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Como Orar pelo Rio Grande do Sul

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Diante das recentes adversidades que afetaram o sul do nosso país, o Senhor nos convida a nos posicionarmos como intercessores. Separamos aqui algumas dicas e diretrizes para te ajudar nesse papel, e te auxiliar em como orar pelo Rio Grande do Sul.

Primeiramente, precisamos compreender que interceder é colocar-se diante do Senhor, pedindo por aqueles que ainda não sabem que tem acesso ao Pai. É colocar o seu coração disponível para sentir a dor dos que sofrem e chorar com eles. Em outras palavras, é transbordar de compaixão. E, a partir desse lugar, pedir a Deus por aquilo que está em Seu coração.

Em segundo lugar, é necessário ter confiança que o Senhor ouve cada uma das nossas orações. Seus ouvidos não estão tampados e suas mãos não estão encolhidas para fazer (Isaías 59:1). Através de Jesus, podemos nos aproximar com confiança do trono de Deus e pedir, sabendo que receberemos ajuda em tempo oportuno (Hebreus 4:16).

A fim de te ajudar nessa jornada, separamos alguns motivos para te ajudar a guiar suas orações:

Ore para que as chuvas parem e as águas sequem – Marcos 4:35-41

Em Marcos 4 vemos o relato dos discípulos de quando Jesus acalmou uma tempestade. Precisamos nos lembrar que o Senhor não muda, consequentemente, podemos pedir a Ele que controle as chuvas, que acalme tempestades e faça secar a água.

Ore por Esperança e consolo – Romanos 15:13 / 2 Coríntios 1:3-5

Nós oramos ao Deus da Esperança, ao Deus de toda consolação. Ore para que Ele encontre os corações com esperança, alegria e paz. Ainda que as circunstâncias sejam devastadoras, Ele é capaz de encontrar os corações com a paz que excede todo entendimento.

Ore pelos voluntários – Efésios 3:16-19

O trabalho na linha de frente é exaustivo e emocionalmente desafiador, portando, ore para que os voluntários sejam fortalecidos. Peça por sabedoria e graça para ajudar e convicção de que o trabalho deles não é em vão. Ore para que, a medida com que amam o próximo, sintam mais intensamente o amor do Senhor.

Ore pelos governantes – 1 Timóteo 2:1-4

Lembre-se, nós oramos ao Deus que possui o coração dos reis em suas mãos eos dirige como quer (Proverbios 21:1). Apresente em suas orações os prefeitos das cidades afetadas. Ore pelo governador do Rio Grande do Sul e por todos os políticos que exercem algum tipo de influência sobre o Estado. Comece pedindo pelo temor do Senhor, que é o princípio de toda a sabedoria. Peça por graça sobre suas emoções e por estratégias divinas para os próximos passos. Sabemos que haverá um longo caminho para a reconstrução e reabilitação de todas as famílias desabrigadas, por isso peça por justiça e um transbordar de generosidade.

Ore por Salvação – Colossenses 1:9-11

Em meio ao caos, ore para que as pessoas tenham encontros verdadeiros com o Salvador. Peça para que elas sejam encontradas com o pleno conhecimento da vontade de Deus e, em meio a dor e ao desespero, conheçam aquele que é a esperança eterna.

Ore pelo Retorno de Jesus – Apocalipse 22:17

Finalmente, mais do que qualquer outra coisa, as circunstâncias atuais devem nos levar a clamar Maranata! Nosso Salvador virá para reinar em justiça, haverá um dia em que toda lágrima será enxugada, não haverá mais pranto ou dor. Essa é a nossa bendita esperança, Jesus Cristo.

Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.

Tito 2:12-13


Existem muitas formas de ajudar as pessoas do Rio Grande do Sul.

Faça doações de roupas, produtos de higiêne, limpeza, fraldas, toalhas de banho e de rosto, água entre outros itens.

Procure se informar a respeito das ações realizadas na sua região e seja um voluntário.

Para doar para a criação de abrigos de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade, acesse o site SOS RS

Você é uma pessoa observadora? Daquelas que, quando entra em uma igreja, presta atenção em tudo? Desde a forma como é feita a recepção, o que é dito durante o culto e como os membros se comportam? Sem dúvidas sou assim. Gosto de observar as pessoas em cada uma das igrejas por onde passo. Olho como agem entre si.

Frequentemente, ao conversar com alguém que pertence à mesma congregação há anos e continua crescendo espiritualmente, busco entender os aspectos que tornam aquele lugar especial para eles.

Características de uma Igreja Saudável

Ao longo de toda história da igreja, há marcas que registram características que fazem a igreja de Cristo ser saudável. A bíblia nos ensina e nos exorta sobre a importância da igreja e sobre como ela é fundamental para um crescimento saudável.

Ao olharmos para o livro de Filipenses, algumas características se destacam, como o sofrimento e a perseverança. Eram pontos de dificuldade que a igreja daquela época tinha e que persistem até os dias de hoje.

Entretanto, hoje vamos conversar sobre um tema específico: A Unidadade. E também conhecer o que Jesus nos ensina para assim, sermos e construirmos igrejas saudáveis, de acordo com os princípios e valores do reino de Deus.

A igreja local

Primeiramente, é essencial reconhecer que nenhuma igreja está livre de problemas. A perfeição só será alcançada com a segunda vinda de Jesus!

Mas, enquanto isso não acontece, precisamos aprender com os ensinos que já recebemos.

Unidade

Em Filipenses 2, o apóstolo Paulo exorta a igreja local de Filipos dando ênfase para a importância de unidade entre as pessoas.

Isso não só aconteceu em Filipos, como ressoa ao longo de toda história da Igreja. A unidade da igreja local é um desafio permanente, e ao observar a carta de Paulo, compreendemos que a solução para a falta de unidade não se resolve sem Jesus. É necessário seguirmos o seu exemplo.

A Profundidade da Unidade Cristã

Nos primeiros versos do capítulo 2 de Filipenses, Paulo exorta os irmãos a viverem em um só propósito, mente e coração. E, para que os Filipenses entendessem como eles poderiam alcançar isso, o apóstolo fala das atitudes e da vida de Jesus.

Uma das escolhas do mestre foi humilhar-se e servir a todos. “Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.” Filipenses 2.6-7

Ao refletirmos sobre alguns aspectos da Trindade, podemos observar a unidade entre Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo. O próprio Jesus, quando estava prestes à ir para cruz, orou ao Pai dizendo: “Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:20,21.

