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A Prática do Jejum

Disciplinas Espirituais

A prática do Jejum

O jejum tem sido praticado ao longo da história do evangelho. Em muitas épocas e situações distintas podemos observar personagens e líderes se levantando para convocar o povo de Deus a jejuar e orar, demonstrando assim, total dependência do Senhor. Não sei qual é a sua referência bíblica preferida quando se trata da prática do jejum, mas neste devocional, quero refletir a respeito de alguns homens que podem nos ensinar sobre essa disciplina espiritual.

Esdras e o jejum de uma comunidade

Esdras retornou a Jerusalém após um longo período de exílio do povo de Deus. Era preciso restaurar a nação e isso não se limitava a uns poucos escolhidos. Muitos seriam os perigos enfrentados no decorrer do caminho e ele sabia muito bem dessa realidade.

Quando Artaxerxes o enviou de volta para Jerusalém, o escriba sentiu vergonha de pedir um exército para protegê-los, pois tinha dito ao rei que a boa mão do Senhor os guardaria. Porém, diante de tudo o que podia lhes acontecer, de todos os perigos e tragédias, do medo e das inseguranças, vemos Esdras conduzindo o povo por um caminho de confiança e total dependência a Deus. Um caminho de humildade e reconhecimento de que a proteção de Deus é melhor que a proteção dos homens.

“Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso. Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe havíamos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam. Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e ele nos atendeu”. Esdras 8:21-23

E você sabe o que aconteceu durante a travessia? Deus ouviu o clamor do seu povo e respondeu aquele jejum com proteção e tudo mais que eles precisavam. E essa história não é diferente do que o Senhor quer e pode fazer por nós.

Libertação que se iniciou com Jejum

História semelhante ocorreu com Neemias que também era um refugiado, um copeiro do rei dos Persas. Quando seu irmão veio visitá-lo, ele ouviu sobre a condição lamentável de sua nação:

“veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém”. Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derrubados, e as suas portas, queimadas”. Neemias 1.2-3

Aquela notícia foi terrível para o coração de Neemias, ele se assentou, chorou, lamentou e jejuou. Você consegue imaginar tal realidade em nossos dias? Nos momentos em que formos pegos pelas más notícias ao assistirmos os jornais ou vemos a internet? As tragédias assolam a humanidade, a cidade onde moramos e até mesmo os vizinhos ao redor. Lamentamos, às vezes choramos, mas até que ponto nos compadecemos de forma a “perder” a fome para buscarmos a Deus. Pode ser difícil perder a fome, mas podemos jejuar voluntariamente se nosso coração se quebrantar no Senhor.

Ao lermos a oração de Neemias no capítulo 1 de seu livro, mais uma vez somos tomados por um exemplo de confissão de pecados, humilhação e dependência de Deus. Esse é um dos propósitos do jejum: tornar nosso coração terno para com Jesus. Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde (Tiago 4.6).

Quando uma comunidade se reúne para orar e jejuar

Atualmente não resido em Florianópolis e uma das coisas que mais sinto falta é de poder jejuar em comunidade como na fhop. Jejuar traz desafios, e fazer esse propósito como comunidade local é extremamente poderoso, tanto no coletivo como individualmente.

Hernandes Dias Lopes afirma que: “Jejuar é se abster de algo legítimo, bom, para apropriar-se de algo melhor. Se abster do alimento do corpo para buscar comunhão com Deus.”  

Quando os recursos humanos se esgotam é o momento providencial para voltarmos a Deus em oração e jejum, pois a ajuda de Deus é mais poderosa que a ajuda de homens fortes.

Lembre-se que o próprio Jesus só começou seu ministério após ser batizado e passar por um longo período de 40 dias de jejum. Isso foi o que ele mostrou como a preparação para o seu lançamento como líder e salvador dos homens.

 

Um convite a fraqueza

Não sei como você chegou nesse texto, confesso que o título não é nada atrativo. Afinal, quem convida alguém a fraqueza? E quem em sã consciência aceitaria? É um convite radical direcionado a corações apaixonados. Vamos falar sobre o jejum e um dos efeitos dele sobre nós: fraqueza

Se você já aceitou o desafio de fazer um jejum alguma vez na vida, você já deve saber que o jejum é como uma prensa, ele extrai de nós o que temos para ser extraído. É desconfortável e por vezes agoniante. 

Desejos não concedidos são barulhentos

Um dos chamados intrínsecos no chamado ao jejum é o convite a abraçar fraqueza voluntária.  Quando intencionalmente nos abstemos de prazer, conforto ou necessidades humanas básicas, como a comida ou entretenimento, podemos ver saindo de nós várias respostas. Literalmente não deixamos de alimentar e fortalecer quem normalmente tem a voz de comando na nossa vida e isso tem um efeito colateral.

Somos seres nascidos e criados para prazer. Somos formados por desejos. Não percebemos muito isso até que esses desejos não sejam supridos. Quando suas vontades são negadas eles como crianças birrentas, fazem escândalo querendo serem obedecidos a qualquer custo.

 “Uma das primeiras coisas que descobriremos quando nos entregarmos ao jejum e à oração, e ao silenciar a carne é que nosso clamor interno é mais escandaloso do que imaginávamos. Nada revela o quanto nossos desejos e anseios são barulhentos até eles terem seus apelos negados.” (As Recompensas do Jejum, pg. 75)

Esse barulho nos denúncia: não somos tão fortes ou espirituais como achávamos, somos fracos e necessitados de misericórdia urgente. Por incrível que pareça na constituição do reino de Deus isso é uma coisa positiva e boa para nós. 

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. – Mateus 5:3,4

Por que eu abraçaria a fraqueza? 

Essa resposta é simples: porque Jesus abraçou a fraqueza! Vamos lembrar das palavras de instrução de Paulo em Filipenses 2:

Tenham a mesma atitude demonstrada por Cristo Jesus. Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar. Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz.  Filipenses 2:5-8

O jejum é um dos métodos pedagógicos de Deus para doutrinar nosso corpo, mente e coração a escolher e buscar o que realmente importa, o que realmente é necessário. É como bradar ao Senhor, mesmo em dor e agonia da nossa carne: “- Deus, você é a coisa mais importante, posso viver sem comida, sem prazeres, sem conforto, mas não posso viver sem você!”. E pregar para a própria alma: “- Oh minh’alma, deleite-se no Senhor, todo seu anseio é pelo seu Criador. Você será suprida, Ele é suficiente”.

