas deve ser parte de nosso DNA. Pessoas perdidas e que sofrem estão à nossa volta diariamente. Elas não se limitam a classes sociais, cor, sexo ou idade.

O sofrimento delas precisa ser percebido por nós da maneira correta. Nosso sim ao nosso chamado determina como atenderemos seu pedido de socorro. Sua angústia nem sempre é evidente, às vezes ela está camuflada.

Alguns farão isso se especializando em alguma área da medicina, engenharia, ou qualquer curso de graduação. Outros farão servindo com algum dom a sua comunidade local, sua vizinhança.

Outros, quem sabe, terão uma boa condição financeira para abençoar os que precisam ser sustentados em seus chamados que exigem dedicação exclusiva. Existem inúmeras maneiras de serviço.

Missão é tudo que é feito com o coração no perdido, e pode assumir formatos variados. Somos únicos e ninguém pode fazer o que fomos chamados a fazer a não ser nós mesmos.

Assim, fomos chamados a dar o que somos, e não apenas o que temos. Não devemos economizar a nós mesmos, pois nossa vida só tem sentido quando vivida a partir de um lugar de morte.

A singeleza do gesto não diminui seu valor, assim como sua aparente grandeza não o destaca aos olhos de Deus. Ele nos amou e espera que façamos o mesmo com nosso próximo.

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.” Mt. 10.42

Portanto, assumamos hoje nosso lugar dentro deste gigantesco campo missionário que é a terra. Cada um de nós é importante e decisivo para que o Reino de Deus se estabeleça.

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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