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Fruto do Espírito: a Paz de Deus

É libertador saber que Jesus nos oferece a paz de Deus de modo que simplesmente a recebemos pela fé. O mérito e a tentativa de convencermos a Deus não é necessária. Na verdade, ele nos dá sua paz sem nos cobrar algo em troca.

Como Cristo é a própria revelação de Deus no mundo, a paz de Cristo é a paz de Deus, conquistada na cruz para partilharmos da comunhão com Ele.

Paulo alerta os gálatas sobre quem eles eram em Cristo e para os lembrarem de que eram filhos da promessa por meio da fé. E que somente por isso eles tinham acesso a frutos que não provinham de seu mérito, mas eram gerados pelo próprio Deus. E um deles é a paz.

 

Paz como fruto do espírito

Os gálatas viviam tristes, porque estavam voltando às obras da lei e da tradição judaica. O apóstolo Paulo estava relembrando que, assim, eles estavam voltando à vida passada, quando viviam sem Cristo e buscavam serem justificados pela esperança em si mesmos. 

Continuar praticando a lei era o mesmo que ignorar a obra sacrificial de Cristo na cruz. Com isso, o amor e a graça providenciais que lhes davam o presente de serem chamados filhos era desprezado.

Essa guerra na qual estavam vivendo era proveniente do falso evangelho que viviam. Isto, porque, falsos mestres ensinavam a igreja a uma esperança falha e terrena.

A paz que Paulo pregava aos gálatas sobre o fruto do espírito, era a paz de Deus proveniente da liberdade em Cristo, de um caminho livre até Deus.

Aqueles que viviam a esperança no que Cristo fez poderiam viver uma vida de liberdade e desfrutar da paz com Deus e com o próximo, uma paz que o mundo não dá.

“Eu lhes deixo um presente, a minha plena paz. E essa paz que eu lhes dou é um presente que o mundo não pode dar. Portanto, não se aflijam nem tenham medo. João 14:27

 

A paz que o mundo não dá

A paz que temos hoje é valiosa e abundante e, certamente, é o consolo que o mundo precisa. Em Cristo temos a paz que o mundo não tem.

Isto só é possível para pessoas que vivem a liberdade em Cristo, ou seja, a esperança na obra suficiente e salvadora de Jesus.

Esta paz não pode ser comprada, mas é dada generosamente. Esta paz é a certeza eficaz do próprio evangelho. Este é o evangelho da paz que o apóstolo Paulo também comunicou aos efésios quando falou sobre a armadura de Deus.

Esta paz é valiosa, porque a recebemos com muito sacrifício. Não um sacrifício que nós empregamos, mas um favor generoso, pelo qual não poderíamos retribuir a Deus.

Os efésios precisavam ter em mente os calçados do evangelho da paz para se lembrarem de que onde eles iam, a verdade e a esperança de Cristo estavam neles.

Se temos paz hoje é porque Cristo, sendo perfeito, sofreu a morte de um pecador, se entregou em obediência para nos oferecer tudo o que Ele tem, todas as bênção espirituais nas regiões celestiais em Cristo.

 

Temos paz com Deus no mundo

Temos a paz de Deus que o mundo não consegue nos dar, porque por meio de Jesus temos comunhão e amizade com Deus. Não somos mais seus inimigos, não vivemos mais como insensatos, mas como sábios e tementes a Deus.

Termos um Pai que é Criador do universo, que morreu por nós e que continua nos orientando e conduzindo as nossas vidas à semelhança de Cristo nos leva a viver com sabedoria nesta Terra.

Podemos dormir descansados depois de um dia de trabalho e de esforço, porque temos alguém que trabalha por nós. Podemos esperar pelo amanhã, porque ele é fiel para prover o pão de cada dia e as oportunidades. 

“Tu conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme em ti, porque ele confia em ti”. Isaías 26.3

Podemos entregar todas as nossas ansiedades a ele, porque Ele cuidará de nós. Não precisamos viver com pressa nem com medo, porque Ele é o dono do tempo, das estações e por isso podemos ser fiéis a sua vontade. E não podemos acrescentar uma hora sequer ao nosso dia, mas ele sabe de todas as coisas e nos dará a provisão que precisamos.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” Filipenses 4:23

 

Você sabe exatamente o que significa viver em mansidão? Diante das injustiças que sofremos, afinal, o que a Bíblia nos ensina sobre ser manso? 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas 5:22

Mansidão é um dos aspectos do Fruto do Espírito descrito em gálatas 5:22. É uma virtude que está relacionada diretamente com domínio próprio, benignidade e paciência, aspectos já abordados nessas semanas em nossa série

Mansidão: uma obra do Espírito Santo

Um dos significados do dicionário bíblico para o termo mansidão é gentileza, bondade e humildade. 

Porém, erroneamente muitas pessoas podem confundir que ser manso está relacionado a ter uma personalidade mais tranquila e serena. Mas, mansidão descrita como parte do Fruto do Espírito, só pode ser uma obra do Espírito Santo em nossa vida. A mansidão não pode ser produzida por um mero esforço humano. 

Definitivamente, só podemos ser mansos a partir de um coração regenerado e transformado pelo Espírito Santo. 