Catalizador de santificação 

A exposição a fraqueza do jejum vai nos deixar mais conscientes de como ainda somos carnais, idólatras, egocêntricos e egoístas. Nosso único escape nesse cenário é correr para Deus, que por outro lado está abastecido de graça abundante e pronta para ser liberada em nossa direção. Graça essa que vem com favor para viver de maneira digna do chamado e pulsantes no primeiro e maior mandamento: amar ao Senhor com todo coração, alma, força e entendimento. A consciência pode ser encaminhada ao arrependimento e logo a transformação.

Alinha os afetos – “teu amor é melhor que o vinho”

O jejum vai fazer a carne perder forças, ser desmascarada e morrer. Ao mesmo tempo que seu homem interior será fortalecido e abastecido com a verdadeira comida, seus afetos e desejos serão reconduzidos e reeducados. Ou seja, o prazer em Deus aumenta. 

Chegaremos cada vez mais à percepção de que “o seu amor é melhor que o vinho” (Cantares 1:2). Essa declaração não diz só que Deus é melhor que o pecado, mas que ele também é melhor que os prazeres lícitos. Nossos amores serão realinhados a viver a premissa que Deus é melhor que a mentira, inveja, imoralidade e drogas. Mas também aprenderá que Deus é melhor que comida gostosa, um bom casamento, amor dos filhos, sucesso no emprego, ministério ungido. 

A dinâmica do reino é confusa e de cabeça para baixo para nós, porém é completamente o tipo de vida que fomos criados para ser e funcionar, ainda que o pecado nos puxe ao contrário. Minha oração por nós é que o anseio pela intimidade e conexão com Deus nos faça como Maria de Betânia, João Batista, Daniel e Paulo que escolheram a sua coisa mais importante que organiza nossas prioridades e anseios. Abraçando a fraqueza foram fortes em Deus.

Eu amo o Salmo 91. Ele me moldou quando eu era recém-convertida aos 16 anos de idade e continua sendo um ponto de referência para mim nos meus 50 anos. Assim como toda a Bíblia, ele é intemporal.

Iniciando a Jornada: A Curiosidade pelo Salmo 91

Vamos dar uma espiadinha no Salmo 91:1-2: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará. Eu direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza e nEle confiarei.”

Primeiramente, abordo este salmo com curiosidade. Desejo saber quem o escreveu e o motivo. Busco compreender as verdades eternas que este salmo carrega e como aplicá-las em minha vida. Uma prática que adoro durante a meditação nas Escrituras é ler devagar, enxergar através do que está escrito e tornar a mensagem pessoal. Substituo meu nome onde é aplicável e faço do versículo um trampolim para minha oração.

Moisés e a Origem do Salmo 91: Uma Liderança Desafiadora

Muitos teólogos afirmam que Moisés escreveu o Salmo 91. Sem a certeza do autor, assumimos que foi Moisés. Como sabido, Moisés liderou seu povo por 40 anos no deserto, em uma jornada que deveria levar apenas 11 dias para ser completada!

Minhas experiências de viagens internacionais com meu marido, Dwayne, ensinaram-me que sair da zona de conforto pode abalar até o adulto mais resiliente. E, convenhamos, a missão de Moisés não foi nada fácil.

Encontrando Força no Lugar Secreto: A Lição de Moisés

Moisés não se via como um líder nato ou um grande comunicador. Ele enfrentou medos e liderou um povo que constantemente reclamava. Em certos momentos, preferiram a escravidão a seguir em frente. Moisés experimentou uma pressão imensa, mas encontrou força na intimidade do relacionamento com o Senhor.

A palavra “habitar” no Salmo 91 significa sentar, permanecer, residir. Moisés achou descanso profundo no Senhor, encontrando seu lar espiritual em meio às adversidades.

O Valor do Lugar Secreto: Encontrando Paz e Refúgio

A natureza do secreto é íntima e privada. Cresci em uma família grande, onde encontrar um lugar secreto era desafiador. Meu refúgio podia ser na curva de um galho de árvore ou sob um cobertor na mesa da cozinha. Meu local favorito era um parque próximo, onde um arbusto formava um esconderijo perfeito.

Mesmo não sendo crente na infância, eu compreendia o valor de um lugar secreto para escapar do caos e encontrar paz.

A Necessidade do Lugar Secreto na Vida Cristã

Agora, como cristã, percebo ainda mais a importância desse refúgio no Senhor. O lugar secreto tornou-se uma necessidade, não um luxo. É onde encontro prazer, segurança e intimidade com Deus. As circunstâncias raramente são ideais para buscar a Deus, mas há doçura em encontrar esse lugar secreto mesmo nas situações mais caóticas.

O lugar secreto transcende um local físico; é um estado de ser. Podemos acessá-lo em qualquer momento, em qualquer circunstância, como uma postura do coração.

O Chamado para Priorizar a Intimidade com Deus

A vida é tremendamente mais desafiadora sem esse refúgio no Senhor. Além de ser um abrigo nas tempestades, é um lugar de descanso profundo e conforto. A solidão com Jesus é revitalizante e insubstituível.

Encorajo a orar o Salmo 91 e buscar verdades sobre Deus. Faça da intimidade com Ele sua prioridade, pois é dali que vem o combustível para enfrentar o mundo caótico diariamente. Você nunca se arrependerá de fazer do Senhor

Você já ouviu falar de LEDCO? Faz alguma ideia do que se trata? LEDCO é uma ferramenta super simples e fácil de aplicar que tem como objetivo principal te ajudar com a sua meditação bíblica! Você provavelmente sabe que a meditação nas escrituras é umas das armas mais importantes da jornada de um cristão. É por meio dela que mantemos a nossa conduta pura, que recebemos conselhos de Deus, somos encorajados e temos a nossa mente renovada. Sendo assim, existem diversas formas de meditar nas escrituras, e o LEDCO é uma delas! 