Jesus considerou tão importante a questão da unidade entre os cristãos, que em sua última oração foi o que pediu ao Pai.

A Unidade entre o Pai e o Filho

Interessante observar a perfeita sincronia entre Jesus e Deus Pai. Quando Jesus declara uma palavra de vida nos evangelhos, o próprio Deus também declara. Em João 5:19, vemos Jesus falando aos judeus, que Ele só pode fazer aquilo que vê o Pai fazer.

Essa unidade da Trindade foi o desejo de Jesus e a oração feita por ele, em João 17, pelos cristãos. O desejo que nós, irmãos e irmãs, desenvolvêssemos uma íntima relação e de entrega mútua.

Entretanto, é importante ressaltar que a perfeita união não é uma família sem problemas ou que as pessoas precisam ter a mesma opinião. Trata-se, no entanto, de uma família que em todo tempo decide amar, mesmo em suas diferenças e adversidades.

Desafios para a unidade

1) A busca pelo próprio interesse – é tão comum vermos situações de rivalidade e de orgulho no corpo de Cristo que muitas vezes não agimos contra esse comportamento. O apóstolo Paulo mostra que é preciso um coração humilde, onde as pessoas se preocupam umas com as outras e não só com seus próprios interesses.

2) Sentimento de superioridade – talvez ainda precisamos enfrentar o desejo de sermos prestigiados e servidos, e até mesmo, de que somos indispensáveis e mais importantes do que aqueles ao nosso redor. Inegavelmente, essa é uma das atitudes que impedem a unidade.

Como venceremos esses obstáculos que impedem a unidade da igreja?

Só há uma solução! Olharmos e seguirmos o exemplo de Jesus. As atitudes dele, relatadas nos evangelhos, dão grandes ensinamentos de humildade e serviço. Mesmo sendo maior que todos nós se esvaziou de todos os seus direitos, não ousou ter vantagem pelo fato de ser Deus. Não ousou tomar para si aquilo que lhe era por direito. Nasceu em uma família pobre, em uma cidade simples e em condições desfavoráveis. Ele escolhe vir, servir e morrer.

Portanto, é necessário que o relacionamento entre nós, cristãos, seja a partir da mente de Jesus.

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união (…) Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.”

Devemos decididamente abraçar a mente de Cristo, e mais do que admirá-lo, seguir seu exemplo. Com certeza maravilhas Ele irá fazer no meio do Seu povo. Aqueles que decidem caminhar juntos.

Neste texto, iremos abordar a mensagem do profeta Isaías relacionada ao jejum que agrada a Deus. Isaías é um profeta conhecido por suas profecias sobre a vinda do Messias e é considerado o profeta das promessas. O livro de Isaías contém várias referências ao jejum. E assim, transmite a mensagem de que o jejum não deve ser apenas um ato ritual, mas sim uma expressão do compromisso pessoal de seguir a vontade de Deus e ajudar os outros.

Assim, Isaías, cujo nome significa “YAHWEH é salvação” ou “YAHWEH deu salvação”, era filho de Amós. Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Isaías, mas no capítulo 6 do livro de Isaías, é registrado o seu chamado a profetizar por meio de uma visão do trono de Deus no templo. Logo, nessa visão, Isaías é purificado de seus pecados por um serafim enviado por Deus e é comissionado a levar a mensagem de Deus ao povo.

“Então um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz. 7 Com ela tocou a minha boca e disse: “Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado”. 8 Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós? ” E eu respondi: “Eis-me aqui. Envia-me! ” Isaías 6:6-8

Foco das profecias de Isaías

Portanto, as profecias de Isaías estão principalmente focadas em Jerusalém e tratam de punição, juízo e redenção para os pecados de Israel, Judá e das nações vizinhas. Porém, ele também traz palavras de conforto e esperança do Senhor. Suas profecias estão relacionadas a eventos que ocorreram durante o reinado de Ezequias.

O livro de Isaías e o jejum

O livro de Isaías contém várias passagens que mencionam o jejum. E portanto, Isaías 58 é um capítulo específico que aborda o tema do jejum e faz uma crítica aos jejuns hipócritas praticados na época. Assim, o profeta questiona a motivação por trás desses jejuns, destacando que eles eram realizados apenas para impressionar os outros e obter vantagens pessoais.

O verdadeiro jejum que agrada a Deus

Sendo assim, Isaías enfatiza que o verdadeiro jejum deve envolver uma atitude de humildade e serviço aos outros. Ele declara que um jejum que agrada a Deus é aquele que envolve ações como compartilhar comida com os famintos, fornecer abrigo aos sem-teto e vestir os que estão nus. Portanto, o jejum não deve ser uma forma de autopunição, mas sim uma maneira de nos aproximarmos de Deus e ouvir Sua orientação.

Vale também ressaltar o valor espiritual do jejum. O autor Pink afirma que o jejum reflete nossa falta de merecimento, nosso senso de inutilidade das coisas terrenas e nosso desejo de direcionar nossa atenção para as coisas do alto.

“Quando o coração e a mente são profundamente exercitados com relação a um assunto sério, especialmente o de um tipo solene e pesaroso, há uma indisposição para alimentar-se, e a abstinência a partir daí é uma expressão natural da nossa falta de merecimento, do nosso senso de inutilidade comparativa das coisas terrenas, e do nosso desejo de fixar a nossa atenção nas coisas do alto”. (A.W. Pink)

A superficialidade do jejum hipócrita

Então, Isaías repreende o povo por seu jejum hipócrita, que não produz resultados verdadeiros. O povo busca a Deus apenas de forma externa, cumprindo rituais religiosos, mas seu coração está distante do Senhor. Eles buscam o favor de Deus através do jejum, mas continuam envolvidos em práticas injustas, explorando seus empregados e se envolvendo em discussões e brigas. Deus não aceita um jejum vazio de verdadeira devoção e amor ao próximo.

“Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto”. Isaías 58:4

Logo, Isaías destaca que o jejum deve ser acompanhado por uma mudança de atitude e motivação. Afinal, não é apenas a abstinência de alimentos que agrada a Deus.

