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Sobre o autor

Vinicius Sousa

Você é uma pessoa observadora? Daquelas que, quando entra em uma igreja, presta atenção em tudo? Desde a forma como é feita a recepção, o que é dito durante o culto e como os membros se comportam? Sem dúvidas sou assim. Gosto de observar as pessoas em cada uma das igrejas por onde passo. Olho como agem entre si.

Frequentemente, ao conversar com alguém que pertence à mesma congregação há anos e continua crescendo espiritualmente, busco entender os aspectos que tornam aquele lugar especial para eles.

Características de uma Igreja Saudável

Ao longo de toda história da igreja, há marcas que registram características que fazem a igreja de Cristo ser saudável. A bíblia nos ensina e nos exorta sobre a importância da igreja e sobre como ela é fundamental para um crescimento saudável.

Ao olharmos para o livro de Filipenses, algumas características se destacam, como o sofrimento e a perseverança. Eram pontos de dificuldade que a igreja daquela época tinha e que persistem até os dias de hoje.

Entretanto, hoje vamos conversar sobre um tema específico: A Unidadade. E também conhecer o que Jesus nos ensina para assim, sermos e construirmos igrejas saudáveis, de acordo com os princípios e valores do reino de Deus.

A igreja local

Primeiramente, é essencial reconhecer que nenhuma igreja está livre de problemas. A perfeição só será alcançada com a segunda vinda de Jesus!

Mas, enquanto isso não acontece, precisamos aprender com os ensinos que já recebemos.

Unidade

Em Filipenses 2, o apóstolo Paulo exorta a igreja local de Filipos dando ênfase para a importância de unidade entre as pessoas.

Isso não só aconteceu em Filipos, como ressoa ao longo de toda história da Igreja. A unidade da igreja local é um desafio permanente, e ao observar a carta de Paulo, compreendemos que a solução para a falta de unidade não se resolve sem Jesus. É necessário seguirmos o seu exemplo.

A Profundidade da Unidade Cristã

Nos primeiros versos do capítulo 2 de Filipenses, Paulo exorta os irmãos a viverem em um só propósito, mente e coração. E, para que os Filipenses entendessem como eles poderiam alcançar isso, o apóstolo fala das atitudes e da vida de Jesus.

Uma das escolhas do mestre foi humilhar-se e servir a todos. “Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.” Filipenses 2.6-7

Ao refletirmos sobre alguns aspectos da Trindade, podemos observar a unidade entre Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo. O próprio Jesus, quando estava prestes à ir para cruz, orou ao Pai dizendo: “Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:20,21.

Jesus considerou tão importante a questão da unidade entre os cristãos, que em sua última oração foi o que pediu ao Pai.

A Unidade entre o Pai e o Filho

Interessante observar a perfeita sincronia entre Jesus e Deus Pai. Quando Jesus declara uma palavra de vida nos evangelhos, o próprio Deus também declara. Em João 5:19, vemos Jesus falando aos judeus, que Ele só pode fazer aquilo que vê o Pai fazer.

Essa unidade da Trindade foi o desejo de Jesus e a oração feita por ele, em João 17, pelos cristãos. O desejo que nós, irmãos e irmãs, desenvolvêssemos uma íntima relação e de entrega mútua.

Entretanto, é importante ressaltar que a perfeita união não é uma família sem problemas ou que as pessoas precisam ter a mesma opinião. Trata-se, no entanto, de uma família que em todo tempo decide amar, mesmo em suas diferenças e adversidades.

Desafios para a unidade

1) A busca pelo próprio interesse – é tão comum vermos situações de rivalidade e de orgulho no corpo de Cristo que muitas vezes não agimos contra esse comportamento. O apóstolo Paulo mostra que é preciso um coração humilde, onde as pessoas se preocupam umas com as outras e não só com seus próprios interesses.

2) Sentimento de superioridade – talvez ainda precisamos enfrentar o desejo de sermos prestigiados e servidos, e até mesmo, de que somos indispensáveis e mais importantes do que aqueles ao nosso redor. Inegavelmente, essa é uma das atitudes que impedem a unidade.

Como venceremos esses obstáculos que impedem a unidade da igreja?

Só há uma solução! Olharmos e seguirmos o exemplo de Jesus. As atitudes dele, relatadas nos evangelhos, dão grandes ensinamentos de humildade e serviço. Mesmo sendo maior que todos nós se esvaziou de todos os seus direitos, não ousou ter vantagem pelo fato de ser Deus. Não ousou tomar para si aquilo que lhe era por direito. Nasceu em uma família pobre, em uma cidade simples e em condições desfavoráveis. Ele escolhe vir, servir e morrer.

Portanto, é necessário que o relacionamento entre nós, cristãos, seja a partir da mente de Jesus.

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união (…) Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.”

Devemos decididamente abraçar a mente de Cristo, e mais do que admirá-lo, seguir seu exemplo. Com certeza maravilhas Ele irá fazer no meio do Seu povo. Aqueles que decidem caminhar juntos.

Quero trazer uma reflexão de natal aqui e falar de uma pessoa que há muitos anos tenho compartilhado sobre sua vida. Não é uma personagem muito comum de se falar na época do natal. Por isso, eu quero trazer aqui um ângulo diferente da vida e do testemunho de Ana, a partir de Lucas 2.

Talvez a pergunta mais feita no período do natal é “Por que Jesus veio ao mundo?”, ou “Qual é o sentido e o motivo do natal?”. Logo, se você é pai de uma criança, com certeza já se deparou com alguma variação dessas perguntas aqui. Obviamente a resposta para nós é que o Natal tem tudo a ver com Cristo e precisa ter a ver com Ele.

Nesse tempo, temos a oportunidade de convidar Jesus para as nossas mesas e nossas conversas como em nenhum outro momento. Não podemos deixar nenhuma outra “magia” roubar do nosso coração ou dos nossos filhos o verdadeiro sentido do natal: o nascimento de Jesus.

 

Testemunhos de natal

Algumas pessoas testemunharam dos eventos em torno do nascimento de Jesus. Como Isabel, prima de Maria, por exemplo. Ela afirma que Jesus é o Senhor dentro de um contexto onde a expectativa messiânica descansava no coração de um povo aparentemente desamparado e esquecido por Deus.

Ela chama um bebê de “meu Senhor” (Lucas 1:42-43). E eu pergunto, quem alguma vez tratou uma criança com tanta honra, com tanta dignidade? Assim como os pastores que afirmaram que Jesus, aquele bebê, – não haveria de ser – mas que Ele era o Salvador.

Em Lucas 2:26 Simeão também afirma que Jesus é o Cristo. Portanto, foi lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não veria a morte antes de ter visto o Cristo. Dessa forma, falar desses temas no período do Natal nos traz de volta ao nosso diálogo: “Por que devemos saber quem é Jesus e não só o que Ele fez por nós?”

 

Quem exatamente é Ana?

³⁶ Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; havia vivido com seu marido sete anos depois de se casar
³⁷ e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.
³⁸ Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Lucas 2:36-38

Em Lucas 2, José e Maria estão levando o menino Jesus, de acordo com a lei mosaica, para apresentá-lo no templo no oitavo dia para ser circuncidado. Portanto, a Bíblia diz que Ana servia no templo dia e noite durante décadas. Ela chega ali no momento exato em que Maria e José estão com o menino no colo.

A Bíblia diz que essa mulher era uma profetiza, filha de Fanuel da tribo de Aser. Essa tribo fazia parte das 10 tribos que foram para o norte e foram expulsas da terra. E se dispersaram quando Babilônia invade Israel.  De alguma forma, Ana encontra de volta o seu caminho até Jerusalém.