Trata-se de 5 passos simples para um relacionamentos mais profundo com a palavra. São eles:

 

LER

Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei. (Salmos 119:18)

O primeiro passo para a meditação nas escrituras no modelo LEDCO é a leitura. Antes de mais nada ore, pedindo ao Espírito Santo que abra os seus olhos para as maravilhas das escrituras e em seguida leia. Procure versões diferentes do mesmo texto, tente trocar palavras por sinônimos e até mesmo parafrasear o versículo, mudando a ordem das palavras e buscando um novo sentido ou uma nova interpretação.

ESCREVER

Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e a eles obedecerei até o fim. (Salmos 119:33)

Após a primeira leitura, chegou a hora de meditar, ou seja, se aprofundar naquilo que você acabou de ler. Primeiramente escreva o versículo, seguido das interpretações que você obteve com a sua leitura. Anote outras versões e busque compreender o contexto em que o texto foi escrito. Escreva também aquilo que o Espírito Santo falar especificamente para você, como formas de aplicar essa escritura na sua vida. Uma boa ferramenta para esse momento são as referências cruzadas, que te levarão a outras partes das Escrituras relacionadas ao versículo inicial. Após pesquisar e entender diferentes aspectos do verso, escreva tudo!

DECLARAR

Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ser envergonhado. (Salmos 119:46)

O próximo passo é dizer em alta voz o versículo que está estudando. Repita-o até que se torne verdade para o seu coração. Sem dúvida, há muito poder em declarar as verdades das escrituras e conforme fazemos isso, novas revelações a respeito do versículo virão. Declare também as referências cruzadas e permita que, a medida que você declara, as escrituras transformem a sua forma de pensar e a verdade se torne o fundamento firme da sua vida.

CANTAR

Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação. (Salmos 119:54)

Nossas canções podem mover o coração de Deus e Ele não se importa com a sua afinação ou estilo musical favorito. Por isso, quando conseguimos romper com a vergonha e permitimos que as escrituras saiam de nós em forma de canção, nossos corações são tocados com novas revelações e a palavra começa a ser gravada em nosso interior. É nessa etapa que começamos a responder ao Senhor, pois é aqui que as verdades que entraram em nossos corações começam a transbordar de forma espontânea como resultado daquilo que estudamos.

ORAR

De todo o coração suplico a tua graça; tem misericórdia de mim, conforme a tua promessa. (Salmos 119:58)

Finalmente, a última etapa desta ferramenta consiste em responder a Deus de forma direta, orar. Pegue as suas anotações e converse com Deus a respeito delas. Agradeça por quem Ele é, por tudo o que foi revelado e peça ajuda para viver de acordo com a Sua vontade. Seja persistente nesse ponto, pois a mudança muitas vezes demora para ocorrer. Lembre-se, quando oramos a palavra, nos tornamos parceiros de Deus, declarando aquilo que Ele mesmo já havia demonstrado ser a Sua vontade. Nesse processo, nosso relacionamento é aprofundado e nossa fé ainda mais firmada, por isso não devemos desistir.

Chegamos ao final do LEDCO, mas é bom saber:

O mais importante na meditação bíblica é a persistência. Torne isso um hábito, escolha um versículo e medite sobre ele durante uma semana inteira. Não cesse de declarar, cantar, orar e escrever o que o Espírito Santo te mostrar. 

Aproveite também para compartilhar com a sua família, um grupo de amigos, seu namorado(a) ou noivo(a) a experiência de ser transformado pelas verdades da Palavra. Converse com eles e combinem um dia para compartilhar suas meditações. Discutam suas interpretações do texto e orem juntos. Há verdadeiro poder quando oramos a respeito das escrituras e permitimos que o Espírito Santo trabalhe livremente em nosso meio. Podemos ver a transformação completa dos nossos relacionamentos, assim como cada aspecto das nossas vidas.

Dicas práticas para começar o seu LEDCO

  1. Primeiramente, encontre um lugar tranquilo, para evitar que outras pessoas te interrompam;
  2. Lembre-se de limpar o seu calendário. Separe um tempo específico para a meditação e certifique-se de que não precisará interrompê-la para correr para outros compromissos;
  3. Em seguida escolha o versículo com antecedência, não deixe para o momento da meditação, pois isso pode tomar um tempo valioso. Caso não tenha ideia de por onde começar, tente Salmos ou Provérbios;
  4. Separe um espaço para anotações. Pode ser um caderno, aplicativo, bloco de notas, Word, o que funcionar para você, e dentro desse espaço coloque uma coluna para Distrações. Durante sua meditação, sua mente vai querer ir para outros lugares, como  a lista de supermercado, aquela tarefa incompleta ou o próximo episódio de uma série que você está assistindo. Anote essas distrações e esforce-se para tirá-las de sua mente;
  5. Nesse meio tempo, coloque seu celular no modo avião e evite interrupções;
  6. Finalmente: Ore, ore e ore um pouco mais! O Espírito Santo é responsável por tornar a palavra viva em nós, então não seja tímido ao pedir Sua ajuda;

 

Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.
É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! (Salmos 1:2 e 3)

 

 

 

Estamos na reta final do ano, quase no início de mais 365 dias de oportunidade para amar Jesus por meio da Bíblia, a palavra de Deus. Então, agora é hora de se planejar para o próximo ano ser uma ano onde você possa crescer cada vez mais no conhecimento de Deus.

 

Toda a Bíblia é sobre Cristo

E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Colossenses 3:15,16

 

Toda a Bíblia é uma história sobre um Pai que tem um Filho que lhe deu uma família. E ele prepara uma noiva para esse Filho, e o fim da história é a unidade com esse Amado noivo, assentados à mesa de Deus com Ele. E Paulo escolhe aqui nesse texto chamar a Palavra de Deus como a Palavra de Cristo.