Um coração livre de ofensa 

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” Mateus 11:29

Observamos a vida de Jesus e podemos aprender com seu testemunho. Ele foi manso e humilde, mesmo diante dos sofrimentos e na iminência de sua morte. Ele respondeu as injustiças cometidas pelo seus algozes com mansidão, pois Cristo temia e queria obedecer a vontade do Pai.  

Outro conceito errado sobre ser manso é achar que não devemos reivindicar ou buscar por nossos direitos. Entretanto, isso é legítimo. Porém, devemos escolher o caminho da mansidão e o conselho da Palavra, ao buscar por tais direitos. 

Como ensina o famoso autor John Stott, a mansidão é termos a atitude de humildade que Cristo tem. 

Não há melhor momento do que esse que estamos vivendo, para aprender a termos um coração manso. Um tempo cheio de incertezas em que nossos planos foram frustrados e refeitos. 

Até nesses momentos, em que o coração pode entrar em um lugar de ansiedade, você tem escolhido a mansidão? 

Mansidão e a liderança perfeita de Cristo

Visto que ser manso não é somente tratar as pessoas a nossa volta com amabilidade e humildade. Mansidão também é, mesmo quando todas as situações fogem ao nosso controle, escolhemos nos render humildemente ao Senhor. Aceitar a sua forma de liderar a nossa vida e as circunstâncias ao nosso redor. Pois, Ele é o bom Pastor.

Durante esses meses de pandemia me vi cercada por medo, muitas vezes. E eu não tive outro caminho a não ser me render e confiar no caráter imutável de Cristo. E na obra que Ele está realizando em meu coração, e nos corações dos que estão ao meu redor.

Tenho aprendido que os mansos são aqueles que humildemente confiam inteiramente em Deus, mais do que em suas próprias forças, para defendê-los contra toda injustiça. 

Não se preocupe: o Pai está comprometido em nos tornar pessoas de coração manso. Hoje, ore e peça ao Senhor que ajude você a ser obediente e submisso à liderança e a vontade do Pai, assim como Jesus foi aqui na terra. Pois lembre-se:   

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mt 5:5 

O fruto do Espírito: Bondade é uma das características que acredito estar em falta neste mundo.

Ademais, porque consigo afirmar isso com tanta convicção? Aliás, nós temos nos surpreendido quando encontramos bondade ao nosso redor, isso quer dizer que essa palavra tão poderosa tem feito muita falta nos nossos dias. 

O significado de bondade é aquele que tem alma nobre e inclinação a fazer o bem. 

Certamente, nossa natureza caída perdeu muitas características com a queda do homem, mas Cristo veio para restaurar tudo, inclusive nosso coração que se endureceu com os nossos pecados. 

Entretanto, o que quero abordar aqui é que não podemos aceitar que bondade seja surpresa no dia a dia, mas devemos ansiar que se torne normal porque todos nós resolvemos praticar essa virtude que faz parte do fruto do Espírito

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Contra estas coisas não há lei.

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.

Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. Gálatas 5:22-26 

Portanto, deveria ser normal abrir a porta para alguém, ceder seu lugar no transporte público para um idoso ou uma grávida, repartir seu alimento com quem não tem, separar roupas de frio para moradores de rua. 

Um dos meus versículos preferidos fala sobre algo que meu coração almeja a respeito disso que acabei de descrever. 

Eu creio que verei a bondade do Senhor na terra dos viventes. Salmos 27:13 

 

Seguindo os passos do meu Deus 

Costumo dizer que tudo o que existe de bom em mim, veio do Pai, começa e termina Nele minhas intenções e minhas boas ações. 

Inegavelmente, eu escolho exercer bondade porque Ele é bom. Certamente, em um mundo egoísta e cheio de trevas e dores, nossos olhos precisam estar Nele porque quando olharmos para as pessoas e para as situações depois de olharmos nos olhos Dele, nossa ótica estará curada e assim, praticar bondade será algo natural. 

 

E se revestiram da nova natureza que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou.

Aqui não pode haver mais grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo e está em todos.

Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revistam-se de profunda compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência.

Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros.

Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

Que a paz de Cristo seja o árbitro no coração de vocês, pois foi para essa paz que vocês foram chamados em um só corpo. E sejam agradecidos.

Que a palavra de Cristo habite ricamente em vocês. Instruam e aconselhem-se mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão no coração.

E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossesnses 3: 10-17

 

O que irá nos diferenciar neste mundo nos próximos anos não será tanto o que falamos, mas sim como agimos com aquilo que falamos.

Sobretudo, suas palavras precisam condizer com seus atos. 

Então, se seu Deus é bom,  é preciso exercer bondade para todos os que cercam você. 

Minha oração: 

Deus, te peço hoje que nos ensine a sermos bons, a praticar bondade e a mostrar a esse mundo que somos teus filhos e que vamos viver as verdades que você nos deixou através da sua palavra. 

Que nossa jornada seja repleta de atos de bondade, que nossas ações e palavras apontem sempre para o Eterno. 

 

Quem segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra. Provérbios 21:21 

 

Quando pensamos em paciência podemos visualizar cenas típicas no nosso cotidiano que nos exigem o exercício desta virtude. Quem nunca precisou esperar longas horas em uma fila ou esperar um ônibus que nunca chega? Ou talvez a dificuldade não seja esperar por algo ou alguém, mas não ser rápido em responder de forma grosseira ou irada em uma discussão ou conversa. Ao observamos a origem da palavra usada por Paulo em sua carta aos gálatas (Gálatas 5:22), entendemos que há um ensinamento muito mais profundo.

