Ser mortal é prerrogativa de todo ser humano, já que todos morreremos. Mas, a imortalidade é tão real quanto o fato de que nossa existência terrena cessará algum dia. Em geral, pensamos pouco a respeito da brevidade da vida e de como os anos escoam por entre os dedos.

Temos a tendência de ocupar nossos dias com atividades que em geral não conectam-se com a eternidade de nossa essência. Envolver-se com atividades, traçar metas e viver os dias de forma intensa é legítimo. De fato é o que se espera que façamos.

Já que todo ser humano nasceu com um destino profético, uma missão, devemos perseguir nosso destino. Porém, ao fazê-lo, não devemos perder de vista o fato de que tudo à nossa volta é passageiro.

O que realmente tem valor é o que construímos e que perdurará pela eternidade. Tudo aqui é sombra de um reino eterno. O urgente não deve sobrepor o que é importante. Administrar corretamente as demandas é decisivo para atingirmos o alvo.

Redirecionando nosso foco

Jesus afirma que toda lei está contida no primeiro e segundo mandamentos. Isto é, amar a Deus sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos (Marcos 12. 29-31).

Muito próximo dos elementos do sacramento da Ceia do Senhor, seu próximo é o elemento mais santo percebido pelos sentidos. Se seu próximo for cristão, ele será santo num sentido quase tão semelhante, pois nele Cristo também está – o glorificador e o glorificado, o próprio Deus da glória está verdadeiramente oculto.” C S Lewis

Neste sentido, não existem pessoas comuns. Nunca nos relacionamos com alguém que não fosse imortal, assim como nós somos. Jesus está oculto na vida de cada um de nossos irmãos. Portanto, relacionar-se de forma verdadeira com eles é discernir o corpo e cumprir a lei.

O mortal sendo revestido da imortalidade

“Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.” 1 Coríntios 15.53,54

A realidade de que o mortal será revestido de imortalidade deve nortear nossas escolhas. Inegavelmente, esse deveria ser o pano de fundo de cada um de nossos dias. A eternidade está plantada em nossos corações em forma de semente. Por isso, nada nesta era é capaz de saciar nosso anseio de forma plena.

Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo…Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real. Se for assim, tenho de tomar cuidado para, por um lado, jamais desprezar ou ser ingrato em relação a essas bênçãos terrenas, e, por outro jamais confundi-lo com outra coisa, da qual elas não passam de um tipo de cópia, ou eco, ou miragem.” C.S. Lewis

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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