Na verdade, desde Gênesis até Apocalipse, a Bíblia é um compilado de livros que dão testemunho de Jesus. Logo, o objetivo da Bíblia é dar testemunho de Cristo. Então. se você tem o desejo de conhecer mais a Cristo no próximo ano, em outras palavras você está dizendo: “eu quero conhecer mais a Bíblia”.

A Bíblia não é uma palavra humana sobre Deus

Se você acredita que a Bíblia é um palavra humana sobre Deus, quando ela não se ajustar à sua opinião de como as coisas devem ser seguidas, você sentirá que pode discordar, ir contra ela ou até manipulá-la como bem te agradar. Portanto, a Bíblia não é a nossa palavra sobre Deus, pelo contrário, é a Palavra de Deus para nós. A Bíblia é a revelação divina para a humanidade.

Mas por que eu deveria me importar se a Bíblia é a Palavra de Deus para nós e não o contrário? Isso faz toda a diferença, pois se Deus não falou as suas palavras, a Bíblia não passaria de uma inspiração. Pense em grandes promessas da Bíblia tais como  Hebreus 3:5 que diz “nunca te deixarei, nem te desampararei”. Ou então Filipenses 4:19 “o meu Deus suprirá todas as suas necessidades de acordo com as suas riquezas em glória”.

Se essas palavras são, de fato, palavras que vieram da boca de Deus, podemos nos apegar a essas promessas e confiar. Além disso, podemos nos acalmar e saber que Deus está cuidando de mim e de você. Todavia, se essas palavras são humanas, de maneira alguma poderíamos nos apegar a isso com confiança. Isso minaria o fundamento da esperança, pois substitui as promessas de Deus para nós pelos nossos desejos, sem garantia alguma de que eles se cumprirão.

 

A Palavra nos torna fortes

Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno.

1 João 2:14

A igreja é composta por vários grupos geracionais, e em sua carta, João fala direcionando a cada um deles. Ele fala aos jovens, e vemos que se a Palavra de Deus está habitando em nós, o resultado disso é força – nos tornamos fortes! Em outras palavras João está dizendo: “Jovem, se a palavra está habitando em você, Deus diz que você é forte, é por isso que vocês já venceram o maligno”.

Quando a palavra de Cristo está habitando em nós, isso nos garante que não estamos entregues a desejos ou pensamentos positivos. Além disso, nos garante que estaremos firmados nas promessas de Cristo.

A garantia da vitória do jovem não se dá por causa do pequeno grupo, ou dos líderes e pastores que o acompanham. Na verdade ela se dá porque estes permitiram que a Palavra de Deus habitasse em seus corações, por isso eles venceram o maligno.

 

Vencendo a maldade que cresce nessa geração

Por outro lado, isso não é possível em uma igreja que só oferece entretenimento. Jovens têm força quando incluem a Palavra em suas vidas. Não há nada mais sério que um mergulho na palavra de Deus em suas vidas. Por isso, devemos levar a sério o gastar tempo nas Escrituras. Estamos sendo atacados por todos os lados.

Devemos ir à palavra de Deus com seriedade. Permitir que ela molde nosso caráter, não tratar como uma caixinha de promessas, que tiramos um versículo por dia. Não existe outra saída pra nos. O futuro da nossa igreja, da igreja brasileira, da nossa família, está na palavra de Deus habitar ricamente em nós. Não há outra saída!

 

Qual o segredo para uma vida espiritual?

Se você perguntar pras pessoas hoje qual o segredo pra uma vida espiritual, é possível que você ouça 3 respostas semelhantes a isso aqui:

1- A resposta do meio evangélico:

“A vida espiritual é encontrada nas pessoas do seu redor. Junte-se a nós e tudo vai ficar bem pra você”. Portanto, é nisso que os fariseus acreditavam. Reunir-se em um grupo de pessoas todo domingo pra cantar hinos não é a garantia de uma vida espiritual. A comunhão é uma parte integral da vida espiritual, mas não é a fonte de vida espiritual.

2- A resposta do meio secular:

Se você perguntar qual é a fonte da vida espiritual no meio secular, provavelmente dirão que você precisa encontrar o seu eu. Olhar para dentro de si para encontrar o segredo da vida espiritual saudável. “As respostas estão dentro de você, a fonte da vida está dentro de si”.  

3- A resposta bíblica 

A vida espiritual é encontrada quando a Bíblia está aberta dentro de você. Essa é a fonte de uma espiritualidade saudável. Dessa forma, a comunhão é mais saudável quando a palavra de Deus está no centro. 1 Pedro 1:23  diz: Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível”. Ou seja, fomos gerados novamente, de uma semente que não é perecível. Que não morre, que não termina. Fomos regenerados pela palavra de Deus, que vive e permanece. 

 

Dê a Palavra lugar de honra

É muito legal nós seguirmos vários perfis cristãos que nos encorajam e palavras que nos dão ânimo e fé. Portanto, cuide para não substituir a alimentação espiritual e não terceirizar nossa responsabilidade de nos nutrimos das escrituras.

Dessa forma, dê a palavra um lugar de honra e destaque da sua vida. Não dê espaço de honra na sua vida para pessoas que ocupam pouco do seu tempo e espaço na sua vida. Logo, trate a Bíblia em lugar de honra na sua vida. Você gasta tempo com aquilo que lhe dá lugar de honra. Torne a leitura da bíblia algo especial na jornada do ano que vem e desse ano!

As mídias sociais serão a prova naquele dia, diante de Deus, como um testemunho de que somos indesculpáveis se falarmos para o Senhor que não tínhamos tempo para leitura da bíblia. A grande verdade é que escolhemos para o que temos tempo ou não.

 

É hora de planejar

Nesse próximo ano, gaste tempo de comunhão em torno da palavra de Deus. Portanto, faça a palavra de Deus centrada na comunhão. É hora de começarmos a planejar que tipo de ano teremos em 2024. Por isso, não seja a falta da palavra de Deus a frustração no fim do ano.