Contudo, Ana era viúva há muitos anos. Aproximadamente 60 anos, aliás. E desde que ficou viúva ela nunca se afastou do templo. Ela se dedicava à oração dia e noite e assim, toda sua vida girava em torno desse lugar. Além disso, era piedosa, tinha zelo pela casa de Deus e amava o povo de Deus. Ela simplesmente vivia para adorar e servir a Deus.

 

O testemunho de Ana

Outra coisa interessante que nos é dito sobre Ana, é que ela tinha um dom profético. Sendo assim, ela era alguém que recebia uma revelação direta da parte de Deus. O Senhor deu esse presente especial para Ana, que foi cultivado através do seu caminhar próximo com Ele. Dessa forma, sua mente podia ser iluminada pelo Espírito de Deus, e ela tinha discernimento do que estava acontecendo e podia transmitir a outras pessoas.

Quando Ana chega no templo e se depara com Maria, José e o menino Jesus ela dá “graças a Deus”. Eu imagino que haviam muitas pessoas ali. Os sacerdotes que trabalhavam no templo, outros meninos que seriam apresentados também. Porém, Ana chegou e discerniu que aquele não era um menino qualquer.

Aquela mulher entendeu o que o Senhor estava fazendo naquele templo. Muitos não perceberam, embora eram pessoas que afirmavam falar em nome de Deus. Eles não viram e não sentiram Deus. Um homem comum, como Simeão – que não era um sacerdote e ninguém importante – que reconheceu que Deus estava no meio deles. E além dele, Ana que chega ali, e é revelado para ela que o menino era aquele a quem eles esperavam há séculos.

De profetiza a evangelista

Ali, diante dos olhos de Ana, o menino que a Bíblia profetizou que haveria de vir. E assim, diferente de todos os outros testemunhos que falamos antes aqui, Ana diz que Ele é o redentor. Ela proclama e conta a todos a respeito da redenção de Israel.

Ana era uma profetiza, e agora se torna uma evangelista. Ela assume esse papel de anunciar sobre o Salvador. Assim, a Bíblia nos diz que a mensagem de Ana era essa: Ele é o redentor, o resgatador que nos comprará de volta do domínio do mal, o que nos resgatará das mãos dos inimigos de Deus.

No primeiro natal, ao ver Jesus, Ana dá graças a Deus e testemunha dele a todos que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

O que é um redentor?

Redenção é uma palavra que todo cristão deveria conhecer e ser capaz de explicar o que significa. Além do mais, Ana poderia ter saído para testemunhar e ter falado tantas outras características de quem Ele era. Todavia, no contexto do primeiro natal, o testemunho de Ana foi dizer ao povo de Israel que o Redentor chegou.

Quando ela disse que a redenção de Israel chegou, ela está dizendo que o resgatador disposto a pagar o preço para tirá-los debaixo do domínio que eles estavam e colocá-los debaixo de outro domínio. Afinal, um resgatador, no sentido bíblico, era aquele pagaria o preço do resgate.

 

Uma história de redenção

Muito se fala no Novo Testamento sobre a redenção, sobre sermos redimidos por Cristo. Portanto, Ana não tinha as palavras de Paulo e nem mesmo os Evangelhos. Logo, ela olhava para o Antigo Testamento e entendia “redentor” no contexto do que essa porção das Escrituras nos mostra sobre isso.

Neste caso, vemos no livro de Êxodo o grande propósito de Deus que é reunir um povo de cada tribo, nação que o ame, o adore, o glorifique e desfrute dele para sempre. E a história da redenção começa com um homem chamado Abraão e a partir de sua linhagem o redentor haveria de vir. Contudo, até então não se sabia qual seria o preço a ser pago pelo resgate. Além disso, toda a história do Antigo Testamento mostra um Deus redimindo o seu próprio povo.

 

O Redentor vive!

²⁵ Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
²⁶ E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, Jó 19:25,26

 

Ana estava esperando este Redentor. Ela viu e acolheu o menino Jesus pois ela sabia quem Ele era. Com seus 84 anos, talvez Ana não viveu tempo suficiente para ouvir os ensinamentos de Jesus 30 anos depois. Mas a sua esperança era que um dia viria o seu Redentor.

Portanto, nenhuma mente consegue entender perfeitamente como será o dia em que a profecia em que Jó declara se cumprirá. O dia em que Deus se levantará sobre a terra e seus olhos o veriam. Mas ele declarou tão profundamente que a obra do Redentor se estende além dessa vida. Hoje já podemos desfrutar de parte do que Cristo comprou, mas o melhor e a maior parte de tudo ainda está por vir.

Deus resgatará seus filhos e filhas e o mundo inteiro será redimido. Haverá novos céus e nova terra. Tudo será novo! Essa é a esperança que o Redentor trouxe!

Essa é a esperança do natal!

 

Pr. Vinicius Sousa

Palavra do culto da Fhop Church do dia 3 de Dezembro de 2021

 

Assista abaixo:

Culto Fhop Church: Reflexões de Natal: O testemunho de Ana

Às vezes, a oração é um tópico de difícil prática na nossa vida individual. Então nós vamos para o texto de 2 Samuel 7 hoje extrair algumas lições da vida de Davi e minha intenção é tornar essas lições algo prático para te ajudar a cultivar uma vida de oração.

 

Construindo uma casa para o Senhor

O rei Davi já morava em seu palácio e o Senhor lhe dera descanso de todos os seus inimigos ao redor. Certo dia ele disse ao profeta Natã: “Aqui estou eu, morando num palácio de cedro, enquanto a arca do Senhor permanece numa simples tenda Natã respondeu ao rei: “Faze o que tiveres em mente, pois o Senhor está contigo”. 2 Samuel 7:1-3

No contexto do capítulo 7  vemos que Davi está vivendo um período de paz diante de seus inimigos. E Davi demonstra aqui o desejo de construir uma casa para o Senhor. O profeta Natã diz a ele para fazer segundo o que estava em seu coração.

Portanto, o profeta recebe uma mensagem do Senhor e ele retorna e diz a Davi:

E naquela mesma noite o Senhor falou a Natã:
“Vá dizer a meu servo Davi que assim diz o Senhor: Você construirá uma casa para eu morar? Não tenho morado em nenhuma casa desde o dia em que tirei os israelitas do Egito. Tenho ido de uma tenda para outra, de um tabernáculo para outro. Por onde tenho acompanhado os israelitas, alguma vez perguntei a algum líder deles, a quem ordenei que pastoreasse o meu povo Israel: “Por que você não me construiu um templo de cedro? ” 2 Samuel 7:4-7

Davi, em toda a sua juventude, e mesmo durante o seu reinado, sempre demonstrou uma preocupação de que Deus não tinha um lugar para habitar. Ele não tinha um lugar onde sua presença era contida diante da adoração e reconhecimento do povo. Além disso, em Salmos 27:4, vemos que Davi faz disso o alvo da sua vida: estar na casa de Deus e contemplá-lo durante todos os dias da sua vida. Dessa forma, o legado que esse rei queria deixar para Israel seria um templo onde o Senhor pudesse habitar.

 

A promessa de Deus para Davi

A resposta que Deus dá a Davi foi muito diferente do que ele esperava. Porém, Deus faz a ele grandes promessas:

Quando a sua vida chegar ao fim e você descansar com os seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, um fruto do seu próprio corpo, e eu estabelecerei o reino dele.
Será ele quem construirá um templo em honra do meu nome, e eu firmarei o trono dele para sempre. 2 Samuel 7:12,13

Então, o Senhor promete a Davi que seu filho construiria para Ele uma casa, mas que o reinado de Davi seria estabelecido para sempre. Ou seja, Deus faz uma promessa messiânica para Davi de que alguém de sua descendência seria estabelecido para sempre no trono.