 

Como fazer um jejum que agrada a Deus

Diante disso, quero compartilhar alguns pontos práticos para fazer um jejum que agrada a Deus:

1. Jejue com propósito: jejuamos para nos colocar em fraqueza voluntária

O jejum é um dos métodos pedagógicos de Deus para doutrinar nosso corpo, mente e coração a escolher e buscar o que realmente importa, o que realmente é necessário. Então, esteja atento a cerca da motivação correta no jejum. O jejum centraliza a nossa santificação naquele que pode nos santificar. Além disso, o jejum alinha os nossos afetos e a nossa atenção, ou seja, enquanto a carne é enfraquecida o nosso homem interior é fortalecido e suprido com a verdadeira comida.

Então, antes de iniciar um jejum, reflita sobre qual é o seu propósito. Ore e peça a Deus que revele o que Ele quer que você alcance nesse tempo por meio do jejum

2. Jejue com humildade: jejuamos para romper com o orgulho e soberba do nosso coração

O jejum é uma forma de nos humilharmos diante do nosso Deus, reconhecendo que somos dependentes Dele em todas as áreas de nossas vidas. Assim, através do jejum, negamos a nós mesmos e buscamos a vontade de Deus acima das nossas próprias vontades.

Então, desenvolva devoção como uma expressão de nosso amor e busca constante de comunhão com nosso Deus em oração, meditação na palavra e louvor. Além do mais, ambos são uma forma de demonstrarmos nossa humildade e dependência de Deus em nossa jornada espiritual.

Lembre-se do que o Apóstolo Paulo nos incentiva em Romanos 12.1

Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se
ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Romanos 12:1

3. Jejue praticando a justiça e a misericórdia: Jejuamos para nos tornarmos cada vez mais parecidos com Jesus

O jejum é uma oportunidade para praticar a justiça e a misericórdia. Assim, ajude os necessitados, visite os enfermos, ore pelos desesperançados. Ou seja, faça algo concreto. Em devoção responda ao amor de Deus, que se manifesta em nossa vida diária, através de nossa obediência e serviço a Ele e ao próximo. Na verdade, viver uma vida de devoção a Deus é praticar a justiça e a misericórdia em todos os momentos.

Lembre-se do que Jesus nos ensinou em seu sermão do monte:

 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Mateus 5.6-7

4. Jejue buscando a comunhão com Deus: Jejuamos para estarmos sensíveis a sua voz e obedientes a sua vontade

O jejum é um convite para nos aproximarmos de Deus e ouvir Sua voz. Portanto, o propósito do jejum é buscar a Deus de forma mais profunda e intencional. Busque a comunhão com Ele por meio da oração, da leitura da Bíblia e da meditação.

5. Jejue se lembrando do alvo: Deus é o propósito primário do jejum

O jejum deve iniciar em Deus e ser guiado por Ele. Assim, mantenha seu foco no propósito do jejum e não desvie dele. Não permita que o jejum se torne uma mera prática religiosa, mas sim um ato de devoção a Deus e de serviço aos outros. Além de toda e qualquer recompensa que pode ser obtida através da prática do jejum, devemos faze-lo por amar mais a Ele, do que tudo que Ele pode nos dar.

6. Jejue para ser satisfeito Nele: Jejuamos para nos lembrarmos de que Ele é suficiente

O jejum é um grito dentro de cada um de nós, as coisas deste mundo não são capazes de nos satisfazer. “Fomos criados por Ti e para Ti. Traga-nos de volta mais uma vez a esse lugar”.

7. Jejue para cultivar a saudade: Jejuamos para cultivar a saudade pelo Noivo.

O jejum é, para nós cristãos, uma espécie de lamento e declaração de que as coisas não estão satisfatórias. Por mais que nossa vida esteja bem, por mais que sejamos prósperos, tenhamos boa saúde, família e riquezas, sabemos que nenhum dos prazeres dessa vida nos é suficiente, enquanto Jesus não estiver presente conosco.

Jesus foi questionado pelos discípulos de João Batista por que os Seus discípulos não
jejuavam.

“Então os discípulos de João vieram perguntar-lhe: Por
que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não? 15 Jesus respondeu: Como podem os convidados do noivo ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Virão dias quando o noivo lhes será tirado; então jejuarão.” Mateus 9:14-15

A resposta de Jesus nos traz muita clareza sobre o jejum. A vinda de Jesus trouxe consigo um novo amanhecer. O Noivo estava no meio deles. Era tempo de festejar, não de jejuar. Jesus responde à necessidade de jejuar se referindo ao tempo em que Ele se ausentaria: “Então jejuarão”. A hora é agora!

 

Fome por Deus

Aqueles que anseiam andar em intimidade com Deus, devem ouvir esse convite de Jesus de jejuar, uma vez que o noivo não está presente. Além do mais, um dos propósitos do jejum é nos conectar com a fome que há no nosso coração por sua presença. E essa fome será saciada com o retorno do Noivo.

“A terra natal do jejum cristão é a saudade de Deus” – John Piper – Fome por Deus

 

Orar o Salmo 23 é mergulhar numa jornada de confiança e segurança sob o cuidado do Senhor, na convicção que Ele é o nosso Pastor. Esse salmo, de forma poética e profunda, oferece não apenas conforto, mas também um modelo de oração que reconhece a soberania de Deus sobre todas as circunstâncias da vida.

Por Que Orar a Bíblia

Orar a Bíblia é mais do que ler as Escrituras. É um diálogo onde falamos com Deus sobre suas promessas, permitindo que as verdades eternas transformem nossos corações e mentes. Esta prática fortalece nossa fé e nos ensina a depender completamente de Deus. Embora seja importante conversarmos com Deus a respeito das nossas próprias emoções, orar as escrituras é uma declaração de que elas não nos governam. Mesmo que as circunstâncias sejam adversas, declarar as escrituras alinha os nossos corações com a verdade.

Sendo assim, orar as Escrituras é essencial porque permite que as palavras de Deus se tornem as nossas palavras em oração. Elas nos ajudandam a focar nos temas que são alinhados com a vontade divina. Isso não só enriquece nossa vida de oração como também fortalece nossa compreensão teológica e nos mantém ancorados nas promessas de Deus. Especialmente em tempos de incerteza e desafio.

Utilizando os Salmos como Orações

Os Salmos constituem uma parte fundamental do Livro de Orações, abrangendo um espectro completo de emoções humanas — de lamentos profundos a alegrias exuberantes. Ao observarmos os salmos com cuidado, encontraremos linguagem para cada uma das nossa circunstâncias. Semelhantemente, ao utilizar o Salmo 23 como oração, verbalizamos nossa confiança na liderança e no cuidado de Deus, agradecendo pela sua proteção e provisão mesmo nos “vales mais sombrios” da existência.