Por isso, a Bíblia precisa encontrar lugar no nosso dia a dia, na forma que educamos nossos filhos, na forma que respondemos nossas tribulações. Logo, que a palavra de Deus habite ricamente em nós. Vamos para as escrituras, vamos chorar diante da Palavra. Vamos nos alimentar da Bíblia, vamos ler, e talvez não faça sentido, e vamos lendo, talvez pela décima vez o mesmo versículo, e de repente, vai fazer sentido no seu coração. 

Não terceirize a sua responsabilidade de ser nutrido através das Escrituras!

Que Deus te abençoe!

Palavra do Pr. Vinicius Sousa no culto do dia 19 de Novembro de 2023 na Fhop Church

 

Plano de leitura bíblica:

Para te ajudar com seu planejamento de leitura bíblica no próximo ano, preparamos um plano de leitura bíblica que você pode acessar clicando nos links abaixo:

Plano de leitura bíblica 1 ano

Plano de leitura bíblica 5 meses

 

 

 

 

 

 

 

Meditando no Salmo 141:2,  a frase que veio ao meu coração foi essa “o altar que estou construindo aponta para o Deus que Sirvo”:

“Que a minha oração suba como incenso a tua presença, e o levantar das minhas mãos seja como sacrifício da tarde” (Salmos 141:2)

 

No contexto em que vivemos hoje, podemos observar diversos estilos de vida. Além disso, cada um aponta para a maneira que faremos nossas escolhas e tomaremos as nossas decisões. Logo, ao ler este verso imagino que Davi estivesse pensando em um altar, pois nele apresentava orações e sacrifícios. Afinal, o altar é um lugar onde o sacrifico era elevado, ou seja, se tornava evidente, visível e distinto ao Senhor. Portanto, de muitos pontos que podemos observar neste texto, considero dois indispensáveis. 

 

Todos nós estamos construindo um altar

O primeiro é que todos nós estamos construindo um altar, e isso não se trata apenas de uma escolha, mas sim o reflexo daquilo que vivemos. Quando falamos sobre o estilo de vida de uma pessoa, nos referimos ao altar que ela está construindo. Ou seja, a partir deste estilo de vida e altar, se tornará evidente ao Senhor suas prioridades, seus amores e quem de fato é o deus que o altar serve. 

 

O que estamos colocando no altar

O segundo ponto fala a respeito do que estamos colocando sobre o altar da nossa vida e a forma que o estamos construindo. O fato é que a minha oração é reflexo daquilo que vivo e a minha resposta à oração é reflexo do deus que sirvo. Diante disso, somente uma conclusão é possível tomar forma: todos nós somos construtores de altar. Por esta razão, construir não se trata de querer ou não, mas sim o que nossa vida tem construído. Portanto, como vivemos importa, e assim, viver será a matéria prima para construir o altar. E por conseguinte, responder aos fatos da vida desenhará a planta de nossa construção e a soma disso trará forma ao altar construído.

 

A vida de Davi era um altar de devoção sincera ao Senhor

O salmo 141 foi escrito por Davi, este salmo traz um lamento pessoal de Davi que mostra uma oração sincera para que Deus o proteja contra toda falta de sinceridade e transigência entre tais perigos, fala a respeito de uma proteção em sua boca e lábios e para que a justiça de Deus seja feita contra os injustos, Davi ainda afirma que seus olhos permaneceram no Senhor, pois sua confiança Nele está. 

Observando com atenção o versículo 2, percebemos que Davi cita elementos que apontam para a sala do trono onde o incenso gerado através das orações são levados até aos céus e depositado nas taças diante de Deus (Ap 5:8).

 

Abraão foi um construtor de altar

A Bíblia é clara em diversos momentos ao falar sobre orações, altar e oferta diante do Senhor, porém olhando para o ponto que se refere a construção de altar, temos um homem que foi considerado amigo de Deus, o pai da fé, aquele a quem Deus disse que não esconderia o que faz (Gn 18:17) este homem é Abraão, vemos sua vida como alguém que construiu altares diante do Senhor em vários momentos, perceba comigo e observe como ele escolher viver. 

  • Chega a Canaã (Siquém) e constrói um Altar “Atravessou Abraão a terra até Siquem, até ao Carvalho de Moré… Apareceu o Senhor a Abraão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor.” (Gênesis 12:6-7)

 

  • Vai a Betel, constrói um Altar ali “Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.” (Gênesis 12:8

 

  • Problemas com Ló: vai ao Altar que ele havia levantado, invoca ao Senhor a situação se resolve: “Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até o lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até o lugar do Altar, que outrora tinha feito, e alí Abraão invocou o nome do Senhor.” (Gênesis 13:3-4

 

  • Vai para os Carvalhos de Manre e constrói um Altar ali. “E Abraão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um Altar ao Senhor.” (Gênesis 13:18

 

Construindo um altar diante do Senhor

Então, depois de mais de 10 anos entre o ultimo altar construído até Gênesis 22, Deus pede para que Abraão sacrifique seu filho Isaque e o entregue a Deus. E assim, Abraão como um bom amigo de Deus, prepara a lenha pega seu filho e sobe ao monte para sacrificá-lo. Portanto, quando Abraão prepara o altar e coloca seu filho sobre ele, pronto para entregar ao Senhor, Deus provê um cordeiro, pois ali o Senhor viu o coração de Abraão. Neste momento Abraão volta a fazer o que foi criado para ser, um construtor de altar diante do Senhor. 

Neste momento Abraão é atraído de volta a sua essência e entende que construir altar, passou de uma escolha para um consequência de como vive sua vida, ele não deixou de amar o Senhor, mas deixou de fazer aquilo que foi chamado para fazer e Deus em sua infinita misericórdia trouxe-o de volta ao foco.

 

Josué foi um construtor de altar

Além de Abraão, temos o exemplo de Josué que constrói dois altares para o Senhor. Primeiramente, ele constrói um altar no meio do rio Jordão durante a travessia. Depois, ao atravessar o rio ele constrói outro altar ao Senhor como memorial deste dia onde Deus fez com que o povo atravessasse o rio com vida. 