Todavia, o que Davi esperava ouvir de Deus era uma aprovação para o seu desejo de construir um lugar para o Senhor. Assim, Davi vai para o lugar de oração e começa a dialogar com o Senhor.

 

A oração de Davi

O profeta Natã joga um balde de água fria nos planos de Davi, porém ele decide orar sobre o que ele acabou de escutar. Imagine que seria como se Davi dissesse: “Ok, Natã, obrigado, mas eu preciso falar com o Senhor a respeito do que você acabou de me dizer”.

Assim, Davi decide falar com o único que pode resolver aquilo que estava em seu coração, que pode sondá-lo e ajudá-lo a lidar com o que ele estava sentindo.

Então o rei Davi entrou no tabernáculo, assentou-se diante do Senhor, e orou: “Quem sou eu, ó Soberano Senhor, e o que é a minha família, para que me trouxesses a este ponto? 2 Samuel 7:18

Assim, vemos que a oração de Davi é uma resposta ao que Deus acabara de falar. Isso nos mostra que a nossa vida de oração deve acontecer em resposta ao que Deus disse. Ou seja, nossas orações precisam ser baseadas naquilo que Deus já nos disse em sua Palavra.

 

Lições de Davi para uma vida de oração

 

1. Orar a Palavra

Se hoje você se encontra insatisfeito sobre o estado da sua vida de oração. Ou quando você se coloca no lugar de oração e não sabe o que dizer, ou simplesmente se sente entediado, e que as coisas não fluem. Eu recomendo que você entre no lugar de oração com a Bíblia aberta.

Além do mais, é muito importante orar a partir das Escrituras, pois assim nós pedimos a Deus aquilo que Ele já disse que faria em Sua Palavra. Ou seja, isso nos livra de orações vazias e sem sentido.

No verso 18 vemos que Davi se achega diante do Senhor e simplesmente reflete sobre o que Deus disse. Isto é, ele medita nas palavras de Deus.

2. Se achegar a Deus com gratidão

Davi chega diante do Senhor após ter um pedido de oração negado, mas por outro lado, ele estava grato pelas promessas que o Senhor lhe faz. Isso nos mostra que devemos aplicar isso em nossa vida de oração.

Primeiro, Davi reconhece a sua pequenez diante do Senhor e reconhece que não teria chegado onde chegou se não fosse pela mão do Senhor e pela Sua vontade.

Por amor de tua palavra e de acordo com tua vontade, realizaste este feito grandioso e o revelaste ao teu servo.
“Quão grande és tu, ó Soberano Senhor! Não há ninguém como tu nem há outro Deus além de ti, conforme tudo o que sabemos. 2 Samuel 7:21,22

Quando nos achegamos diante do Senhor, precisamos nos lembrar das bênçãos de Deus nas nossas vidas. O Senhor faz e já fez tanto por mim e por você, além disso, tudo que vivemos é por causa da Sua graça e misericórdia.

Assim, Davi não chega diante do Senhor dizendo que o que ele colheu foi fruto da sua fidelidade ou de todas as obras que ele realizou, mas porque o Senhor o levou até ali. Davi diz: “quem sou eu, Senhor para viver todas essas promessas?” 

Por isso, se há frieza em sua vida de oração, uma dica do que você pode fazer é se colocar diante do Senhor com gratidão e trazer à memória tudo que Deus já fez na sua vida. Quantas coisas colhemos hoje que são fruto da mão e da bondade de Deus?

E se você nada encontrar, lembre-se de que Ele te alcançou com graça e salvação. Ou seja, o que Jesus conquistou, o perdão, a redenção, e a adoção que recebemos, e a oportunidade de ter a vida eterna com Ele. Isso é um imenso motivo para sermos gratos ao Senhor.

3. Orar uns pelos outros

No lugar de oração, Davi não se preocupa apenas com si mesmo e com suas promessas. Ele também se lembra do seu povo. Ou seja, sua oração abriu uma janela para um mundo muito mais amplo que suas próprias necessidades.

E quem é como o teu povo Israel, a única nação da terra que tu, ó Deus, resgataste para dela fazeres um povo para ti mesmo, e assim tornaste o teu nome famoso, realizaste grandes e impressionantes maravilhas ao expulsar nações e seus deuses de diante dessa mesma nação que libertaste do Egito? 2 Samuel 7:23

Uma vida de oração deve refletir o coração de Deus pelos outros. Davi se alegra pelas bênçãos de Deus que alcançavam todo o povo de Israel. Além disso, Davi foi abençoado por Deus através da promessa da sua descendência. Pois afinal, Jesus é conhecido como o rebento de Jessé, e como o filho de Davi.

Em Mateus 6, Jesus nos ensina a oração do Pai nosso, e ali, Ele nos ensinou a orar não de uma forma individualista, mas pensando em uma família, pois afinal, Deus é nosso Pai.

Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Mateus 6:9

Com essa oração, Jesus nos ensina a olhar para a necessidade uns dos outros e orar pelos nossos irmãos. Não é pedir pelo meu pão de cada dia, mas sim pelo pão nosso. Além disso, nos ensina sobre pedir perdão ao Senhor, a partir de um lugar onde eu também estendo perdão àqueles que tem me ofendido. Não é sobre pedir para que o Senhor me livre da tentação, mas também que esse mesmo poder alcance meus irmãos.

Pedindo pelo que Deus prometeu

No versículo 25, Davi pede:

“Agora, Senhor Deus, confirma para sempre a promessa que fizeste a respeito de teu servo e de sua descendência. Faze conforme prometeste, 2 Samuel 7:25

Em sua oração, Davi reconhece que foi tomado de graça e misericórdia, e agradece ao Senhor. Mas antes de terminar, ele lembra o Senhor daquilo que Ele falou que iria fazer, e pede para que Ele faça de acordo com o que prometeu.

Assim, Davi transformou a promessa de Deus em sua oração, ou seja, ele não pede por nada novo, mas simplesmente pelo que o Senhor já disse que iria fazer. Logo, Davi diz ao Senhor que essa promessa foi o que lhe deu ânimo para chegar diante do Senhor em oração.

Dessa forma, a fé verdadeira ela se apega no que Deus disse e nas Suas promessas. Para cultivar uma vida de oração, devemos nos apegar às promessas de Deus em Sua Palavra e transformá-las em oração. Mas alguém pode pensar assim: “por que orar e não apenas esperar já que Deus prometeu que faria?”. Na verdade, a oração é a forma como as promessas de Deus são entregues, isto é, o veículo pelo qual tudo que Deus prometeu chega até nós.

Por isso, quando você orar, se apegue às promessas de Deus na Bíblia. Se achegue a Ele, e lembre-o: “Senhor, tua palavra diz que bondade e misericórdia me seguirão todos os dias, então, eu peço por essa promessa se cumprindo em minha vida”.

Assim, você nunca deve ir para o lugar de oração com as mãos vazias, mas sim com a Palavra de Deus e pedir pelo que Ele já disse que iria fazer.

Que essa lição da oração de Davi possa te ajudar a cultivar uma vida de oração diante do Senhor. Que Deus te abençoe!

 

Vivemos em um mundo onde o ceticismo e a incredulidade aumentam cada  vez mais, não só na sociedade como também dentro da igreja. Como cristãos, não podemos nos ater apenas ao que é natural, pelo contrário, existe algo além do que podemos ver. Além do mais, o Espírito Santo ainda opera com seu poder e suas manifestações. Por isso, quero trazer aqui um pouco de algo que está disponível para nós: os dons do Espírito. 