A paciência e a ira

As associações rápidas que fazemos tem um motivo. A palavra paciência, cujo sinônimo (longanimidade) talvez trave algumas línguas, significa literalmente “longo ânimo”. Em suma, ela origina da mesma raiz da palavra ira, sendo o seu direto oposto nos textos bíblicos. Inclusive, ela se encontra alguns versículos para trás, quando Paulo menciona as obras da carne. 

A ira dos homens é aquele sentimento intenso e rompante – o que conhecemos como “pavio curto”. Assim, é o desejo por dar uma resposta à altura, ter sua honra ferida ou não sofrer os danos. A paciência é a virtude de suportar o sofrimento, a humilhação ou a desonra por um longo tempo. É ser tardio em irar-se e não retribuir imediatamente. É evidente que, como humanidade, nosso ânimo é finito e frágil. Dessa forma, paciência só pode ser gerada em nós por aquele que é eterno e infinitamente paciente.

Um atributo de Deus, visto em Jesus

Em Jesus temos o homem perfeito, que suportou todos os tipos de sofrimento até o fim. Mesmo sendo Deus, não se considerou igual a Deus e se humilhou. Foi desonrado pelo seu próprio povo para que se cumprisse os propósitos da sua primeira vinda. Mesmo se perguntando “até quando estarei com vocês e terei que suportá-los?” (Lucas 9:41), Jesus foi obediente e exerceu a paciência ao levar o plano de seu Pai até o fim.

Deus, ao se apresentar a Moisés, diz ser cheio de paciência (Êxodo 34:6) e continuou a demonstrá-la por toda a história do povo de Israel. Mesmo em meio à constante desobediência do seu povo, Deus foi fiel em todas as suas promessas. E assim Ele cumpriu cada uma delas e continua tendo paciência conosco para cumprir o seu plano até o fim (2 Pedro 3:9).

O paradoxo da paciência

A dificuldade que temos, como humanidade, de exercermos paciência uns para com os outros, reflete nossa ofensa contra o próprio atributo de Deus. Em síntese, é o paradoxo de pensar que sabemos mais do que o próprio Deus sobre quando e como Ele deve exercer a sua justiça.

Ainda que tenhamos sido salvos por esta mesma paciência, muitas vezes não a estendemos ao nosso irmão. Pior ainda, ficamos irados com Deus por fazê-lo. Nos ofendemos com a ideia de perdoar setenta vezes sete e termos de aguardar o juízo eterno de Deus. Ainda que seja justamente esta misericórdia, que se renova a cada manhã, a causa de não sermos consumidos. 

Quantas vezes agimos como Jonas, que mesmo experimentando da paciência de Deus para com a sua própria vida, se ira por Deus ter sido misericordioso com a cidade de Nínive? Assim, diante de sua queixa, Deus apenas responde: “Você acha que é razoável essa sua raiva?” (Jonas 4:1-4).

Com paciência esperamos

Que sejamos aqueles que serão encontrados esperando pacientemente a justiça perfeita do Senhor. Não nos distraindo com o mal presente nesta era, mas mantendo nossos olhos fixos na esperança. Alguns podem dizer que a espera é insuportável ou se perguntar “até quando?” e querer fazer justiça pelas próprias mãos. Mas o Espírito Santo nos capacita a perseverar e aguardar pacientemente a volta do nosso Senhor, sabendo que há uma data marcada para que Deus retribua toda a injustiça e cumpra a sua promessa.

E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo esforço dedicado até o fim, para a completa certeza da esperança, para que não vos torneis indiferentes, mas sejais imitadores dos que herdam as promessas por meio da fé e da paciência.” (Hebreus 6:11-12)

 

Para continuar lendo a série sobre o fruto do Espírito, clique aqui.

O amor é a maior de todas as virtudes. Pois afinal, todas as outras características do Fruto do Espírito estão de alguma forma ligadas a esse atributo. No livro de Gálatas podemos ler que o Fruto do Espírito é conhecido: “amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei.” (Gálatas 5.22-23). As obras da carne, porém, são opostas ao Fruto do Espírito.

“Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatrias e feitiçarias; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e tudo quanto se pareça com essas perversidades, contra as quais vos advirto, como já vos preveni antes: os que as praticam não herdarão o Reino de Deus!” Gálatas 5.19-21.

A comunhão com Deus e o conhecimento da Palavra nos ensinam como devemos viver, mas é o próprio Espírito que libera o fruto sobre cada um de nós. Por exemplo: sabemos que sem o amor, nenhuma de nossas ações são válidas por mais nobre que elas possam parecer. Então, como podemos amar de forma verdadeira como Jesus nos ensinou a fazer? E como podemos cultivar o fruto do Espírito em nossas vidas?

Primeiro, precisamos conhecer a Palavra e o que ela diz sobre viver no Espírito ao invés de viver na carne. Sendo assim, investigaremos a respeito do amor e como podemos crescer nessa virtude.

O Amor na Bíblia

Na Bíblia existem diferentes termos grego para a palavra amor: Eros, Phileo, Storge e Ágape. Cada um deles é usado para representar algo específico. Vejamos:

O Amor Eros

Este é o sentimento que co-existe entre homem e mulher, descrito especialmente em Cânticos dos Cânticos. Evoca paixão e é exigente e até egoísta, sofre intensamente por ciúme. Eros é o termo grego para amor sensual e daí surgiu a palavra erótico. É passageiro e  sempre espera ser retribuído.