Naquela época o altar era construído com pedras e para representar as 12 tribos de Israel cada altar era composto de 12 pedras. Desta forma, o que nos chama atenção neste trecho é que primeiro Josué constrói um altar dentro do rio, o qual ele construiu sem a ajuda de seus companheiros. Esse altar ficou no fundo do rio após eles terem passado.

Logo, somente após atravessar é que Josué constrói o outro altar onde todos veem e com a ajuda de seus companheiros. Mas o que ninguém sabia é que antes de fazer o altar sob a vista de muitos, Josué já havia construído um altar somente diante do Senhor sem que ninguém o visse. A conclusão que chego partindo deste ponto é que, construir altar não se refere ao que as pessoas verão apenas, mas primariamente ao altar interno que construo na audiência de um, fazendo conforme a orientação dada por Jesus em Mateus 6:6.

 

Construir um altar está relacionado com a maneira que vivemos

Diante de tantos exemplos que temos na Bíblia, mencionamos dois deles e podemos ver que construir altar está associado com a maneira que vivemos. No contexto que vivemos, o tempo parece cada vez menor. Mas a verdade é que se não formos zelosos em construir um altar com nossas vidas diante do Senhor, o tempo passará.

E assim, o resultado daquilo que construímos enquanto caminhamos será apenas a revelação de que tipo de deus tem governado nosso coração. E além disso, qual senhor nós estamos servindo. Construir altar é um resultado daquilo que fazemos diariamente e do que temos como prioridade em nossas vidas.

 

Um altar para elevar as orações e sacrifícios

Em Salmos 141:2, Davi estava procurando um altar para elevar suas orações e sacrifícios diante do Senhor. Assim, em meio a sua aflição clamou e ofertou no altar aquilo que lhe coube entregar. E portanto, ele deixa evidente que internamente o Deus verdadeiro governava seu coração, pois também os seus olhos estavam no Senhor.

Além disso,  o levantar das suas mãos era em gratidão e certeza de que Deus estava ouvindo. O altar interno já estava construído até que externamente todos vissem suas mãos levantadas diante da majestade de Deus.

 

A maneira como vivemos importa

Dessa forma, é possível concluir que a maneira como vivo é extremamente importante, pois viver é construir um altar para o Senhor, nossas atitudes e reações diante de circunstâncias desfavoráveis revelam o quem tem sido prioridade em nosso coração. De fato, construir um altar não é uma tarefa fácil, mas o verdadeiro sucesso de uma construção só é visto ao fim dela.

Portanto, o altar que minha vida está construindo deve revelar o Deus soberano sobre todas as coisas, que recebe as orações como incenso e as mãos levantas como uma oferta de gratidão, pois Deus é digno de que vivamos uma vida justa e reta diante dele. Além do mais, nossa vida é a construção de um altar e esse altar aponta para o deus que meu coração tem servido.

 

Fabio Henrique Gonçalves dos Santos – Aluno Fascinação Turma 18

 

As Disciplinas Espirituais são um tema muito relevante a serem abordados nestes dias. 

Agora, antes de falarmos sobre a graça e o nosso esforço, quero esclarecer um pouco sobre as disciplinas. 

As disciplinas espirituais são: leitura e estudo da palavra, oração, jejum, solitude, doar generosamente, comunhão e adoração. 

Portanto, com isso em mente podemos tratar da graça e do nosso esforço dentro das disciplinas. 

Quero te dar um exemplo sobre graça e as disciplinas espirituais, algo que tenho em mente sobre estes dois assuntos e sua aplicação. 

Eu tenho um corpo físico onde não me foi necessário criar minhas pernas ou meus cabelos, minhas mãos, eu nasci e ganhei este corpo, assim é com a graça. 

Definitivamente, a graça é um favor imerecido, uma benção, um dom. 

 

sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:24 

 

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tito 2:11 

 

Um exemplo de graça, esforço e disciplinas espirituais 

Agora, pense sobre o esforço humano, eu tenho um corpo, mas também necessito cuidar dele: comer alimentos que irão nutri-lo de vitaminas, fazer exercícios que poderão ajudá-lo a estar saudável. 

Nesse sentido, aqui faremos uma conexão entre o esforço e as disciplinas. 

A graça é gratuita, mas isso não quer dizer que não exista uma parte que envolve nosso esforço. 

Deus através do seu filho, Jesus, nos concedeu o direito à salvação e a vida eterna. 

As disciplinas espirituais são o meio de nos manter em conexão com essa graça. 

Precisamos entender que existe a parte que nos cabe dentro do legado deixado por Deus para cada um de nós como cristãos. 

Jesus em todo o tempo nos instruiu a orar, jejuar, dar generosamente, aprender com as escrituras, ter comunhão e adorar. 

Se isso não fosse necessário, Jesus não nos deixaria como algo a ser feito. 

Observe estes versículos 

Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora? “, perguntou ele a Pedro. “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Mateus 26: 40-41

 

Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão. Lucas 5: 33-35

 

Inegavelmente, vemos claras declarações sobre jejum e oração que são parte das disciplinas espirituais. 

Qualquer tipo de disciplina exige esforço até que se torne parte de nossos hábitos. 

Certamente, se formos analisá-las formam parte de nosso relacionamento com Deus e isso não deveria ser visto como algo penoso, mas como um prazer e também parte de quem somos.

Que agora mesmo possamos entender a graça da maneira correta e viver plenamente uma vida na qual disciplinas espirituais são um meio a desenvolver nosso caráter e nossa vida de comunhão com Jesus. 

 

Deus te abençoe 

 

Doar extravagantemente em um mundo consumista e tão egoísta pode parecer uma loucura. 

Portanto, sabemos que não fomos chamados para andar segundo o curso deste mundo. 

 

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2 

 

Todavia, o que vemos na Palavra a respeito de doar, de ser extravagante e até mesmo sobre finanças vai contra todo o sistema imposto por este mundo que nos faz pensar que reter ou guardar é o melhor caminho para um garantir um futuro. 

Em contrapartida, não estamos errados em nos prevenir e sermos diligentes com nossas finanças, mas provisão e preparação para o futuro não te isenta de dar extravagantemente. 