 

A “Bíblia” de Jefferson

No final do Outono de 1819, um homem chamado Thomas Jefferson, na época com 77 anos, comprou uma Bíblia e uma navalha, e ele passou alguns meses lendo os quatro evangelhos, e ele se ocupou em cortar com a navalha cada referência à divindade ou aos milagres de Jesus. Logo, ele publicou essa “nova porção” das Escrituras, onde ele dá o nome de “A vida moral de Jesus de Nazaré”, que é conhecida hoje como a Bíblia de Jefferson. 

Nesse momento da história, em meados de 1819 e 1820, o mundo vivia o ápice do Iluminismo, um tempo onde os homens começaram a questionar tudo que até então era inquestionável. O Iluminismo trouxe a ideia de que era necessário existir uma explicação natural e razoável para qualquer coisa. 

Assim, Thomas Jefferson aborda Jesus como um homem que tinha bons ensinamentos morais e foi um grande exemplo de sabedoria. Ele acreditava nisso, mas não acreditava na divindade de Jesus e nem mesmo em seus milagres. Portanto, vemos que existem muitos hoje que utilizam os ensinamentos de Jesus para ensinarem segredos para uma vida melhor e uma vida de sabedoria.

 

Abraçando o sobrenatural

É muito triste pensar que muitos cristãos vivem como se uma vida além do natural não estivesse disponível a nós. Assim, vivem como se os milagres e as grandezas que Deus fez fossem coisas do passado, que ficaram nas páginas da história. No entanto, empurrar o sobrenatural para as margens da nossa vida, nos rouba de ver a plenitude da Palavra de Deus. Além disso, também nos rouba de tudo que está disponível para aqueles que estão em Cristo. 

Nós não temos como evitar o sobrenatural, afinal, ele está por todo lado, o tempo inteiro em nossas vidas: milagres acontecem todos os dias! Nós precisamos abraçar o sobrenatural, ter em nós o desejo de ver mais daquilo que Deus é capaz de fazer.

 

Os dons do Espírito estão disponíveis a todos

A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer. 1 Coríntios 12:7-11

 

Em 1 Coríntios 12, Paulo está dizendo que para cada um, Deus deu uma manifestação do Espírito. E ele deu os dons do Espírito não para nosso próprio benefício, mas para o bem comum. Assim, Deus, em sua bondade despejou sobre cada cristão dons do Espírito para benefício do corpo de Cristo.

Isso significa que nós nunca seremos plenos até que depositemos dentro da comunidade onde estamos inseridos, os dons que o Senhor nos concedeu. Então, esse texto de Paulo nos leva a compreender que nós precisamos uns dos outros. Pois afinal, dons diferentes foram derramados sobre cada para que, como corpo, possamos nos complementar.

 

O dom da fé

Um dos dons do Espírito que Paulo cita é o dom de fé. O dom de fé é a capacidade de visualizar o que precisa acontecer e ter e ter a habilidade de acreditar que isso vai acontecer mesmo que pareça impossível. Ou seja, é mais do que a fé salvadora que recebemos ao nos tornarmos cristãos. Logo, é uma habilidade de ver além das circunstâncias adversas e enxergar as oportunidades para Deus agir. Aqueles que possuem esse dom têm a convicção de que Deus é capaz de intervir de maneira extraordinária.

Esse é o dom de alguém que cava fundo, como quem diz: “eu sei que Deus tem um enredo e uma história e o fim disso será glorioso”. Portanto, no nosso ceticismo somos confrontados com nossas dúvidas, como: “será que Deus é capaz de fazer? não tenho certeza disso”. Diante de situações impossíveis somos confrontados, muitas vezes, com nossa falta de fé. Por isso, precisamos orar ao Senhor diante da nossa incredulidade.

 

O dom de cura

Outro dom do Espírito citado por Paulo é o dom de cura. Sendo assim, curar, significa “tornar íntegro aquilo que está quebrado, aquilo que está danificado e precisando de restauração”. Vemos aqui, o desejo de Deus de que através do seu povo, homens e mulheres sejam completos ou plenos. Ou seja, curar, não apenas no sentido físico, mas também no âmbito de cura emocional, cura plena em todos os sentidos. 

Aqueles que possuem o dom de cura confiam que Deus pode curar o doente, eles oram em fé pela restauração física, espiritual, emocional e até mesmo psicológica dos necessitados. Ou seja, são pessoas que, movidas pela fé, Deus os usa para orar e trazer restauração. 

No entanto, devemos ser honestos e reconhecer que, embora Deus seja capaz de curar, nem sempre acontece tão frequentemente quanto desejamos. Os céticos vão dizer: “Se Deus pode curar, porque os hospitais estão cheios?” Mas o que Paulo está nos trazendo aqui é que na verdade, o dom de cura refere-se ao romper do Reino por meio daqueles que, com fé, pedem por cura. Isto é, são aquelas pessoas que a primeira opção delas, ao se deparar com um doente, ou com alguém com dor, não oferecem remédio, mas oferecem oração. Elas crêem que Deus pode curar a qualquer instante, e persistem em orar por cura. 

 

Dom de milagres

De acordo com o dicionário bíblico, “um milagre é um evento extraordinário que vai contra a natureza e não pode ser explicado pela ciência”. O que os cristãos acreditam é que eventos assim podem ser atribuídos a Deus. Por outro lado, o pensamento iluminista vê uma lacuna quando algo sobrenatural acontece. Mas nós olhamos e dizemos “vocês podem procurar lógica e sentido e não encontrarão, isso é um milagre!”

Existe um conceito chamado de “graça comum”. Isso significa que Deus dispensou bondade e misericórdia sobre todos, e de alguma maneira, tanto crentes quanto não crentes desfrutam de uma graça dada por Deus. Um exemplo disso é a capacidade que Deus deu ao homem de avançar na ciência e permitir que o avanço de cirurgias trouxesse o bem e a cura. Isso também é a mão de Deus. Mas o dom de milagres não pode ser vinculado aos meios naturais, não há como ser vinculado aos homens. O milagre não faz sentido, não tem lógica ou razão. 

 

Dois extremos para ficarmos atentos

Quanto a isso, existem dois extremos que devemos ter cuidado:

1. “Deus quer curar qualquer situação a qualquer momento e se não curar é porque eu não tenho fé

Esse pensamento é perigoso, e coloca em nós o fardo de Deus não curar. A verdade é que Deus faz certas coisas porque em sua sabedoria, ele tem uma razão que nós não entendemos.

2. Quando Deus não faz, eu tento defender Deus

Algumas vezes, nos colocamos em um lugar de defender a soberania do Senhor como se Ele fosse um Deus frágil e incapaz de sustentar a sua decisão. Procuramos por explicações para diminuir as expectativas do que Deus é capaz de fazer.

 

Qual deve ser a nossa resposta?

Existe uma história que pode nos inspirar sobre como devemos responder quanto a isso, e está em Daniel 3. 

Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. Daniel 3:17,18

 

Nessa ocasião, Sadraque, Mesaque e Abedenego estão prestes a serem lançados na fornalha por se negarem a adorar a estátua do rei. Eles dizem que Deus é capaz de livrá-los. Mas se Ele não o fizesse, eles decidiram, ainda assim, não se render. Ou seja, eles sabiam que Deus era capaz, eles nunca duvidaram disso. 

Essa deve ser a nossa resposta. Isto é, crer e confiar que Deus é capaz de curar e realizar milagres. Mas mesmo que Ele não faça, por razões que estão sob Seu controle, cabe a nós continuar crendo e confiando em Sua soberania.