Como os Salmos Facilitam a Expressão Emocional

Os Salmos são singularmente poderosos porque oferecem palavras para expressar nossos sentimentos mais profundos para com Deus, permitindo que reconheçamos nossa dependência dele em todas as áreas da vida. Eles nos ajudam a expressar gratidão, medo, arrependimento, e até mesmo raiva, de maneiras que são sinceras e teologicamente sólidas.

O Contexto Histórico de Salmo 23

Escrito por Davi, que foi pastor de ovelhas antes de se tornar rei, o Salmo 23 é rico em imagens pastorais que falam de proteção, orientação e cuidado contínuo. Este contexto não apenas enriquece nossa compreensão do salmo como também ilustra profundamente a relação de Deus com seu povo.

Davi: O Pastor-Rei

Antes de sua unção como rei, Davi passou seus primeiros anos cuidando de ovelhas, uma experiência que moldou profundamente sua compreensão de liderança e dependência de Deus. Ao escrever este salmo, Davi se inspira em sua própria experiência como pastor, descrevendo o Senhor com a mesma responsabilidade, cuidado e previsão que ele mesmo praticava.

O bom Pastor

Assim como no Salmo 23, podeoms encontrar em outras passagens bíblicas a metáfora de pastor e ovelhas para descrever a relação entre Deus e Seu povo. Aqui estão alguns versículos notáveis que exploram essa temática:

  1. João 10:11– “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.”
  2. João 10:14-15 – “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.”
  3. Ezequiel 34:11-12 – “Pois assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e as vigiarei. Como o pastor vigia o seu rebanho no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim vigiarei as minhas ovelhas e as livrarei de todos os lugares por onde foram espalhadas num dia de nuvens e de escuridão.”
  4. Salmo 100:3 – “Sabei que o Senhor é Deus! Foi ele quem nos fez, e somos dele: somos o seu povo, e ovelhas do seu pasto.”
  5. Isaías 40:11 – “Como pastor, ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeiros e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele guiará mansamente.”
  6. 1 Pedro 2:25 – “Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.”

Orando o Salmo 23

Embora não se saiba ao certo a data em que esse Salmo foi escrito, podemos ver maturidade na jornada de Davi. Ele entrelaça, de forma poética, sua vida e história aos atributos de Deus. Exaltando o caráter do criador acima de suas próprias emoções.
A peça central, em cada parte do Salmo é: quem o Senhor é.

Da mesma maneira, com os olhos fixos em Deus, podemos orar que:

Senhoré o meu pastor; nada me faltará.
  • Entendemos a soberania do Senhor
  • Confiamos em sua provisão
  • Buscamos intimidade com nosso pastor, aquele que da a vida por suas ovelhas
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
  • Descansamos, independente das circunstância
  • Confiamos na liderança do Senhor
  • Esperanmos por um futuro de paz e não de mal.
  • Contemplamos a fidelidade do Senhor, pois não pode negar a si mesmo
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
  • Temos a certeza de que não estamos sozinhos
  • O medo não nos controla, por entendermos que o Senhor é maior
  • Confiamos que a correção do Senhor vem de um lugar de amor
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. 
  • Percebemos que existe lugar para perdão e restauração de relacionamentos
  • A presença do Senhor, mais uma vez, no enche de coragem
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor por longos dias.
  • Cremos que todas as coisas cooperam para o bem, são bondade e misericórdia
  • Finalmente, fixamos os nossos olhos em um futuro de glória, pois em breve estaremos em Sua presença

 

Orar o Salmo 23 é abraçar uma jornada de proximidade com Deus, reconhecendo Sua soberania e amor inabaláveis. Sobretudo, é aprender adorá-lo, como o centro de toda a história. Sabendo que nossas circunstâncias ou emoções não alteram o Seu caráter.
Que sua jornada de oração seja enriquecida pelas verdades eternas deste salmo e fortalecidade pela convicção de que o Senhor é nosso pastor.

Você já ouviu falar de LEDCO? Faz alguma ideia do que se trata? LEDCO é uma ferramenta super simples e fácil de aplicar que tem como objetivo principal te ajudar com a sua meditação bíblica! Você provavelmente sabe que a meditação nas escrituras é umas das armas mais importantes da jornada de um cristão. É por meio dela que mantemos a nossa conduta pura, que recebemos conselhos de Deus, somos encorajados e temos a nossa mente renovada. Sendo assim, existem diversas formas de meditar nas escrituras, e o LEDCO é uma delas! 

Trata-se de 5 passos simples para um relacionamentos mais profundo com a palavra. São eles:

 

LER

Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei. (Salmos 119:18)

O primeiro passo para a meditação nas escrituras no modelo LEDCO é a leitura. Antes de mais nada ore, pedindo ao Espírito Santo que abra os seus olhos para as maravilhas das escrituras e em seguida leia. Procure versões diferentes do mesmo texto, tente trocar palavras por sinônimos e até mesmo parafrasear o versículo, mudando a ordem das palavras e buscando um novo sentido ou uma nova interpretação.

ESCREVER

Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e a eles obedecerei até o fim. (Salmos 119:33)

Após a primeira leitura, chegou a hora de meditar, ou seja, se aprofundar naquilo que você acabou de ler. Primeiramente escreva o versículo, seguido das interpretações que você obteve com a sua leitura. Anote outras versões e busque compreender o contexto em que o texto foi escrito. Escreva também aquilo que o Espírito Santo falar especificamente para você, como formas de aplicar essa escritura na sua vida. Uma boa ferramenta para esse momento são as referências cruzadas, que te levarão a outras partes das Escrituras relacionadas ao versículo inicial. Após pesquisar e entender diferentes aspectos do verso, escreva tudo!

DECLARAR

Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ser envergonhado. (Salmos 119:46)

O próximo passo é dizer em alta voz o versículo que está estudando. Repita-o até que se torne verdade para o seu coração. Sem dúvida, há muito poder em declarar as verdades das escrituras e conforme fazemos isso, novas revelações a respeito do versículo virão. Declare também as referências cruzadas e permita que, a medida que você declara, as escrituras transformem a sua forma de pensar e a verdade se torne o fundamento firme da sua vida.