 

Vamos ver isso à luz da palavra: 

 

Uma das partes da Bíblia que sempre ministrou muito ao meu coração sobre dar extravagantemente está em Mateus 26, onde conta a história da mulher do vaso de alabastro

 

E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,

Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício?

Pois este unguento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.

Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.

Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.

Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.

Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado em todo o mundo, também será referido o que ela fez, para memória sua.  Mateus 26:6-13 

 

Eu penso nessa passagem ao me referir a doar extravagantemente, simplesmente porque dar o que nos custa já nos leva a esse lugar extravagante. 

Além disso, essa mulher deu algo de muito valor sem pensar nas consequências disso para suas próprias finanças. 

Então, o ato de dar extravagantemente vai muito além de dinheiro. Assim, estamos falando de dar nosso tempo, nossos talentos, nossos recursos, que nossa vida seja um dar de maneira extravagante. 

Por isso a mulher do vaso de alabastro em Betânia me ensina tanto sobre isso.  

 

Toda a semeadura no Reino nunca será em vão

 

Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia.

No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.

Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.

E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus. 2 Coríntios 8: 1-5 

 

O poder desta passagem e as lições que nos ensina é algo poderoso. 

Pois, mesmo em meio à tribulação, as igrejas da Macedônia transbordaram em rica generosidade, isto é, doando extravagantemente. 

Portanto, não somente através dos seus recursos, mas também entregando suas vidas inteiramente ao Senhor. 

Logo, o ato de dar vai muito além das suas finanças, e quando entendemos isso abrimos nosso coração e nossas vidas para viver algo poderoso. 

 

Doar extravagantemente também é amar na mesma medida 

 

Assim, recomendamos a Tito, visto que ele já havia começado, que completasse esse ato de graça da parte de vocês.

Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir.

Não lhes estou dando uma ordem, mas quero verificar a sinceridade do amor de vocês, comparando-o com a dedicação dos outros.

Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.

Este é meu conselho: convém que vocês contribuam, já que desde o ano passado vocês foram os primeiros, não somente a contribuir, mas também a propor esse plano.

Agora, completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem.

Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem.

Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade.

No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade,

como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.

 2 Coríntios 8: 6-15 

Sendo assim, o Cristo que se entregou por amor a todos nós o fez de um lugar de amor e generosidade. Além disso, Ele nos ensinou a supremacia do que é se doar de maneira extravagante em favor de todos. 

 

Lições que podemos aprender 

 

  • Doar é um ato de amor 
  • Doar é um exercício de um coração generoso
  • Você recebe muito mais quando estende a sua mão ao necessitado 
  • Doar abre portas infinitas que vai muito além de somente a área das nossas finanças 
  • Fomos chamados a dar extravagantemente 
  • Doe seu tempo, seus talentos e seus recursos e irá experimentar uma medida de favor e provisão nunca sonhada. 

 

Lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: “Há maior felicidade em dar do que em receber”. Atos 20:35b 

 

Meu convite hoje para você que seja generoso de uma maneira intencional, escolha ser participante do que Jesus está fazendo na vida das pessoas que estão na sua jornada. Abençoe alguém hoje, seja com um café, uma oferta a um missionário, com tempo de qualidade para escutar alguém, através de uma oração, as opções são infinitas, por isso seja criativo em dar extravagantemente. 

 

Deus te abençoe!

 

 

 

 

Você pode estar se perguntando se viver de maneira santa é possível nos dias de hoje. Alguns acreditam que isso significa seguir os mandamentos de Deus e nunca cometer pecados. Portanto, outros afirmam que é um processo de aperfeiçoamento moral que requer dedicação e perseverança. Alguns até argumentam que essa forma de vida é reservada apenas para aqueles que se retiram da sociedade e se isolam em mosteiros ou lugares reclusos. Independentemente da visão, é inegável que viver de maneira santa é essencial para aqueles que desejam se relacionar com Deus.

“Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sede Santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Levítico 19:1,2

 

Viver de maneira santa te aproximará de Deus

Antes de tudo, a palavra de Deus nos mostra que a santidade não é uma tarefa impossível. Na verdade, é uma característica natural daqueles que se relacionam com Deus, desejando conhecê-lo melhor e se tornar semelhante a ele. Mas perceba, é necessário desejar isso. Sem o desejo de ser santo, não conseguiremos dar passos em direção a Ele, nos aproximar e desenvolver um relacionamento com Deus.

Infelizmente, muitos de nós ficamos perdidos em clichês e pensamentos superficiais e esquecemos que Deus nos pede para sermos santos, afastando-nos do pecado e nos aproximando dele. A santidade está diretamente ligada à proximidade com Deus. À medida que nos aproximamos dele, somos confrontados com nossas falhas e erros, e percebemos a necessidade de mudança em nossas vidas.

 

A jornada da santificação

Logo, essa aproximação não me leva ao distanciamento, pois quanto mais me aproximo e me relaciono com Deus mais eu vivo de maneira santa. É incoerente afirmar que alguém teve um encontro com a santidade de Deus e não desejou ser mais santo, pois esse é o desejo primordial de quem se aproxima dele. Um exemplo disso é Isaías, que, ao se deparar com a santidade de Deus, reconheceu seus próprios pecados, confessou ser um homem de impuros lábios e essa noção o aproximou ainda mais de Deus. 

Embora exista uma jornada em direção à perfeição e santificação, é impossível alcançá-la apenas com nossas próprias forças. Somos dependentes de Deus para amá-lo e dar passos em direção a uma vida de santidade e relacionamento com ele.

 

Nosso chamado em relacionamento com Deus

Assim, devido à nossa falta de compreensão sobre a santidade, podemos perder o contato com ela, mas Deus se revela a nós para que possamos viver uma vida santa, e Jesus nos indica o caminho. Ele viveu uma vida perfeita e teve uma morte sacrificial satisfizeram a ira de Deus contra nós pecadores e por isso somos justificados para vivermos de maneira santa. 