Desta forma, devemos pedir ao Senhor que Ele nos ajude em nossa incredulidade. Como aquele pai na história de Marcos 9:17-24. Seu filho sofria com um espírito maligno há muitos anos. Veja:

(…)mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade. Marcos 9:22-24

 

Jesus diz àquele pai que tudo é possível ao que crê. E ele responde: eu acredito, mas ajude a minha incredulidade. Logo, assim como a resposta desse homem, essa deve ser a nossa oração: “Senhor, ajude-me em minha incredulidade”

 

Que o Senhor possa te conduzir a esse lugar de crer que existe algo além, como os dons do Espírito, disponível para nós!

O que acontece quando Deus derrama mais do Espírito? Podemos ver isso no livro de Joel, no capítulo 2, onde temos uma profecia que se cumpriria em partes em Atos 2. Entre os acontecimentos que antecedem o contexto dessa passagem, vemos que Deus restauraria os anos de glória no meio do seu povo, e faria outra vez aquilo que eles achavam que Ele não poderia fazer. Assim, Deus os restauraria à glória inicial, e no meio dessa profecia em que Deus convida ao arrependimento, ao coração contrito e ao rasgar do coração, temos esses dois versículos aqui:

“E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias. Joel 2:28,29

 

Derramando o Espírito sobre todos:

Logo, a passagem de Joel 2:28-29 é de grande relevância para os judeus, pois revela a promessa de Deus de derramar o Seu Espírito sobre todas as pessoas. Além disso, isso despertava um profundo significado, pois desde os tempos de Êxodo, Deus havia se estabelecido como o Deus do povo de Israel e eles como o Seu povo. Logo, Ele não apenas cuidava deles espiritualmente, mas também supria suas necessidades materiais.

Nessa passagem, portanto, Deus promete algo completamente novo e extraordinário: o derramamento do Seu Espírito sobre todas as pessoas, sem distinção de gênero, idade ou status social. Portanto, não haveria restrições ou exclusões. Então, todos teriam a oportunidade de experimentar a presença e o poder do Espírito que Deus derramaria. 

 

Vossos filhos e vossas filhas profetizarão

Contudo, Joel enfatiza que o dom do Espírito não seria exclusivo para homens, mas também seria concedido às mulheres. Ou seja, o Espírito não irá selecionar e filtrar algumas pessoas, mas virá sobre todas. 

No texto, ele diz: “vossos filhos e vossas filhas profetizarão”, isso se daria a partir do derramar de mais do Espírito. Quando lemos no Antigo Testamento, e no Novo, quando alguém era tomado pelo Espírito Santo e profetizava, isso não significava entrar em um estado de transe ou de perder a noção dos sentidos. Na verdade, era simplesmente alguém que começava a traduzir o coração de Deus em uma linguagem que outras pessoas pudessem entender. 

Deste modo, talvez a explicação mais simples do que é a profecia seja: “colocar em linguagem o coração de Deus”. Ou seja, traduzir em palavras o que está no coração do Senhor. Portanto, isso não é um presente que pertence a poucos, mas toda pessoa que recebeu o Espírito Santo está em posição de operar nesse lugar.

 

Os idosos terão sonhos

Uma das promessas feitas por Joel é que os mais velhos teriam sonhos. Isso é um sinal notável da manifestação sobrenatural de Deus. Embora normalmente atribuamos os sonhos aos jovens, Joel revela que essa experiência também retornaria aos mais experientes.

Portanto, quando os mais velhos se animam e são tocados por Deus em sonhos proféticos, é um indicativo claro de que Deus está agindo de maneira extraordinária.

 

Os jovens terão visões

Deste modo, enquanto a cultura atual gira em torno dos jovens, com o foco no que os cerca, nas tendências e nas demandas da sociedade, os jovens descritos por Joel teriam uma perspectiva diferente. Logo, eles seriam capazes de enxergar além das limitações e das distrações.

Sendo assim, eles teriam uma visão do que Deus está fazendo e compreenderiam o Seu propósito. Seriam jovens que não seriam aprisionados pelo aqui e agora, mas que perceberiam o mover de Deus em suas vidas e na sociedade.

Mais do Espírito

Portanto, o derramar do Espírito não é somente uma promessa escatológica, é uma possibilidade para nós hoje. E podemos afirmar isso pelo que aconteceu em Atos. 

Embora Joel profetize aqui sobre o fim dos tempos, e cremos que essa profecia se cumprirá em sua plenitude, há dois mil anos atrás a Igreja Primitiva provou dessa realidade de uma maneira sobrenatural. Em Atos 2 vemos que quando chegou o dia de Pentecostes, todos estavam reunidos no mesmo lugar. E de repente veio do céu um som como um vento impetuoso e enche o lugar onde eles estavam. Eles ficaram cheios do Espírito.

Então, se essa é uma realidade que podemos viver, precisamos ansiar por um derramar do Espírito em nosso meio. Que a nossa oração seja pelo derramar sem medidas, para vermos as manifestações do seu poder, sinais e maravilhas em nosso meio.

Precisamos resgatar nossas visões e sonhos acerca do que Deus está fazendo. Precisamos estar atentos e sensíveis ao derramar do Espírito no nosso meio, pois só assim veremos o cumprimento das profecias bíblicas sobre a terra.

Existem algumas lições que podemos aprender com Israel quando observamos a forma com que Deus lida com seu povo. Ele é um Deus que ama, protege, não desiste e disciplina como um Pai que ama. E assim, Ele também age conosco.

No primeiro capítulo de Isaías, o profeta nos conta uma visão que ele tem do estado espiritual de Israel em relação a Deus. Em sua descrição ele aponta para um relacionamento muito familiar, pois mostra a figura de Deus como um Pai, e Israel como filhos.

Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o Senhor tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. Isaías 1:2

Aqui, o texto nos mostra que Deus criou filhos e os fez crescer, o que talvez seja uma das declarações mais marcantes do Antigo Testamento. Nesse texto, quero trazer algumas observações a respeito disso.

Deus tem filhos

Deus trouxe as doze tribos descendentes dos filhos de Jacó para fora da escravidão. Como um pai, Ele se compadeceu do seu povo, Ele os tirou da escravidão e os adotou como seus próprios filhos fazendo uma aliança com eles.

E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. Levítico 26:12

Ele diz: Nós viveremos juntos, vamos contar para as nações essa história de relacionamento. Eu os terei para mim, e eu serei totalmente de vocês.

Logo, Deus cria esses filhos e os faz crescer. E a Bíblia destaca esse relacionamento mais íntimo entre Deus e seu povo. Além do mais, Deus é para Israel um noivo. Assim como Ele também é um Pai e Israel é para Ele, um filho.

Portanto, Ele os escolheu, não porque eram numerosos, ou porque eram melhores que outros povos, mas por causa da Sua misericórdia. Sendo assim, Ele investiu neles e se entregou a eles exatamente como um pai faria.

Todavia, nessa história, Ele é um Deus que cerca seu povo com carinho e com amor, mas Seus filhos não o cercam de honra e amor. Ele os levou para a terra de Canaã, dando um lar para eles. Assim como os deu comida e os sustentou e os amparou no deserto. Ser um pai, é uma grande representação do quão longe Deus vai por amor aos seus filhos. Portanto, a Bíblia diz que eles se rebelaram contra Deus.

