As lentes através das quais percebemos as circunstâncias definem nossa abordagem da vida. Decerto, já lidamos com alguma situação que foi percebida por alguém de forma completamente oposta. Com certa frequência, lidamos com contextos que são definidos de maneira contrária ou diferente de nossa ótica.

Isso ocorre devido às lentes que usamos. Nossa visão não é propiciada apenas pelos olhos, ela passa por lentes que fomos adquirindo ao longo da vida. Pois, as lentes da criação, da cultura, dos traumas e medos que carregamos, influenciam nossa visão.

São elas que definem se uma circunstância é boa ou ruim, fácil ou difícil. No jardim, o homem desobedeceu ao comer da árvore que o Senhor havia ordenado que ele não comesse. A bíblia diz que seus olhos foram abertos e, então, perceberam que estavam nus.

Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.Gn. 3:7

Inesperadamente, o pecado transformou a nudez em algo feio. Embora eles já estivessem nus antes, a ótica de Deus não era perturbadora em relação a este fato. A primeira lente foi colocada em seus olhos e, desde então, a humanidade lida com várias lentes que foram sendo acrescentadas.

E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.” Gn. 2:25

Na conversão, elas não são eliminadas por completo, já que o processo de santificação apenas inicia na conversão. A renovação de nossa mente é absolutamente necessária se quisermos usufruir de vida plena.

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm. 12:2

Os olhos são a lâmpada do nosso corpo (Lc. 11.34-35), e as escamas ou lentes que possuímos precisam ser removidas. À semelhança do que aconteceu com Paulo no caminho de Damasco (At. 9.18), precisamos que nossas lentes sejam substituídas para que possamos ver como Deus vê.

Conta-se de uma dona de casa que observava as roupas da vizinha estendidas no varal e escandalizava-se com o fato do quanto ainda estavam sujas. Ao comentar com sua amiga, foi alertada para o fato de que eram suas janelas que precisavam ser limpas. A sujeira estava nos vidros, não nas roupas da vizinha.

Perguntemos hoje ao Espírito Santo quais são as lentes que precisam ser removidas de nossos olhos. Ele tem colírio à nossa disposição. É imperativo que apreciemos o que Ele chama de belo, e desprezemos o que Ele considera imundo.

Somos chamados a viver nossos desafios diários de acordo com Sua ótica. Os milagres acontecem quando enxergamos oportunidades quando todos à nossa volta estão desesperados.

Somos chamados a fazer diferença em meio a uma geração que perece e carece de alguém que os guie. Sejamos pessoas que carregam o olhar e conselho de Deus em nossos relacionamentos.

Removamos as lentes da indiferença, do medo, da desesperança, e todas as demais lentes que possuímos. Elas nos impedem de ver ao Senhor e de amar ao próximo como a nós mesmos.

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!
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