O Amor Phileo

Este é o amor fraternal, aquele que vem de amizades profundas e intensas como a amizade de Davi e Jônatas. Mas, também pode existir entre irmãos e entre pais e filhos. Não é exigente e representa muito bem a lealdade. Como por exemplo demonstrou Rute, que preferiu deixar seu próprio povo ao invés de abandonar sua sogra Noemi. Paulo, também sugere este tipo de amor em suas cartas sempre saudosas a seus amigos e irmãos das Igrejas que ele fundou.

Muitas palavras são derivadas deste termo grego, tais como: “Filadélfia (“fileo”, amor-amizade, e “adelfos”, irmãos) que significa “amor entre irmãos” ou “amizade fraternal; Teófilo (“Teos”, Deus, e “fileo”, amizade ou amigo) que quer dizer “amigo de Deus”; Filantropia (“fileo”, amizade, e “antropos”, homem) significa “amor humano”. Em suma, se você possui boas amizades, logo o que está em evidência é o amor “fileo”.” Fonte: CACP

O Amor Storge

É o que sustenta a harmonia familiar. É humilde e sacrificial. O sentimento e cuidado básico que os pais dão aos filhos e que a falta dele pode gerar traumas emocionais. É mais forte que a afeição. Um exemplo bíblico de relação familiar negativa nos é dado pelo rei Davi e seus filhos, principalmente no que tangia a revolta de Absalão para com seu pai Davi.

O Amor Ágape

Este é o amor de Deus, o mais sublime e intenso. É incomparável. Aquele que não pode ser explicado de forma simplista e que é difícil para a mente humana conceber, pois ele nos ensina até mesmo amar os nossos inimigos. Envolve compaixão e misericórdia. É incondicional, isto é, não espera nada em troca. É sobrenatural e eterno.

Todos os seres humanos têm inerentes a si os três amores, exceto o Ágape que apenas se manifesta quando nos tornamos morada de Deus e templo do Espírito Santo. Porém, este é o desafio de cada cristão, amar tal qual o Pai nos ama e assim como Jesus nos ensinou, de forma sublime, abnegada e sacrificial.

“Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela,” Efésios 5.25

O amor próprio e o amor a Deus

O amor próprio é algo que nós cristãos geralmente temos a tendência de rejeitar, principalmente pelo medo de nos tornarmos pessoas egoístas. Mas, é bom lembrar que a medida de amor que devemos dar ao próximo é a mesma medida que devemos dar a nós mesmos. E acima de todos os nossos amores somos chamados para amar a Deus sobre todas as coisas.

“Asseverou-lhe Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência. Este é o primeiro e maior dos mandamentos. “O segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.” Mateus 22.37-39

O Ágape de Deus

Deus é amor, essa é Sua essência. Portanto, tudo que Ele fez e faz continuam a ser respaldado por essa emoção. Não há justiça de Deus sem amor. Desde a criação até a Eternidade toda a sua motivação em agir estará coberta pelo seu amor leal. Não há graça de Deus sem amor, e nem mesmo a sua ira virá sobre nós sem que seu amor também esteja presente. Ele amou tanto ao mundo que deu o seu filho Jesus para nos salvar.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

Amando-nos uns aos outros

“O amor é o solo onde são cultivadas todas as demais virtudes espirituais.” Champlin

Se existe um desejo latente no coração do Pai é que possamos amar assim como Ele nos amou. Essa é a mensagem da Cruz impregnada em toda a Palavra de Gênesis a Apocalipse. Somos chamados a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Este é o primeiro e o segundo mandamento, e isso representa conhecer verdadeiramente a Deus.

“Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor.” 1 João 4.7-8

1° Coríntios 13 nos descreve que qualquer obra que façamos sem o amor será apenas como um sino barulhento. Não há sentido em servir sem o amor, em ajudar sem o amor, em orar sem o amor, ou fazer qualquer coisa por mera obrigação, culpa ou apenas dever. Além disso, essa é uma obra do Espírito:

“E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” Romanos 5.5

Conclusão

A vida cristã é crescente. Pois, nem sempre nossa transformação ocorre de forma instantânea como bem gostaríamos que fosse. Para muitos cristãos fiéis, viver no Espírito é um processo contínuo que acontece todos os dias quando permanecemos firmados em Jesus. Nossa alegria está em saber que, à medida que temos comunhão com Ele, somos transformados de glória em glória.

“Mas todos nós, que com a face descoberta contemplamos, como por meio de um material espelhado, a glória do Senhor, conforme a sua imagem estamos sendo transformados com glória crescente, na mesma imagem que vem do Senhor, que é o Espírito.” 2 Coríntios 3.18

Então, sinta-se encorajado a prosseguir olhando para o alvo. E, assim como um pai orou pedindo que Jesus aumentasse sua fé a fim de ver sua filha curada, minha oração é para que Deus aumente em nós o Fruto do Espírito.

Alegro-me muito no Senhor, por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo, do qual na verdade estáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade. Não digo isso por sua causa de alguma necessidade, pois  já aprendi a estar satisfeito em todas as circunstâncias em que me encontre. Filipenses 4:10,11 

Nós, que cremos em Cristo Jesus, estamos sendo transformados pelo Espírito Santo em cada etapa da vida. Essa transformação gera em nós uma metanoia na forma como vemos e manifestamos características que fazem parte do Criador e que são compartilhadas conosco. 