CANTAR

Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação. (Salmos 119:54)

Nossas canções podem mover o coração de Deus e Ele não se importa com a sua afinação ou estilo musical favorito. Por isso, quando conseguimos romper com a vergonha e permitimos que as escrituras saiam de nós em forma de canção, nossos corações são tocados com novas revelações e a palavra começa a ser gravada em nosso interior. É nessa etapa que começamos a responder ao Senhor, pois é aqui que as verdades que entraram em nossos corações começam a transbordar de forma espontânea como resultado daquilo que estudamos.

ORAR

De todo o coração suplico a tua graça; tem misericórdia de mim, conforme a tua promessa. (Salmos 119:58)

Finalmente, a última etapa desta ferramenta consiste em responder a Deus de forma direta, orar. Pegue as suas anotações e converse com Deus a respeito delas. Agradeça por quem Ele é, por tudo o que foi revelado e peça ajuda para viver de acordo com a Sua vontade. Seja persistente nesse ponto, pois a mudança muitas vezes demora para ocorrer. Lembre-se, quando oramos a palavra, nos tornamos parceiros de Deus, declarando aquilo que Ele mesmo já havia demonstrado ser a Sua vontade. Nesse processo, nosso relacionamento é aprofundado e nossa fé ainda mais firmada, por isso não devemos desistir.

Chegamos ao final do LEDCO, mas é bom saber:

O mais importante na meditação bíblica é a persistência. Torne isso um hábito, escolha um versículo e medite sobre ele durante uma semana inteira. Não cesse de declarar, cantar, orar e escrever o que o Espírito Santo te mostrar. 

Aproveite também para compartilhar com a sua família, um grupo de amigos, seu namorado(a) ou noivo(a) a experiência de ser transformado pelas verdades da Palavra. Converse com eles e combinem um dia para compartilhar suas meditações. Discutam suas interpretações do texto e orem juntos. Há verdadeiro poder quando oramos a respeito das escrituras e permitimos que o Espírito Santo trabalhe livremente em nosso meio. Podemos ver a transformação completa dos nossos relacionamentos, assim como cada aspecto das nossas vidas.

Dicas práticas para começar o seu LEDCO

  1. Primeiramente, encontre um lugar tranquilo, para evitar que outras pessoas te interrompam;
  2. Lembre-se de limpar o seu calendário. Separe um tempo específico para a meditação e certifique-se de que não precisará interrompê-la para correr para outros compromissos;
  3. Em seguida escolha o versículo com antecedência, não deixe para o momento da meditação, pois isso pode tomar um tempo valioso. Caso não tenha ideia de por onde começar, tente Salmos ou Provérbios;
  4. Separe um espaço para anotações. Pode ser um caderno, aplicativo, bloco de notas, Word, o que funcionar para você, e dentro desse espaço coloque uma coluna para Distrações. Durante sua meditação, sua mente vai querer ir para outros lugares, como  a lista de supermercado, aquela tarefa incompleta ou o próximo episódio de uma série que você está assistindo. Anote essas distrações e esforce-se para tirá-las de sua mente;
  5. Nesse meio tempo, coloque seu celular no modo avião e evite interrupções;
  6. Finalmente: Ore, ore e ore um pouco mais! O Espírito Santo é responsável por tornar a palavra viva em nós, então não seja tímido ao pedir Sua ajuda;

 

Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.
É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! (Salmos 1:2 e 3)

 

 

 

O Verbo se fez carne: essa é a boa notícia do Evangelho! A mesma voz que no início disse “haja luz” foi pronunciada em meio a um povo que andava em grandes trevas. Logo, aqueles que estavam cegos, vagando como ovelhas sem pastor, agora podem enxergar a glória do Pai na face do Filho. A expressão exata de Deus, o reflexo da luz inacessível.

Nem as melhores expressões e adjetivos são capazes de descrever o mistério e o assombro da encarnação. Isto é do Deus eterno nascendo em uma simples estrebaria de Belém. No céu todos o reconheciam, portanto, na terra poucos o discerniram. Um bebê, na manjedoura sem nenhum traço que o destacasse dos demais. Humano como qualquer um, divino como nenhum outro!

Um menino nos nasceu

Essa revelação é grande demais para nossa limitada compreensão, mas ela não para aí. A obra da redenção revelada na encarnação é consumada na crucificação e confirmada na ressurreição. Assim, a manjedoura e a cruz estão intimamente ligadas como um emblema do Deus que despiu-se de Sua glória e abnegou a sua majestade para resgatar os Seus.

Hoje nos alegramos porque o Menino que nos nasceu, o Filho que nos foi dado, cresceu em graça e em conhecimento. Ele caminhou entre nós e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Logo, nos alegramos porque Ele se humilhou à mais baixa posição, e pela Sua obediência o Pai exaltou acima de todos. O governo está sobre os Seus ombros e o Seu Reino jamais terá fim.

 

Ele não é mais um bebê na manjedoura

A nossa oração por você hoje, é que ao contemplar o bebê na manjedoura, seu coração arda na certeza de que Ele é o mesmo Homem judeu descrito em Apocalipse 1:

¹³ E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
¹⁴ E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;
¹⁵ E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.
¹⁶ E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.
¹⁷ E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
¹⁸ E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.

Apocalipse 1:13-18

Celebramos o nascimento de Jesus Cristo ansiando pelo Seu retorno glorioso! Ele nasceu, morreu, ressuscitou, está agora à destra do Pai, mas ficará no céu para sempre.

Levanta a mão quem ama o Natal! Provavelmente, você está com as mãos para cima. Aliás, eu garanto que você não vê a hora de poder sentar-se à mesa juntamente com seus familiares. E se porventura eles estiverem geograficamente distantes, a saudade será imensa.

Esse momento de estar à mesa me faz lembrar de que todos pertencemos a uma família ainda maior. Somos participantes de uma festa vindoura, um grande banquete de celebração.

Você já parou para pensar que quando se está à mesa na festividade natalina outras milhares de pessoas pelo mundo também estão? Portanto, mesmo todos sendo de famílias distintas partilham e compartilham das maravilhas da ceia de Natal? Assim, todos juntos ali têm o mesmo objetivo e estarão saciados e alegres. Logo, o natal tem uma razão. É não apenas o nascimento de um menino mas também um renascimento da esperança para os que creem na vida gloriosa de Jesus Cristo.

 

Eu não gostava do natal, mas…

Mas antes preciso confessar um pequeno detalhe: eu aqui, que vos escrevo, não gostava do natal. Vocês acreditam?!

O Natal me parecia uma data para gastar dinheiro, passar calor em comércios e novamente, passar calor. Até que ele me foi apresentado como um momento diferente e único de reflexão profunda que aponta para uma bendita ESPERANÇA.