Israel não deu ouvidos a Deus

Em Isaías 1:2, vemos que Deus pede para que os céus e a terra lhe dessem ouvidos, pois seus filhos não estavam lhe dando. Um comentário bíblico diz assim:

Desesperado para obter audiência com os filhos de seu povo, Deus dirige-se aos céus e a terra e chama a atenção deles porque seu povo não queria lhe ouvir.

Isaías nos diz que Israel é semelhante a uma anomalia no mundo animal, porque há algo contra a natureza que eles fazem:

O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Isaías 1:3

Mesmo o boi ou o burro conhecem seu dono e sabem de onde vem a sua provisão, mas Israel, os filhos de Deus não o conhecem e não querem conhecer. Eles o abandonaram e desprezaram Sua lei e os mandamentos.

Vemos aqui a grande dor no coração de Deus por ter criado filhos que o desprezaram e se rebelaram contra Ele. Esses versículos nos apontam para as lições que podemos aprender com Israel, e sobre como viver hoje à luz do que Israel foi e será diante de Deus.

Estamos sujeitos a fazer o mesmo que Israel fez

Existe uma crescente tendência na igreja atualmente. Em 2022 foi feita uma pesquisa cujos dados mostram que a frequência de quem comparece a igreja (no Brasil) toda semana caiu de 34% para 29% dos que se dizem cristãos. Existe uma onda de pessoas que dizem: “eu sou a igreja e o templo de Deus, eu conheço Deus do meu jeito e da minha forma”. 

Desta forma, querem dizer que vão viver a própria definição do que é ser cristão. Com isso, percebemos que estamos nos tornando um povo que está endurecendo sua cerviz para Deus. Há um número crescente de pessoas que não querem conhecê-lo, e mesmo conhecendo, estão tomando suas vidas de volta para si. Por essa razão, corremos o risco de, como nação, sermos conhecidos como aqueles que já foram, mas hoje não são mais apaixonados e incendiados pelo Senhor.

Por isso, as palavras de Isaías 1 podem se referir a nós. Pois muitos têm abandonado a verdade bíblica, têm negociado o que é ser cristão e seguir a Jesus. O cristianismo no Brasil tem deixado de ser menos a respeito de Deus e mais a respeito de nós e como podemos ser mais felizes. Precisamos cuidar para que não nos tornemos mais interessados no que nos agrada do que com aquilo que agrada ao Senhor.

Dessa forma, sempre que você se deparar com um conflito de Deus com alguém ou algum personagem na Bíblia, use essa oportunidade para clamar ao Senhor que Ele examine o seu coração. Pois estamos sujeitos ao mal pois a mesma raiz de pecado também está em nós. Essa é uma das lições que podemos aprender com Israel.

As feridas precisam ser limpas

Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás. Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo. Isaías 1:4-6

O povo de Israel se afastou de Deus, abandonaram o Senhor e desprezaram o santo de Israel. Eles estavam totalmente alienados de Deus, isto é, totalmente separados. No v. 5 diz que toda cabeça está enferma, isto é, eles não conseguem pensar direito, perderam a capacidade de conectar as suas ações e consequências. Além disso diz que o seu coração está doente e em apatia.

No versículo 6 vemos uma descrição gráfica da condição de Israel. Ele está doente da cabeça aos pés. Há feridas no corpo todo que precisam ser apertadas, a infecção deve ser limpa com óleo e tratada.

No texto ele continua dizendo:

E a filha de Sião é deixada como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como uma cidade sitiada. Isaías 1:8

Em outras palavras ele está dizendo que eles estão sozinhos e isolados. Além disso, vulneráveis como uma cabana, não em um vinhedo, mas em um campo de pepinos numa cidade esquecida.

Se o Senhor não tivesse tido misericórdia e deixado restar alguns sobreviventes, eles estariam agora como Sodoma e Gomorra, diz o v. 9. Isso aponta para o fato de que Deus sempre tem aqueles que permanecem e continuam a ser fiéis a Ele, como Isaías, por exemplo.

O ponto aqui, é que qualquer que seja a tendência, Deus nunca deixa o seu povo abandonado e jamais vira as costas para ele. Se Ele removesse Israel do mapa, a profecia de Isaías não teria se cumprido, o rebento de Jessé, Cristo, jamais teria vindo ao mundo.

Hoje, nós temos um homem judeu que nos ama. Há hoje, um homem judeu à direita de Deus. Por Ele nós fomos agraciados e enxertados na família de Deus, na qual Cristo é o primogênito.

 

Todas as iniquidades foram lançadas em Cristo

Em Isaías 53, vemos um Cristo com o corpo ferido, coberto de chagas, e a Bíblia diz que o reputávamos como aflito e ferido de Deus. Em Isaías 1 os filhos rebeldes tem feridas e chagas abertas e a iniquidade é lançada no Filho de Deus. Portanto, a Bíblia diz que o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Assim, vemos que Israel não é muito diferente de nós.

Uma das lições que podemos aprender com Israel é que Israel, portanto, é uma imagem dos filhos rebeldes que Deus chamou, amou e salvou. e desde a fundação do mundo Deus nos viu e nos amou, e pré-determinou nossa existência.

Até o momento da Cruz, na história bíblica, olhando para trás, vemos os filhos rebeldes, vemos uma Israel rebelde. Mas Deus envia Jesus por eles também. Dessa forma, existe um remanescente e esperança para Israel porque o Pai é Senhor dos exércitos. Assim, há esperança pois o Pai de amor que deu o Filho também é poderoso em batalha, e ele lutará pelo coração de Israel, pelo meu coração e pelo seu coração.

Isso porque a rebeldia do povo de Deus é a rebeldia da igreja, a dureza do coração de Israel é a dureza do meu coração e do seu. Dessa forma, a grande obra do Espírito Santo é reunir os remanescentes e despertar os filhos rebeldes de Deus.

Aprendendo uma lição com Israel

Uma das lições que podemos aprender com Israel, é que a história desse povo é um alerta para nós. Pois podemos ser amados pelo Pai, amparado por Ele, carregar promessas e mesmo assim, estamos sujeitos à rejeitá-lo. E mesmo assim, caminhar distante dele. Ou seja, a capacidade de virar as costas para Deus que assolou Israel, esse mesmo potencial existe na minha vida porque a raiz do pecado não foi cortada.

Mas, chegará um dia em que o corpo corruptível dará lugar a um corpo incorruptível. Haverá um dia em que o coração que deseja pecar, dará lugar a um coração que não vai querer pecar. Todavia, até lá, estamos travando uma batalha entre a carne e o espírito. Até lá, precisamos nos submeter diariamente ao Senhor e tomar a nossa cruz.

Que possamos deixar o Senhor tocar em nossas feridas, e tratar a infecção do pecado do nosso coração, para que quando vier o fim possamos ser encontrados nele.

 

 

 

 

 

 

Digo a verdade em Cristo, não minto. Minha consciência dá testemunho comigo, no Espírito Santo, de que tenho grande tristeza e incessante dor no coração. Porque eu mesmo desejaria ser amaldiçoado e excluído de Cristo, por amor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne. Eles são israelitas, e deles são a adoção, a glória, as alianças, a promulgação da lei, o culto e as promessas. – Romanos 9:1-4

Israel como conhecemos hoje não honra o nome de Deus como nação: secularizada e liberal, é uma nação que não guarda a Palavra, ou seja, não guarda os mesmos valores que nós, cristãos, guardamos. Sendo assim, como a Igreja deve se posicionar? 

Israel: Como a Igreja deve se posicionar?

A questão sobre Israel foi algo central para a Igreja primitiva. O apóstolo Paulo demonstrava pesar e tristeza pelo estado em que o povo judeu se encontrava (Rm 9:1-4). Apesar disso, ele afirmava que os judeus são inimigos do evangelho, sendo assim, inimigos de Deus, ainda que amados por Ele (Rm 11:28).