Hoje gostaria de propor uma reflexão acerca de uma dessas características, o fruto do Espírito: alegria. Um sentimento que nos molda a uma vida em um estado de contentamento em toda e qualquer situação.

A Alegria que se manifesta no caos 

Talvez neste ano de 2020, muitos de nós tínhamos feito planos e planejamentos detalhados de como seriam nossos dias futuros. Entretanto, fomos surpreendidos pelo inesperado. E o que podemos aprender com o caos, que talvez tenha se tornado a  vida de muitos de nós, é que devemos sempre nos alegrar por tudo aquilo que o Senhor já construiu em nossas vidas. Por tudo que Ele realiza em cada dia que acordamos e abrimos os nossos olhos, e nos possibilita a estar com vigor para continuarmos a ser co-participante da história que Ele está escrevendo. 

Muito embora possam existir dias difíceis, na qual encontrar a alegria pode ser uma tarefa muito difícil, podemos trazer a nossa memória aquilo que nos dá esperança para sorrir e encontrar a paz que há no meio do caos.  

Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos,ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17,18

A Alegria que vem do alto 

O maior segredo que podemos encontrar em estarmos alegres em todos os momentos é descobrir que o único capaz de fornecer essa alegria é o Senhor e a Sua Palavra. Portanto os prazeres momentâneos e passageiros como bens materiais, casas, carros e tudo aquilo que de certa forma preenche o nosso coração, no lugar que deve ser somente dEle, não podem fornecer alegria eterna. Por isso, é necessário que estejamos com os olhos fixos naquele que nunca nos decepciona, que não muda e que nos ama. Ele deve ser suficiente para gerar alegria em nossos corações.

Os que olham para ele estão radiantes de alegria; seus rostos jamais mostrarão decepção. Salmos 34:5

A Alegria que gera esperança 

Onde há o amor verdadeiro haverá também a alegria. Ela não é passageira, é uma alegria que traz esperança e ansiedade pela volta do amado das nossas almas. Como uma noiva se preparando para casar, por mais que hajam dificuldades para que o grande dia se concretize de forma perfeita, ela em nenhum momento deixa de se alegrar. Pois ela sabe que o casamento acontecerá. Assim  também devemos ser, nos apegando a sua Palavra que nos diz que em breve Ele voltará para nos buscar, para o Grande Dia, e este deve ser o motivo suficiente para nos tornar alegres em todas as circunstâncias.

“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar.E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. João 14:1-3

Enfim que possamos de fato nos alegrar mesmo em meio ao caos, sabendo que toda alegria que é gerada em nós vem do alto e nos traz esperança, para continuarmos a corrida que nos foi proposta. Meu convite hoje para todos nós, é que possamos colocar nossos corações no lugar onde Ele está, porque Ele nos ama e tem prazer em estar conosco. Minha oração é que possamos nos alegrar com este amor, que foi capaz de morrer por nós para que possamos viver um amor que transborda e que transforma nosso homem interior e alcança os que estão ao nosso redor .

O fruto do Espírito é a mudança em nosso caráter que ocorre por causa da obra do Espírito Santo em nós. Assim, quando falamos sobre domínio próprio (ou “temperança”), estamos falando sobre a capacidade de controlar a si mesmo por meio do Espírito Santo. Mas, isso envolve moderação, restrição e a capacidade de dizer “não” aos nossos desejos mais básicos e concupiscências carnais. Filipenses 2:13 diz que:

“é Deus quem está agindo em você, tanto para querer como para trabalhar para o seu agrado”. Tudo que há de bom em nós, é fruto da obra do Espírito em nossas vidas.

É importante ressaltar que o pecado ainda está presente até que nossa salvação seja completa. Mas o pecado não é mais soberano sobre nós, não está mais no comando. Pois as paixões e desejos foram crucificados por meio do sacrifício de Jesus.

“Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” Gálatas 5:24.

O conceito de domínio próprio

O próprio conceito de “domínio próprio” implica que existe ainda uma batalha entre um “eu dividido”. Isso implica que nosso “eu” ainda produz desejos que não devemos satisfazer, mas sim “controlar” ou “negar”. Todos os dias isso acontece, pois, nossa natureza caída ainda sofre influência do pecado (Romanos 6: 6). O mundo externo e os desejos internos ainda nos atacam (Romanos 7: 21-25). Logo, Jesus nos disse que devemos negar a nós mesmos, tomar nossa cruz diariamente e segui-lo (Lucas 9:23). Jesus também diz: “Esforce-se (lute) para entrar pela porta estreita” (Lucas 13:24). A palavra grega para “lutar” é agonizesthe, na qual você ouve corretamente a palavra “agonizar”.

A boa notícia é que isso é possível, pois Ele não nos deu esse mandamento e nos abandonou para fazermos isso por meio de nossas próprias forças. Na cruz, Ele deu um golpe mortal na paixão e no desejo pecaminoso e todos que estão em Cristo são nova criatura (II Cor. 5:17), são regenerados e têm o Espírito Santo. Afinal, é Ele quem nos capacita a viver essa realidade.