E você deve se perguntar:

“Como assim esperança?! Irmã Elô, me desculpe a sinceridade, mas Jesus não nasceu em dezembro. Esperança? Muito provavelmente, você não passou o natal na minha casa. Quando nos reunimos há discordâncias, muito amigo secreto e discussão sobre política (risos).”

Amigos, certamente não os conheço pessoalmente e não tive o prazer de passar essa festividade com vocês. Bem sei que mesmo diante das peripécias que temos com as nossas famílias, há espaço para pensarmos sobre porque o natal nos oferece uma esperança. Gostaria de compartilhar essa porção das escrituras:

“O povo que andava em trevas viu uma grande luz sobre os que habitavam na terra da sombra da morte.

(…) Porque um menino nasceu, um filho nos foi concedido. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. O seu domínio aumentará, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecê-lo e firmá-lo em retidão e em justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso”.

Isaías 9:2, 6-7.

Vejam, são as boas novas! Um deleite está preparado para os que creem. O Cristo, o Deus Encarnado, nasceu. Agora uma esperança foi dada a toda humanidade. Por meio do nascimento do Filho de Deus, que deixou toda sua Glória e majestade, podemos hoje experimentar uma sublime esperança. Uma grandiosa bênção nos foi concedida.

 

A bendita esperança

O Deus vivo que desceu dos céus veio para a salvação. Por esse motivo comemoramos. Por essa razão deveríamos estar com nossos irmãos e amigos, todos juntos no Natal, sentados à mesa para a celebração da vida, e além disso, nos lembrando que a luz dos homens, o primogênito de toda criação, Ele está nos mais altos céus e que um dia retornará.

Irmãos, certamente haverá um dia que estaremos à mesa e nos satisfazemos Nele.. Naquele dia, meus amigos, o Cristo ressurreto não terá de ir. Pelo contrário, o veremos face a face assim como Ele é e estaremos unidos para sempre. Essa é a esperança cristã. Ela é viva e celebra a vida de Jesus.

 

Gostaria de convidá-los para que neste Natal possamos trazer à memória a única certeza que temos: que Jesus veio a terra para nos dar vida e uma vida em abundância. Junto com sua família sente-se à mesa lembrando que estamos celebrando o Deus Emanuel,  e que um dia estaremos sentados com Ele em seu grande banquete.

Glórias nas alturas! Sejam a honra, a glória pelos séculos dos séculos a Jesus Cristo, a esperança viva!

O nosso Redentor vive!

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concedeu o seu favor.” Lucas 2:14

Feliz natal e boas festas!

Quero trazer uma reflexão de natal aqui e falar de uma pessoa que há muitos anos tenho compartilhado sobre sua vida. Não é uma personagem muito comum de se falar na época do natal. Por isso, eu quero trazer aqui um ângulo diferente da vida e do testemunho de Ana, a partir de Lucas 2.

Talvez a pergunta mais feita no período do natal é “Por que Jesus veio ao mundo?”, ou “Qual é o sentido e o motivo do natal?”. Logo, se você é pai de uma criança, com certeza já se deparou com alguma variação dessas perguntas aqui. Obviamente a resposta para nós é que o Natal tem tudo a ver com Cristo e precisa ter a ver com Ele.

Nesse tempo, temos a oportunidade de convidar Jesus para as nossas mesas e nossas conversas como em nenhum outro momento. Não podemos deixar nenhuma outra “magia” roubar do nosso coração ou dos nossos filhos o verdadeiro sentido do natal: o nascimento de Jesus.

 

Testemunhos de natal

Algumas pessoas testemunharam dos eventos em torno do nascimento de Jesus. Como Isabel, prima de Maria, por exemplo. Ela afirma que Jesus é o Senhor dentro de um contexto onde a expectativa messiânica descansava no coração de um povo aparentemente desamparado e esquecido por Deus.

Ela chama um bebê de “meu Senhor” (Lucas 1:42-43). E eu pergunto, quem alguma vez tratou uma criança com tanta honra, com tanta dignidade? Assim como os pastores que afirmaram que Jesus, aquele bebê, – não haveria de ser – mas que Ele era o Salvador.

Em Lucas 2:26 Simeão também afirma que Jesus é o Cristo. Portanto, foi lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não veria a morte antes de ter visto o Cristo. Dessa forma, falar desses temas no período do Natal nos traz de volta ao nosso diálogo: “Por que devemos saber quem é Jesus e não só o que Ele fez por nós?”

 

Quem exatamente é Ana?

³⁶ Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; havia vivido com seu marido sete anos depois de se casar
³⁷ e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.
³⁸ Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Lucas 2:36-38

Em Lucas 2, José e Maria estão levando o menino Jesus, de acordo com a lei mosaica, para apresentá-lo no templo no oitavo dia para ser circuncidado. Portanto, a Bíblia diz que Ana servia no templo dia e noite durante décadas. Ela chega ali no momento exato em que Maria e José estão com o menino no colo.

A Bíblia diz que essa mulher era uma profetiza, filha de Fanuel da tribo de Aser. Essa tribo fazia parte das 10 tribos que foram para o norte e foram expulsas da terra. E se dispersaram quando Babilônia invade Israel.  De alguma forma, Ana encontra de volta o seu caminho até Jerusalém.

Contudo, Ana era viúva há muitos anos. Aproximadamente 60 anos, aliás. E desde que ficou viúva ela nunca se afastou do templo. Ela se dedicava à oração dia e noite e assim, toda sua vida girava em torno desse lugar. Além disso, era piedosa, tinha zelo pela casa de Deus e amava o povo de Deus. Ela simplesmente vivia para adorar e servir a Deus.

 

O testemunho de Ana

Outra coisa interessante que nos é dito sobre Ana, é que ela tinha um dom profético. Sendo assim, ela era alguém que recebia uma revelação direta da parte de Deus. O Senhor deu esse presente especial para Ana, que foi cultivado através do seu caminhar próximo com Ele. Dessa forma, sua mente podia ser iluminada pelo Espírito de Deus, e ela tinha discernimento do que estava acontecendo e podia transmitir a outras pessoas.

Quando Ana chega no templo e se depara com Maria, José e o menino Jesus ela dá “graças a Deus”. Eu imagino que haviam muitas pessoas ali. Os sacerdotes que trabalhavam no templo, outros meninos que seriam apresentados também. Porém, Ana chegou e discerniu que aquele não era um menino qualquer.