Havia várias promessas da parte do Senhor a respeito de uma nova aliança com Israel – que a Palavra de Deus, Seus preceitos e valores, seriam escritos no coração e na mente da nação judaica (Jr 31:31-34)

 O Senhor tem misericórdia e compaixão de quem Ele quiser

O atual estado de Israel não corresponde a essas promessas, mas isso não significa que Deus falhou em cumprir o que havia prometido. E, sabendo do fracasso que Israel infligiu sobre si mesmo, Paulo defende a integridade de Deus.

A promessa fala da salvação de Israel como uma eleição nacional e corporativa. Mas a salvação não se daria pela sua raça ou etnia, ou pelas suas conquistas (obras), mas pela graça (Rm 11:6). O Senhor tem misericórdia e compaixão de quem Ele quiser (Rm 9:15).

Embora buscassem fervorosamente, os judeus não conseguiram obter justiça para si pois acreditavam que poderiam conquistar a promessa por meio de obras quando, na verdade, ela seria alcançada pela graça e pelo amor expressado no Filho e na Sua morte (Rm 9:30-32; At 3:13- 16).

Mesmo que eles tenham rejeitado o Messias, de modo nenhum o Senhor rejeitou o Seu povo. Prova disso é que Deus guardou o remanescente de Israel: a Igreja primitiva (Rm 11:1-5).

Deus é capaz de enxertá-los de volta na oliveira

Muitos gentios foram acrescentados ao longo do tempo, mas também muitos judeus reconheceram Cristo como o cumprimento da promessa de Gênesis 3 e das promessas dadas a Moisés e aos profetas. Como exemplo temos Simeão e Ana, e os próprios apóstolos: homens e mulheres judeus que se converteram ao Senhor e abraçaram o Seu plano.

A grande maioria de Israel permanece até hoje com o coração endurecido com relação a Jesus. Paulo se refere aos endurecidos de coração como aqueles que pertenciam à mesma árvore do remanescente, e como galhos cortados pelo agricultor, foram arrancados da oliveira. Mas com respeito à salvação judaica, não haverá um acréscimo ao remanescente, e sim uma reversão do endurecimento  de  seus  corações  (Rm  11:23-24).  Aqueles  judeus  que  abrirem  mão  da  sua incredulidade, Deus é capaz de enxertá-los de volta na oliveira.

Salvação de Israel

A Igreja será um instrumento nas mãos do Senhor para a salvação de Israel. Por seu comprometimento com Israel, o Senhor fará com que a Igreja (gentios), em sua plenitude, desperte neles um ciúme espiritual; então o Senhor amolecerá o coração de Israel (Rm 11:11,25).

Quando olhamos para a cruz de Cristo, devemos ser gratos por tamanho amor e bondade, mas também cientes de sua severidade pois, assim como Ele arrancou os ramos originais (judeus) da oliveira por não crerem, pode também retirar os enxertos (gentios) que porventura não permanecerem firmes (Rm 11:18-22). Por isso, não devemos olhar para a Israel secularizada com arrogância ou desprezo. 

O  Senhor  tem  um  plano  em  seu  coração

Um  mistério  guardado  através  dos  tempos:  Ele encontrará uma Israel que não é perfeita e isenta de pecados, mas no momento certo, Ele removerá a sua cegueira espiritual (Rm 11:25-26; Mt 23:39).

O Reino Milenar de Cristo será plantado em Israel. No Dia do Senhor, Ele virá e governará a terra com justiça e a Sua promessa é que Ele habitará em Jerusalém para sempre (Ap 21:1-3).

Como a igreja deve se posicionar? Ainda que não seja possível entender completamente os conflitos envolvendo essa nação, nosso dever é orar por Israel – para que eles olhem para Jesus, e o seu coração de pedra se torne em coração de carne outra vez.

O cessar dos conflitos é uma paz provisória. Quando orarmos por paz em Jerusalém, oremos por Aquele que é o único que pode trazer a paz definitiva, o Rei da paz e da justiça. Oremos para que o Senhor acelere a hora em que um novo cântico será cantado em Israel.

Qual é o significado da promessa de Isaías 45? Quando a Palavra nos garante que todo joelho se dobrará ao Senhor, o que de fato isso quer dizer? O que nos impede de render o nosso orgulho e escolher o caminho da submissão, hoje? Assim, no texto de hoje, estudaremos o que bíblia nos promete em Isaías 45 e a mesma promessa que é reforçada também em Filipenses 2:5-11.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, existindo em forma de Deus, não considerou o fato de ser igual a Deus algo a que devesse se apegar, mas, pelo contrário, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo e fazendo-se semelhante aos homens. Assim, na forma de homem, humilhou a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus também o exaltou com soberania e lhe deu o nome que está acima de qualquer outro nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:5-11 

Existe um grande paradoxo na história da ressurreição: o Mestre e Criador se torna um servo. Por isso, o mesmo Jesus que foi humilhado será também por Deus exaltado; e a sua exaltação se dará através de joelhos que se prostram e línguas que o confessam.

A profecia em Isaías

O Senhor profetiza em Isaías 45:23:

“Jurei por mim mesmo (…). Todo joelho se dobrará e toda língua haverá de jurar diante de mim.

Aquilo que Deus profetizou e prometeu, Ele cumprirá por meio do seu Filho.

“Eu jurei por mim mesmo.” A razão de fazermos juramentos é porque não cumprimos muitas das coisas que falamos ou prometemos. Deus, conhecendo o coração humano e sabendo que somos descumpridores de promessas, faz Ele mesmo um juramento. O próprio Deus usa a mais forte e elevada forma de linguagem para afirmar o Seu compromisso (Hebreus 6:13-16).

A promessa feita em Isaías 45, e firmada por Paulo em Filipenses 2, é muito importante. O Senhor jurou por si mesmo que todo joelho se dobrará; ou seja, no Grande Dia, todos se dobrarão e se prostrarão diante do nosso Senhor Jesus.

O grande presente da glorificação com Cristo é o corpo ressurreto e glorificado que nós receberemos. Todas as pessoas que viveram nos séculos e gerações passadas se dobrarão a Jesus. Tanto ímpios quanto crentes receberão esse corpo ressurreto: alguns o receberão para a glória do descanso eterno, e outros, para sofrimento eterno.

O materialismo e individualismo

Existem muitos joelhos rígidos que não se dobram a Jesus. Um destes é o joelho do materialismo e o amor ao dinheiro (Marcos 10:25-27). O amor ao dinheiro substitui Deus no trono do coração humano. Não há compatibilidade em servir Jesus e o dinheiro. Somente Deus pode desapegar o coração do homem do materialismo.

Um outro joelho rígido é o joelho do individualismo. O individualismo, que coloca o Eu no lugar de Deus, é aquele que não permite que a verdade definida por Deus seja a verdade para a sua vida.

Nem todo joelho se renderá a Jesus da mesma forma. Cada pessoa que tenha vivido na terra se curvará diante de Deus de uma entre duas maneiras:

Alguns se curvarão diante de Deus como rebeldes e derrotados. Essas pessoas são as que rejeitaram Jesus e fizeram de tudo para manter Deus às margens de suas vidas. Aqueles que passaram a vida enfurecidos e indignados com o Senhor serão levados diante dele e se prostrarão involuntariamente (Isaías 45:24).

Outro grupo são aqueles que se curvarão como servos dispostos diante de Deus e irão voluntariamente reconhecer a glória do Cristo ressurreto, pois não encontraram outro sentido na vida senão viver rendidos a Ele.

