As estações de nossa vida possuem um paralelo com as estações da natureza. A afirmação não sugere que exista paralelo direto com o físico e o espiritual. O inverno físico não corresponde necessariamente ao inverno espiritual.

As estações foram estabelecidas por Deus:

“E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos;” Gn. 1:14

“Designou a lua para marcar as estações; o sol sabe a hora do seu ocaso.” Sl. 104:19

“Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, a andorinha, e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece a ordenança do Senhor.” Jr. 8:7

É sábio conhecê-las e relacionar-se corretamente com elas.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.” Ec. 3:1-8

Sempre gostei deste texto de eclesiastes pois ele apresenta uma relação de estações contrastantes. É imperativo fazer a coisa certa na estação adequada. O uso de um casaco de pele durante o verão pode parecer elegante, mas é igualmente inadequado.

O uso de ferramentas e estratégias corretas influenciam nosso avanço rumo à maturidade. Não basta fazer a coisa certa. É importante fazer a coisa certa na estação adequada.

Deus precisa das estações para nos moldar. Na natureza elas servem para preparar o solo e os frutos. A procriação das espécies e o amadurecimento dependem delas. Em nossa vida espiritual elas exercem papel igualmente decisivo.

São os outonos de nossas vidas que removem as folhas mortas. A gradativa redução da luz iguala a duração das noites e dos dias. É nessa estação que, em geral, percebemos certa quietude. Momento de descartar o que não serve para a estação seguinte.

Os invernos são as estações frias, escuras. Relacionam-se com tempos de espera e crescimento interno associado ao desacelerar. É quando crescemos para baixo, quando nossas raízes são fortalecidas. Sabiamente devemos aproveitar a estação pra buscar estratégias de plantio para estação seguinte. Muita coisa pode parecer morta nesta estação, mas não está.

As primaveras são regadas de beleza que catapulta nossa fé. Existe revitalização e reflorescimento. É uma estação de plantio e colheita de frutos. Nossa esperança é renovada. Nos aventuramos com mais facilidade nesta estação. O perfume exala e as cores se intensificam.

Verões são estações quentes e chuvosas. Tempos de lazer e descanso. Tempo em que os avanços são percebidos. Os frutos são colhidos e amadurecem nesta estação. O calor reaquece nossos corações e a esperança é renovada.

Usufrua das estações da vida com sabedoria. Tenha expectativa ao longo do processo. Não deixe o inverno roubar sua esperança de ver as flores; a primavera o sucede. Colha na primavera os frutos e alegre-se com as cores. Vibre com a intensidade do verão. Permita que o outono remova os excessos e prepare-o para um novo ciclo.

Existe provisão e estratégia disponível para cada uma das estações. Seja sábio ao discernir a estação em que está. Existe beleza e propósito em cada uma delas.

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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