O poder do Espírito em nós

O Espírito Santo está incessantemente nos ajudando e nos fortalecendo para resistirmos ao pecado e gerando o fruto do domínio próprio em nossas vidas. Dessa forma, é dom, é fruto que vem do próprio Deus, mas nós ficamos diariamente diante da escolha entre satisfazer os desejos da carne ou viver pelo Espírito.

Como uma cidade vulnerável, devemos ter defesas. Os muros ao redor das cidades antigas foram projetados para impedir a entrada dos inimigos. Haviam juízes nos portões que determinavam quem deveria ter permissão para entrar e quem deveria permanecer do lado de fora. Assim, os guardas e os portões colocavam em prática essas ordens. Dessa forma, as cidades tinham o domínio de quem entrava e quem saia.

Por isso, nas nossas vidas também devemos ter defesas para impedir que “os inimigos entrem pelos portões”. Isso pode ser: evitar alguns relacionamentos, desenvolver comunhão profunda com irmãos que também amam ao Senhor, meditar na Palavra de Deus e orar.

O fato é que agora podemos andar pelo Espírito. Uma das provas da atuação de Deus em nossas vidas é a capacidade de controlar os nossos próprios pensamentos, palavras e ações. Podemos vencer a carne pois Ele venceu e nos capacita a vencermos. Podemos viver uma vida verdadeiramente justa, podemos e devemos.

“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” Gálatas 5:25.

Segundo a Bíblia, caminhamos pelo Espírito

Deus matou a soberania da nossa carne e agora, caminhamos pelo Espírito, de acordo com Sua vontade e poder, conforme revelado nas Escrituras. Quando dizemos “não” pela fé no poder e prazer superior que há em Cristo, mesmo sendo difícil e doloroso, Cristo recebe a glória em nossas vidas nesse processo.

O Espírito nos instrui na preciosidade superior da graça, e capacitando-nos a ver e confiar tudo o que Deus é para nós em Jesus. “A graça de Deus apareceu. . . nos treinando para renunciar. . . paixões mundanas. . . na era presente” (Tito 2: 11-12).

O domínio próprio nos leva a deixar de lado a gratificação instantânea do mundo. O autocontrole é um dom que nos liberta de focarmos somente no hoje, na satisfação momentânea, e nos faz olhar para o futuro e para a plena satisfação que teremos em Cristo um dia. Ele restringe a condescendência com nossos desejos caídos e encontramos a liberdade de amar e viver como fomos destinados.

Quando realmente vemos e cremos no que Deus é para nós pela graça por meio de Jesus Cristo, o poder dos desejos pecaminosos é quebrado. Portanto, a luta pelo domínio próprio é uma luta pela fé.

“Combate o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna para a qual você foi chamado.” 1 Timóteo 6:12

Setembro amarelo. Chegamos ao mês de setembro e esse mês foi estipulado para prevenirmos e darmos uma maior atenção aos casos de suicídios que crescem a cada ano. É claro que isso não é apenas para tomar nossa atenção em um mês. Isso é sério e merece nossa atenção no nosso cotidiano. Quantos de nós conhecemos pessoas que estão dando sinais de querer desistir de suas vidas? Principalmente nesse ano de 2020 onde muitas pessoas perderam seus empregos, suas perspectivas e objetivos traçados. Suicídio é algo sério, precisamos estar atentos.

Segundo o site criado para falar sobre o tema setembro amarelo, cerca de 95% dos casos de suicídio ocorreram por motivos de depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias, ou seja, problemas de transtornos mentais. Nossa mente pode ser tão terrível a ponto de nos fazer desistir de viver. Será que era por isso que Paulo fala sobre o renovar de nosso mente?Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12.1-2

O fato é, em nosso dia a dia somos bombardeados de notícias ruins, falsas notícias inclusive, inúmeras mentiras entram em nossos ouvidos e mentes. Fora as nossas lutas e dificuldades que precisamos lidar diariamente e os muitos casos de abusos enfrentados. Como não sucumbir a tudo isso? Pois nossa mente está suscetível a esses ruídos diários, às muitas vozes que invadem nossos pensamentos e alcançam nossos desejos, medos e anseios. 

O processo do Espírito Santo em nós

A teologia reformada vai nos ajudar a entender sobre essas mudanças em nossa mente. Na queda da humanidade, onde os efeitos noéticos do pecado nos deixaram em um estado de prisão moral. A palavra noético, tem sua origem no grego nous, que é normalmente traduzido como “mente”. Logo, os efeitos noéticos são os efeitos da nossa mente, que são caídos, nossa própria capacidade de pensar foi gravemente enfraquecida pela queda humana. Toda nossa vontade humana está agora cativa aos desejos e impulsos maus do nosso coração. Dito isso, apenas para que possamos entender que não é por causa disso que agora não temos mais a capacidade de pensar corretamente. 

É claro que enquanto o pecado estiver em nós, nosso pensar não será perfeito. Mas o Espírito Santo está agora mesmo nos levando nessa jornada de amadurecimento e aperfeiçoamento espiritual, que culminará no retorno de Cristo, onde o Espírito Santo entregará uma igreja pura, santa e sem mácula. Nossa consumação final.

Aqui em nosso blog, temos feito uma série de escritos sobre o fruto do Espírito. Esse fruto, Paulo vai descrever em Gálatas 5, como sendo nove qualidades que são produzidas em nós por meio dessa ação que o Espírito Santo está operando naqueles que são guiados por Ele. Mas o quê tudo isso tem a ver com o setembro amarelo? Como conseguimos ajudar alguém, ou quem sabe, como eu consigo ajuda com esses problemas causados em minha mente?