Aquela mulher entendeu o que o Senhor estava fazendo naquele templo. Muitos não perceberam, embora eram pessoas que afirmavam falar em nome de Deus. Eles não viram e não sentiram Deus. Um homem comum, como Simeão – que não era um sacerdote e ninguém importante – que reconheceu que Deus estava no meio deles. E além dele, Ana que chega ali, e é revelado para ela que o menino era aquele a quem eles esperavam há séculos.

De profetiza a evangelista

Ali, diante dos olhos de Ana, o menino que a Bíblia profetizou que haveria de vir. E assim, diferente de todos os outros testemunhos que falamos antes aqui, Ana diz que Ele é o redentor. Ela proclama e conta a todos a respeito da redenção de Israel.

Ana era uma profetiza, e agora se torna uma evangelista. Ela assume esse papel de anunciar sobre o Salvador. Assim, a Bíblia nos diz que a mensagem de Ana era essa: Ele é o redentor, o resgatador que nos comprará de volta do domínio do mal, o que nos resgatará das mãos dos inimigos de Deus.

No primeiro natal, ao ver Jesus, Ana dá graças a Deus e testemunha dele a todos que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

O que é um redentor?

Redenção é uma palavra que todo cristão deveria conhecer e ser capaz de explicar o que significa. Além do mais, Ana poderia ter saído para testemunhar e ter falado tantas outras características de quem Ele era. Todavia, no contexto do primeiro natal, o testemunho de Ana foi dizer ao povo de Israel que o Redentor chegou.

Quando ela disse que a redenção de Israel chegou, ela está dizendo que o resgatador disposto a pagar o preço para tirá-los debaixo do domínio que eles estavam e colocá-los debaixo de outro domínio. Afinal, um resgatador, no sentido bíblico, era aquele pagaria o preço do resgate.

 

Uma história de redenção

Muito se fala no Novo Testamento sobre a redenção, sobre sermos redimidos por Cristo. Portanto, Ana não tinha as palavras de Paulo e nem mesmo os Evangelhos. Logo, ela olhava para o Antigo Testamento e entendia “redentor” no contexto do que essa porção das Escrituras nos mostra sobre isso.

Neste caso, vemos no livro de Êxodo o grande propósito de Deus que é reunir um povo de cada tribo, nação que o ame, o adore, o glorifique e desfrute dele para sempre. E a história da redenção começa com um homem chamado Abraão e a partir de sua linhagem o redentor haveria de vir. Contudo, até então não se sabia qual seria o preço a ser pago pelo resgate. Além disso, toda a história do Antigo Testamento mostra um Deus redimindo o seu próprio povo.

 

O Redentor vive!

²⁵ Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
²⁶ E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, Jó 19:25,26

 

Ana estava esperando este Redentor. Ela viu e acolheu o menino Jesus pois ela sabia quem Ele era. Com seus 84 anos, talvez Ana não viveu tempo suficiente para ouvir os ensinamentos de Jesus 30 anos depois. Mas a sua esperança era que um dia viria o seu Redentor.

Portanto, nenhuma mente consegue entender perfeitamente como será o dia em que a profecia em que Jó declara se cumprirá. O dia em que Deus se levantará sobre a terra e seus olhos o veriam. Mas ele declarou tão profundamente que a obra do Redentor se estende além dessa vida. Hoje já podemos desfrutar de parte do que Cristo comprou, mas o melhor e a maior parte de tudo ainda está por vir.

Deus resgatará seus filhos e filhas e o mundo inteiro será redimido. Haverá novos céus e nova terra. Tudo será novo! Essa é a esperança que o Redentor trouxe!

Essa é a esperança do natal!

 

Pr. Vinicius Sousa

Palavra do culto da Fhop Church do dia 3 de Dezembro de 2021

 

Assista abaixo:

Culto Fhop Church: Reflexões de Natal: O testemunho de Ana

O senhorio de Deus é suficiente para atrair o meu amor por Ele?”. Esse foi o questionamento que veio ao meu coração enquanto meditava em Marcos 12.30. Será que Ele tem sido suficiente para ser o meu único amor?

“Ame o Senhor, o Seu Deus, de todo coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.”

Marcos 12.30

Afinal, quando estamos em um lugar de suficiência e confiança plena no amor de Deus todas as coisas perdem o seu valor. Assim, fixamos os nossos olhos nele, Ele se torna o único e mais importante. Jesus ensina que amar a Deus sobre todas as coisas, requer atitude de coração. Ou seja, implica em atribuirmos ao Senhor o valor e a estima que Ele merece. Logo, amar a Deus é verdadeiramente desejarmos ter comunhão com Ele, vivermos com obediência e sinceridade a sua vontade na Terra.

 

A intencionalidade do amor

Amar a Deus sobre todas as coisas, nos faz entender que Ele deve ser amado com todas as forças e a capacidade que o homem possui. Aliás, este é o alicerce e o resumo do propósito da existência humana. “Amar” é um mandamento e é algo além de um sentimento que nasce por força alheia à nossa vontade. Isto é algo que devemos cumprir em todas as ocasiões, não só quando recebemos alguma coisa do Senhor.

Logo, amar a Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma significa por vezes ter coragem para fazer o que Ele nos manda, mesmo sem entender. É, portanto, escolher obediência como fez Abraão, provando que amava ao Senhor mais do que o próprio filho.

Trata-se de um amor que não se iguala, nem se dobra a qualquer outro. Por mais legítimos que sejam nossos amores, de modo algum eles podem competir com o amor que é devido a Deus. Provavelmente este era o entendimento de Paulo quando diz que considera tudo como perda se comparado a sublimidade do conhecimento de Cristo.

 

Amar a Deus de todo o coração

“De todo o coração”, essa expressão se repete várias vezes na Bíblia. Como em Jeremias 29:13 “Buscar-me–eis e me achareis quando me buscar de todo o coração”. Mas o que significa “de todo o coração”? Isto significa o homem por inteiro (como Provérbios 4: 23), significa a sinceridade de sentimentos. São todas as afeições do ser humano desejando pelo seu criador, amando-o intensamente mais do que a qualquer outra coisa criada.

Deus tem um propósito! Ele deseja ter um relacionamento de intimidade com o homem e quando entendemos isso, algo já começa a mudar em nossas vidas, nossos questionamentos, nossa busca por respostas e nossa mente buscando a Deus. Essa fome por Deus vem, quando estamos vazios de nós mesmos, livres do antropocentrismo, egoísmo ou apego as coisas terrenas, a fome nasce quando apenas percebemos que dependemos dele, cada partícula do nosso ser foi criada com um desejo inapagável pelo Deus eterno.