Uma resposta

A celebração da Páscoa e da ressurreição de Cristo exige mais do que viver práticas religiosas; ela demanda de nós uma resposta: dobrar os nossos joelhos diante de Jesus.

Portanto, acredite no juramento que Deus fez. Submeta-se a Jesus hoje. Permita que o seu joelho não se endureça diante do Senhor. Aquele que se prostra diante de Jesus hoje estarão também entre aqueles servos voluntários, apaixonados e fascinados que, assim como o apóstolo João, terão um encontro com o Senhor.

Este é o último texto da série de Páscoa aqui do blog Fhop. Se você perdeu algum texto, clique aqui.

O que as pessoas a nossa volta pensam a respeito de Jesus? Por que foi necessária a Cruz? Para além da moral e da ética,Jesus veio nos resgatar da condenação eterna. Você entende a profundidade disso? São sobre essas questões que o texto de hoje, da série de Páscoa, irá abordar.

“E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? E eles responderam: João o Batista; e outros: Elias; mas outros: Um dos profetas. E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo.
E admoestou-os, para que a ninguém dissessem aquilo dele. E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria.” Marcos 8:27-31

Qual a visão popular sobre Jesus?

A percepção popular sobre Jesus era de um profeta, um dos grandes homens enviados por Deus com um bom ensino, apoiador de boas causas, um mestre que realizava milagres. De semelhante modo, essa continua sendo a forma com que Jesus é visto pelas pessoas em nossa sociedade.

A Cruz não era uma opção

O sofrimento de Jesus não era uma opção, era algo necessário (v. 31). A vontade do Pai era que o Filho do Homem passasse por um sofrimento intenso. Esse sofrimento envolvia ser rejeitado pelas pessoas mais influentes da sociedade, ser maltratado e morto.

Pedro repreende Jesus por falar sobre a Sua morte (v.32). Isso mostra que Pedro queria o Jesus dos milagres, o Jesus adorado pelas multidões, mas não o Jesus da cruz.

Ainda nos dias de hoje, muitos querem um Jesus sem a cruz. Porque sempre haverá aceitação para um Jesus que oferece um bom ensino ético e moral.

Isso ocorre inclusive dentro da igreja: querem um Jesus que ensine uma boa mensagem, que tenha um bom diálogo com a sociedade, que aceita a todos e não incomoda ninguém, um Jesus que se encaixe nas vidas dessas pessoas. Porém, uma igreja que segue um Jesus sem cruz não consegue lidar com o pecado do homem.

Mas qual é o problema de um Jesus sem cruz?

Em outras palavras, se as pessoas vivem uma vida melhor, aprendem moralidade e boas condutas e tem suas necessidades supridas, qual é o problema? Jesus responde de forma direta (v.33): nós ficamos entretidos demais com as coisas dos homens e deixamos de cuidar das coisas de Deus. Não compreendemos que a maior enfermidade que Jesus deseja curar é o pecado que está dentro de nós.

Devemos ser gratos pelas provisões, curas e milagres, mas entender que eles podem trazer a solução e conforto para hoje, mas não para o dia do grande encontro que teremos com o Senhor.

O homem pode questionar a economia e a saúde pública, estar apreensivo sobre o futuro e tentar antecipar uma solução para os problemas. Mas quando colocamos nossa mente nas coisas de Deus, começamos a entender a grande necessidade que temos do Jesus da cruz: um Salvador que nos lave dos pecados e faça paz entre o homem e Deus, criando um caminho que nos levará de volta a Ele.

Assim, quando entendemos a gravidade da doença que existe dentro do homem, compreendemos a importância de abraçar a cruz e viver os ensinamentos de Cristo.

Jesus veio nos resgatar

O objetivo de Jesus não era curar as doenças do corpo ou alimentar uma multidão. Ele pode nos saciar momentaneamente, mas através de seu momento de sofrimento e rejeição, o Pão da Vida nos seria dado e nossa fome, para sempre aplacada, a doença do pecado, para sempre retirada dos corações.

O Jesus da cruz está disponível para aqueles que o amam e desejam. Para os que querem encontrá-lo além da boa ética moral e das bençãos, só existe um Jesus, que é o Jesus da cruz.

Quando colocamos a mente nas coisas de Deus, percebermos que tudo o que fazemos não muda a condição humana ou compra nossa salvação. A única esperança que temos é permitir que a mensagem de Cristo rasgue nosso coração, nos arrependermos de nossos maus caminhos e nos encontrarmos com Jesus na cruz.

Qual o significado da obra de Jesus na Cruz?

“Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se
cumprisse, disse: Tenho sede. Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre
uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca. E, quando Jesus tomou o vinagre,
disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19:28-30 

Portanto, se quisermos ver toda a extensão do amor de Cristo, certamente a encontraremos olhando para a Cruz.

A Cruz é o centro da fé cristã, por isso é importante lembrarmos do que aconteceu naquele momento.

No caminho da Cruz

A História conta que Jesus é pregado na cruz às 9 horas da manhã de sexta-feira. Entre 9 e 12h, Jesus está preso na cruz e durante esse período de 3 horas de sofrimento Ele fala apenas três vezes. (Lc 23:34, 43 e Jo 19:26-27)

Logo, Ele morreu em silêncio “como um cordeiro levado ao matadouro”, como o profeta Isaías havia dito. (Is 53:7)
Portanto, depois de 6 horas de silêncio, Jesus clama “estou com sede”.

Em algum momento de nossas vidas, teremos um ponto de sofrimento onde pensaremos estar no limite do nosso sofrimento, de extrema dor. Todavia, podemos lembrar que Jesus também já esteve em um lugar onde Ele já não mais aguentava o peso da dor e Ele clama por ajuda. Assim, o nosso Senhor chegou no limite da mais profunda dor, não só física, mas de abandono, de solidão, de traição.

Em todas as religiões do mundo, nenhuma apresenta um Deus que sofre, um Deus que conheceu a dor. Mas, podemos correr para um Deus que sofreu uma dor que nunca imaginaríamos. E além disso, uma dor não somente física, mas a dor do abandono que Deus Pai inflige sobre o Filho. Logo, não há ninguém como Ele a quem podemos nos achegar.

Jesus conscientemente cumpriu as profecias do Antigo Testamento. Afinal, Ele conscientemente sofre e passa pela cruz sabendo que havia uma profecia em que o Filho de Deus clamaria por sede, cumprindo assim as Escrituras.

Na cruz, Jesus mostra que Ele cumpre cada detalhe do que foi prometido nas Escrituras. E assim, Ele não tinha só uma sede física, mas uma sede por cumprir o que estava escrito. Não só no Antigo Testamento, mas o que o próprio Jesus havia prometido (João 7:37).

Está consumado

E sabendo Jesus que estava cumprindo o que prometeu, declarou “está consumado”.

Ser cristão é ter acesso a fonte inesgotável de água, Jesus. Além do mais, Ele foi ferido como Moisés feriu a rocha para que nós pudéssemos ter água, e também, para termos o Espírito Santo e caminho que leva de volta ao Pai.

Jesus tinha sede de viver novamente a conexão com o Deus Pai que Ele tinha momentos antes, Ele deseja trazer as pessoas que Ele redimiu à presença do Pai, Ele tem sede de ver o fruto do seu sofrimento.

A obra de Jesus na Cruz

Quando entendemos a obra pascoal, Jesus é glorificado e o seu sofrimento não é em vão.

Que possamos viver o fruto do sofrimento de Cristo, que suportou a cruz pela a alegria que estava proposta (Hb 12:2).