Os mandamentos nos ajudam nessa jornada

 Jesus ao ser interrogado por um mestre da lei sobre a importância dos dez mandamentos, responde o seguinte: ”Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Não existe mandamento maior do que estes“. Marcos 12:30-31. Ao cumprir os dois mandamentos, seremos rigorosos em nossas tentativas de treinar nossas mentes. Amando o Senhor com todo nosso coração, nossa alma e nossa força, mas também com toda nossa mente.

E quanto ao segundo mandamento? Ame o próximo, em outro momento Jesus foi questionado: Quem é o meu próximo? ( Lucas 10:29). E Jesus vai lhes contar a parábola do Bom Samaritano. Logo, seja você o bom samaritano, seja você o próximo de quem precisa de ajuda. E se voltarmos para o fruto do Espírito de Gálatas 5:22, vemos que ao praticarmos amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade e  mansidão, precisamos do próximo. Pois como praticá-los sozinho? Mesmo o domínio próprio é algo que preciso da ajuda do Espírito Santo. Essas qualidades, esse fruto não é produzido por nós mesmos, mas é obra do Espírito.

Recebendo e dando ajuda

Ora, mas onde isso nos leva, afinal de contas? Eu quis relacionar tudo isso para termos em mente duas coisas: se no caso de, você e eu estivermos passando por isso, ou se somos nós que vamos ajudar alguém perto de nós. Porque sim, depressão, transtorno bipolar e vícios são doenças e nenhum, isso mesmo, nenhum de nós está livre disso. Mesmo os cristãos passam por essas doenças. Eu e você temos agora mesmo nomes vindos em nossa mente, ou se não, nós mesmos já passamos por isso.

Mas se isso for algo que está enfrentando, te digo: procure ajuda agora mesmo. Como já mencionado, tentativa de suicídio por quaisquer motivo é sim, indícios de alguma doença séria por trás. Deus não nos criou para vivermos sós, precisamos de pessoas, precisamos nos relacionar, precisamos encontrar com quem dividir nossos fardos, sejam familiares, amigos, liderança, nossa comunidade de irmãos.

E se estamos identificando sinais de depressão, ou alguma atitude de afastamento por parte de alguém próximo a nós, precisamos ser o bom samaritano na vida dessa pessoa. Estar perto, amar essa pessoa, servir no que for necessário. Seja levando a um médico ou, sendo útil em quê precisar.

Fortalecendo nossa fé

Por muito tempo nós cristãos tratamos a depressão como pecado ou algo de errado na vida da pessoa que estava passando por isso. Agora precisamos entender que, como qualquer outra doença, todos estão sujeito a passar por isso. E sim, precisamos de tratamento médico, precisamos ajudar quem está passando por isso a identificar o que causou essa depressão. Não os deixando só, mas trazendo para perto, ajudando em sua fé, levando-o a participar dos cultos, das nossas reuniões em grupos, de nossos momentos de comunhão. E entender, que é por um período e que vai passar. Que esse mês do setembro amarelo traga consciência em nós da gravidade que são essas doenças.

Portanto, que possamos crescer no fruto do Espírito, que possamos crescer em amar a Deus com toda nossa força e mente, que possamos crescer em amar nosso próximo, servindo e trilhando essa jornada em comunhão. Como servos de Cristo, somos levamos por sua graça a restaurar ruínas desse mundo caído. Somos o povo da esperança, estamos anunciando a esse mundo um novo reino, o reino de Deus, por isso precisamos de uma nova mentalidade. E essa nova mentalidade, essa nova vida com Deus, nos salva de um modo de vida pessoal e nos leva a um fim corporativo.

Setembro Amarelo – Oração

Minha oração por você que está passando por isso é que Deus coloque as pessoas certas para te ajudar a identificar o motivo, a causa dessa depressão, sejam amigos, familiares ou se preciso for, até médicos capacitados a identificar o quê seu corpo está precisando nesse momento. Sabemos que vários fatores podem levar alguém a uma depressão, até mesmo falta de hormônios e vitaminas podem gerar uma depressão.

Então, que o Senhor te conduza nesse tempo e que você seja alicerçado na Palavra de Deus, ela é a verdade e o fundamento que te ajudarão quando maus pensamentos vierem. E entenda, isso é passageiro, pode demorar até o tratamento fazer efeito, mas é passageiro, esse período não te define.


“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” Colossenses 3.16

Para Deus não existem protagonistas e coadjuvantes, ou melhor, Deus não faz diferença como o mundo faz a respeito das duas posições. 

Neste último mês, Deus tem me falado sobre essas duas palavras e também tem me falado sobre relevância. 

Primeiramente vamos aos conceitos: 

Protagonistas geralmente são os personagens principais de uma história. 

Coadjuvantes são aqueles  que dão um suporte, ajudam os protagonistas a desenvolverem a história.

Relevância é algo que possui importância. 

Observe a história 

Quando Deus começou a ministrar ao meu coração sobre isso, Ele me lembrou a história de Paulo e Ananias. Portanto, depois do encontro de Jesus e Paulo a caminho de Damasco, observe o que a palavra diz: 

Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor!
Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando
e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista.
Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém;
e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.
Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel;
pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome. Atos 9: 10-16 

 

E assim prossegue a história

 

Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo.
Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado.
E, depois de ter-se alimentado, sentiu-se fortalecido. Então, permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos.