Por isso devemos querer viver uma vida santa, porque Deus é santo e desejamos ter comunhão com ele. Quando reconhecemos nosso pecado, estamos no caminho para a santidade, mas isso não é suficiente.  Precisamos reconhecer e olhar para Cristo pedir sua graça e ajuda para não desanimarmos e nos entregarmos as nossas paixões por achar já que é impossível mesmo.

 

Dessa forma, precisamos de um encontro com a santidade de Deus para vencer nosso egocentrismo e falsas ideias sobre nós mesmos e percorrer o caminho de vencer o pecado. Esse é o nosso principal chamado, o de nos relacionarmos com Deus. “Sede Santos”, esse é o chamado de Deus a nós.

Por fim, nosso chamado principal é nos relacionarmos com Deus e ser santos, de acordo com o chamado de Deus para nós. Que Deus nos ajude a nos arrepender e a viver uma vida santa, e que nosso desejo de encontrar o Deus Santo nos transforme e nos aproxime mais dele.

Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor”. Hebreus 12:14

 

Nesse mês estamos falando sobre as disciplinas espirituais aqui no blog. Já tratamos sobre algumas delas, mas hoje quero falar sobre a disciplina espiritual da solitude.

 

Solidão vs. Solitude

Vivemos em um mundo frenético, barulhento e apressado. De certa forma, parece que as únicas alternativas são ou sermos engolidos pela ansiedade ou fugirmos dela e nos isolarmos de tudo. Mas não precisa ser assim, pois Deus nos convida a ouvi-lo através da oração e da Palavra e encher o nosso interior da presença dele. A solitude não depende da quantidade de pessoas ao nosso redor ou das circunstâncias, pois é o estado interior de quem está sempre conectado com Deus, mantendo a chama acesa, estando rodeado de pessoas ou sozinho.

 

“A solidão é o vazio do lado de dentro. A solitude é o interior preenchido”

Richard Foster

 

A disciplina espiritual da solitude, ao contrário da solidão, é onde nos encontramos com o silêncio do nosso interior, e no silêncio encontramos a Deus. Mas atenção, essa disciplina deve ser praticada em um contexto de comunhão, submissão e serviço no corpo de Cristo. Sem a vivência com a igreja de Cristo, deixa de ser solitude e se torna isolamento. Mas não deixemos de praticar essa disciplina, pois é quando tiramos tempo para ficar com Deus e ouvi-lo no silêncio que podemos servir melhor a Deus e uns aos outros.


Jesus praticava a solitude

Vejamos o exemplo de Jesus. Ele era um homem extremamente ocupado, pois realizava milagres, curas, pregava, estudava e gastava tempo com as pessoas. Ainda assim, Jesus não era estressado, ansioso ou impaciente. Como será que Ele conseguia?

Lembre-se que Ele era homem, e como nós, ele deveria sentir cansaço, dores no corpo, e todas as consequências físicas de uma rotina agitada. Mas Jesus tinha um segredo: Ele se retirava para falar com o Pai. E podemos ver um pouco disso na disciplina da oração, que de certa forma complementa a disciplina espiritual da solitude.

Antes de começar seu ministério, Jesus passou 40 dias no deserto orando, jejuando e praticando a solitude. Em Marcos 1:35, depois de uma longa noite de trabalho, curando enfermos, Jesus se retira de madrugada para orar. Em várias situações, antes ou depois de uma tarefa exaustiva e/ou importante, Jesus se retirou para ouvir o Pai. Então, o que nos faz pensar que podemos viver as nossas vidas sem fazer o mesmo?

 

A solitude na prática

A presença de Deus no nosso interior está sempre ali, esperando para ser acessada. Porém, como vivemos uma vida agitada geralmente não conseguimos acessar esse lugar com tanta facilidade. Por isso a importância de buscarmos praticar a disciplina espiritual da solitude. Como podemos aplicá-la no nosso dia a dia?

  • Praticar o silêncio

Se calar para ouvir a voz de Deus e as pessoas. Além disso, ser aquele que não fala o tempo todo, mas tem as palavras certas, nas horas certas.

  • Não fugir das “noites escuras da alma”

Muitas vezes, o convite à solitude vem nos momentos difíceis. A nossa tendência é fugir desse lugar, se ocupando de afazeres, evitando encarar nossa própria alma. Porém, abraçar esses dias maus e levá-los aos pés de Cristo é praticar a solitude.

  • Aproveitar os pequenos momentos de solitude

Podemos praticar encher nosso interior enquanto lavamos a louça, no silêncio da manhã antes de todo mundo acordar, ou no silêncio da noite, quando todos já foram dormir. Podemos aproveitar o trânsito para meditar e conversar com Deus. Se observarmos, nosso dia nos oferece várias oportunidades de praticarmos a disciplina da solitude.

  • Ter um “lugar silencioso”

Apesar de podermos ficar a sós com Deus independente de um lugar específico, por que não investir em separar um lugar só para isso? Investimos em nossa sala para receber as pessoas ou no nosso quarto, para dormirmos bem. Que tal pensar onde e como você poderia criar um um “lugar silencioso” na sua casa para estar com Deus?

  • Encontrar lugares fora de casa

Pode ser que na sua casa não tenha como separar um lugar para praticar a disciplina da solitude. Porém, na sua cidade talvez tenha um parque, um lago, uma praia, enfim, um lugar ao ar livre ou um lugar mais reservado onde você possa se conectar com Deus.

  • Faça pequenos retiros ao longo do ano

Crie a tradição de se retirar por alguns dias apenas para ouvir a Deus, ler a Bíblia, jejuar e descansar. Não deixe para fazer isso apenas quando estiver esgotado, mas busque investir e separar tempo para isso.

 

Assim como todas as disciplinas espirituais, dependemos da graça de Deus para praticar a solitude. Além disso, não é uma forma de medir a nossa espiritualidade, é apenas o meio pelo qual somos libertos e cheios. O fruto de praticar a disciplina espiritual da solitude é ter mais sensibilidade e compaixão pelas pessoas. Afinal, somos libertos de estarmos cheios de nós mesmos, para estarmos cheios de Deus e poder transbordar isso para o nosso próximo.

 

Fonte: Celebração da Disciplina – Richard Foster