Desde que tenho meditado sobre esse texto, tenho entendido que, o Senhor tem feito um convite a nós, de encontrarmos suficiência nele e em suas escrituras, e além disso, é imprescindível termos coragem para tirar as distrações do nosso caminho, para que assim nossa oração possa ser como o diálogo da noiva para com o seu Amado em Cantares 2: 15, que o Amado das nossas almas possa tirar tudo aquilo que tem nos afastado e distraído do seu amor. Ele nos amou primeiro e este já é motivo suficiente para que o amemos com tudo o que somos.

Isabella Cardoso Peres – Aluna do Fascinação Turma 19

 

Na track de comunicadores do Intensivo Fascinação, os alunos produzem textos a partir de uma meditação bíblica. Leia aqui mais textos dos nossos alunos:

Estabelecendo uma cultura de intimidade

Lembre-se do primeiro amor

O que vem à sua mente quando ouve sobre gratidão? Positividade, good vibes, músicas, educação?

Gratidão na Bíblia não é tratado como um prática de positividade ou mantra de pessoas que escolhem determinado estilo de vida mais holístico. Mas também não se trata só de canções ou de uma liturgia obrigatória da oração.

Além do mais, a Bíblia é cheia de imperativos que dizem: “deem graças”, “sejam gratos” ou “rendam ações de graças”. Ou seja, gratidão na Bíblia é fruto de corações que louvam ao Senhor por conhecerem seu ponto de vista e percebem sua natureza graciosa em todas as circunstâncias da vida.

Dessa forma, vamos destacar apenas duas das coisas que aprendemos sobre gratidão na Bíblia que vai ajudar seu coração a reposicionar os afetos em relação a vida, e espero que te ajude a terminar essa leitura com desejo de não apenas se grato, mas de adorar a Deus em tamanha gratidão.

 

Gratidão é sobre perspectiva

Em todas as situações existem diversos lados para se olhar e dependemos de onde estamos vendo as coisas, a gratidão pode ser a postura mais lógica ou a mais insana. Em Apocalipse, João recebeu a revelação de Jesus Cristo a cerca do final dos tempos. Então, vamos ser sinceros e confessar que já tivemos medos de certos relatos das visões descritas no livro de apocalipse. É aterrorizante dependendo de que lado da história você está.

Mas em Apocalipse 4 e 5 marca uma transição de cenas no livro. Assim, o capítulo 6 inicia a descrição de juízos, dos selos e taças. Porém, perceba como começa o capítulo 4, a voz que falava com João vinha de uma porta aberta no céu e lhe disse “sobe aqui”. E o que João encontra ao subir nada mais é do que a sala do trono de Deus!!!!

 

“¹ Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta no céu. A voz que eu tinha ouvido no princípio, falando comigo como trombeta, disse: “Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”. ² Imediatamente me vi tomado pelo Espírito, e diante de mim estava um trono no céu e nele estava assentado alguém.”  (Apocalipse 4:1,2)

 

É desse lugar glorioso que ele vê todo o resto de Apocalipse. Será que esse não é um doce convite de Deus para nós sobre perspectiva? Se também subirmos ao trono da graça (Hb. 10) e passarmos a enxergar a vida na perspectiva de Deus, não seríamos mais gratos, considerando sua bondade de perto e percebendo sua vontade como boa perfeita e agradável? Tenho certeza que sim.

Do lado da história de Deus a história inteira é sobre Ele e o final é glorioso. Ver da forma que Ele vê é radiante.

 

Gratidão é fruto de quem é consciente da Graça

É comum no novo testamento que quando o escritor fale sobre ações de graça instrua o leitor a fazer isso por meio de Cristo:

¹⁷ Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. (Colossenses 3:17)

 

Logo, o envio do filho é a prova inegável do tamanho da graça de Deus dispensada a nós. E graça é favor imerecido. Além disso, é comum sermos confrontados contra a meritocracia – de fato esse não é o molde do evangelho. Porém, se você toma consciência da história de Deus, o que de fato, sinceramente, nós merecemos? 

A Bíblia conta a história da humanidade como pecadora, inimiga de Deus. Essa, carente da graça, e mesmo assim sendo perseguida pela bondade, amor e misericórdia que propicia redenção e salvação – por meio do Filho. O que a humanidade merecia era a morte, a separação eterna de Deus. O que eu e você realmente merecemos é juízo, castigo e desgraça. 

A boa e surpreendente notícia é que não é isso que recebemos. O que Deus nos oferta é infinita graça por meio de Jesus Cristo, que por sua vida, morte e ressurreição nos oferece a vida que não merecemos, a vida que nunca sequer conseguiríamos conquistar por nossa força.

 

Estamos melhores do que merecemos

Não importa o cenário que você esteja enfrentando hoje, você está melhor do que você merece – isso é graça. No pior cenário, de calamidade, injustiça e dor  você e eu temos um bom pastor que se compadece, e cruza de forma bem presente o vale da sombra da morte conosco se for preciso. Em meio às pressões da vida, sua graça nos deixou um Consolador, um Ajudador para nos ajudar em meio a jornada – isso é graça!

E nos cenário de realização, alegria, festa, sonhos realizados, fascínio pelo ordinário, como poderíamos merecer tanta bondade? Na verdade não merecemos, isso é a Graça! Não foi nosso dinheiro, esforço, bondade e integridade que conquistou, foi o favor imerecido de Deus.

Pensar assim não faz a gratidão ser a postura mais apropriada sobre a vida? Agora mesmo enquanto escrevo esse texto e medito nessas palavras sinto a consciência disso me arrastar ao louvor de ações de graças. 

 

No dia bom e no dia mau essa é a postura apropriada

Encerramos reforçando o convite bíblico de fazer da gratidão a ação mais lógica para aqueles que estão do lado de Deus na história. Responda as bênçãos de Deus na sua vida com um coração grato pela natureza graciosa de Deus. Mas também lide com as dificuldades e ansiedades com ações de graças respondendo ao convite de Jesus que diz “sobre aqui, deixa eu te mostrar a minha perspectiva sobre as coisas”. E confie na garantia que o apóstolo Paulo deixa aos filipenses sobre isso.

 

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. (Filipenses 4:6,7)