Atos 9: 17-19

 

O papel de Ananias

Aliás, aqui podemos observar um discípulo que aos olhos de muitos foi somente um nome na história do grande protagonista chamado Paulo. 

Inesperadamente não é isso que Deus apontou enquanto ministrava essa palavra para mim. 

Inegavelmente, Ananias teve uma relevância incrível na história de Paulo. 

Portanto, Deus o escolheu para tocar a vida de Paulo quando este ainda era Saulo. 

De fato, o mundo mede fama, mas Deus está interessado no quão relevante você pode se tornar. 

Com toda a certeza, sim eu entendo que existem aqueles que são a face de algumas histórias, mas eles são tão relevantes quanto os que foram o suporte. 

Em resumo, o mundo no qual vivemos inverteu nossos valores. 

Tantos outros exemplos posso citar aqui; 

Mordecai e Ester

Samuel e Davi 

Daniel e seus três amigos: Sadraque, Mesaque e Abede-nego 

Do mesmo modo teria tantos outros exemplos para colocar. 

Como resultado, o conceito de fama está ligado ao nosso desejo de tornarmos nosso nome conhecido e a verdade é que não é isso que Deus nos chamou a fazer. 

Saiba que igualmente, “Ananias” são tão importantes quanto “Paulos”. 

Existem milhares de adoradores, pregadores, evangelistas sem face por tantas nações e estes são famosos naquele lugar que realmente importa, os céus. 

Portanto, alguns nomes conhecidos nesta era, não o serão mais na era que está por vir. 

Logo, o que Deus considera relevante geralmente não é o que eu e você entendemos como relevante. 

Lembre-se, relevância não é medida por fama. 

 

Minha oração por você: 

Deus, eu clamo a Ti para que possamos entender aquilo que realmente importa para Ti. Então, sejamos protagonistas da história ou coadjuvantes que dão suporte a essa mesma história, que  venhamos entender o nosso grau de importância dentro do que o Senhor nos chamou para ser. O que move seu coração, quem são os homens e mulheres que o Senhor quer depositar porções da Sua Presença capazes de mudar a história.  Nos faz ansiar por Ti e pelos altares que nos levam para mais perto do seu coração. 

 

À medida que o Espírito Santo opera em nossas vidas, nosso caráter muda. Onde antes alimentávamos de sentimentos de raiva, mágoa, egoísmo, crueldade, agora possuímos amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Frequentemente ouvimos falar sobre o fruto do Espírito escrito no livro de Gálatas. Esse fruto, que produz o bom caráter cristão dia após dia na jornada, tem muitas características do caráter do próprio Deus. Em suma, ele é a consequência de uma vida de caminhada com o Espírito Santo e, assim, é impossível tê-lo por vontade própria, com a força do braço. 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas 5:22  

Neste texto, vamos aprofundar sobre o conceito de benignidade, que significa também compaixão, doçura, amparo. Assim, bondade é virtude e santidade em ação. Além disso, benignidade é ter um coração bondoso em que ama o próximo como a si mesmo e se preocupa com o outro, o tratando com gentileza. Aqueles que buscam sempre amar e fazer o bem. Afinal, a amabilidade de Deus que flui através da sua vida é fruto gerado pelo Espírito Santo.

Todavia, quando olhamos para a criação, percebemos o quanto Deus é bondoso em tudo o que faz. Assim também, percebemos que cada detalhe da natureza mostra sua misericórdia conosco. 

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Efésios 2:5-7  

Benignidade cristã 

Bondade cristã é aquela que se manifesta onde a natureza humana não teria capacidade de atuar. Portanto, benignidade é a marca de quem busca ser como Jesus e é o fruto de quem anda com o Espírito Santo. Quantas vezes já ouvimos sobre dar a outra face? Mas, na prática, quantas vezes já o fizemos? Benignidade cristã é, acima de tudo,  ter a capacidade de amar e perdoar os inimigos. É também agir com o bem quando naturalmente agiríamos com o mal.

Bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Lucas 6.28-29

Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lucas 6:36-38  

Benignidade comum

É comum ouvirmos e até lembrarmos do quanto algumas pessoas são generosas, caridosas e cuidam daqueles que precisam. O nome de alguém específico veio em sua mente neste momento? Pessoas que não conhecem a Cristo, mas cuidam dos que mais precisam e muitas vezes são modelos em nossa sociedade. São vistas como referência e exemplos a serem seguidos. Mas, lembre-se, para se ter um coração realmente generoso e viver pelo fruto da benignidade é preciso do Espírito Santo.

Tiago 1:17 diz:

“Toda coisa boa dada e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes”.

Nosso modelo é Jesus

Deus decidiu ser bom independente do quão falho somos. Em suma, não merecíamos nada, absolutamente nada dEle. Mas mesmo assim Ele entregou seu filho por amor a nós.

E esse é o nosso maior exemplo: Jesus. Assim, Ele é a nossa inspiração. Podemos orar e pedir para olhar para o nosso próximo como Ele olha. Podemos e devemos seguir o exemplo de Jesus. Então, decida ser como Ele é. E quando tiver dúvida, sempre o pergunte o que Ele faria em cada situação.

Que Deus te abençoe!