Muitas vezes olhamos para a jornada da nossa vida e vemos que temos falhas e fraquezas, e como isso é doloroso. Logo assumimos que por nós mesmos não aguentamos prosseguir. Somos envolvidos pelo medo de fracassar e pelo receio de não conseguir. A cada passo que damos, parece que a esperança é abafada. Olhamos para frente e enxergamos a derrota como nosso destino. Mas então somos SURPREENDIDOS NO CAMINHO!

João conta no seu livro a história de quando Jesus estava ensinando no templo, no momento em que os escribas e os fariseus trouxeram até Ele uma mulher apanhada em adultério, afim de que Ele a condenasse ao apedrejamento, segundo a lei dada por Moisés.

A bíblia não conta, mas imagine comigo quais foram os pensamentos daquela mulher desde o momento em que foi apanhada em adultério até a hora que estava diante de Jesus. Quais seriam os pensamentos durante aquele caminho de acusação? Talvez ela pensou consigo mesma: “eles descobriram minha vergonha”; “eu mereço a punição”; “não há o que fazer, este é o fim”. Tudo isso poderia estar passando em sua mente enquanto, provavelmente, muitos a maldiziam.

João descreve que Jesus, ao ser desafiado e induzido a acusar aquela mulher, se inclina ao chão e escreve na terra, como se não tivesse ouvidos (Jo 8:6). Veja, Jesus não se inclina ao chão para se “rebaixar” ao nível da mulher, até porque a bíblia nos diz no verso três que eles forçaram a mulher a ficar em pé no meio de todos, numa posição de exposição e vergonha. Mas Ele se direciona a terra, onde escrevia com o próprio dedo! Não sabemos o que Ele escreveu na terra, mas o que isso significa para você? Tenho para mim que enquanto aqueles homens acusavam a mulher, Jesus olhava e mexia na terra se lembrando que aquela era a matéria prima de toda humanidade, e penso que Ele se lembrava do momento quando criou aquela mulher com suas próprias mãos, e que para ela escreveu uma linda história.

Enquanto os homens nos acusam pelo que fazemos, Jesus nos ama pelo que somos. Ele mesmo nos criou.

Depois disso Jesus enfrenta a todos que estavam ali, dizendo: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra” (Jo 8:7). A partir daí aqueles que estavam condenando a mulher foram saindo um por um, condenados pelas suas próprias consciências, e quando todos saíram Jesus olhou para aquela mulher e perguntou: “Mulher onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?”, e a mulher respondeu: “Ninguém Senhor”, então Jesus afirmou sobre ela: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo 8:10-11).

Isso é lindo! Talvez ela pensasse que aquele era o fim do caminho (até porque ela conhecia a lei), mas ela foi surpreendida ao encontrar a misericórdia, a qual permitiu um novo começo de vida.

Querido leitor, escrevo tudo isso porque desejo intensamente me encontrar todos os dias com esse mesmo Jesus misericordioso, e se isso também move o seu coração então, que possamos unir nossas orações afim de clamar pela verdadeira revelação, que nos fará crescer em entendimento do nosso Deus e assim nos levará a um lugar de maturidade.

E se você se encontra desencorajado, não entendendo o porquê de suas fraquezas ou até mesmo pensando que é o fim, não desista de caminhar em direção a verdade de Deus, pois certamente você será surpreendido pela misericórdia durante o caminho. Essa misericórdia, que é o começo de um sorriso de esperança surgindo entre as lágrimas do aparente fracasso.

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