CONSCIÊNCIA DA FRAQUEZA

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26).

Sinceramente, se nos auto analisarmos agora mesmo no ponto de vista da alma, do físico e do emocional, você se consideraria forte? Se fizermos isso de forma honesta a resposta será que não. Talvez você se pergunte como assim eu sou fraco? Como se constata essa minha fraqueza? No que consiste essa  fraqueza? o Apóstolo Paulo responde isso defendendo a ideia de que somos tão fracos que não sabemos nem orar como convém. Nós nem sabemos o que de fato é melhor para nós.

Nessa consciência de condição humana a independência, de rebelião contra o fato de ser finito, da descrença, sentimentos como impotência e vergonha são quase palpáveis. Cogitamos a ideia de que há algo de errado nisso. Como pode Deus nos ter criado tão insuficientes?  Somos seres limitados, marcados pela nossa natureza pequena.

Entretanto, há algo glorioso nisso. Como assim? O fato é que a origem da nossa suficiência, é algo que não pode existir  por si mesmo , mas que depende de outro para poder viver. Ou seja, precisamos de Deus, Nele encontramos o fundamento da nossa própria existência.

Porém, nem todos conseguem enxergar isso e a Bíblia nos assegura que aquele que não tem consciência da sua insuficiência é miserável. O fator queda é ser cego para Deus e cego para si mesmo, não conseguimos enxergar a nós mesmo e nossas fraquezas. E nos achamos autônomos, poderosos e autos suficientes. (Tiago 4: 16)

CONTENTAMENTO NA FRAQUEZA

O Apóstolo Paulo é exemplo de alguém que viveu a vida encontrando contentamento na sua condição de ser fraco. E foi nessa consciência de fraqueza que ele exortou os “super apóstolos”, os poderosos. Vemos isso claramente em 1 e 2 Coríntios.

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (2 Coríntios 12:9,10)

Paulo sabia que se ele deveria se orgulhar, que fosse em coisas que mostravam a sua fraqueza. Para que só através de Cristo operando nele ele se tornasse capaz de realizar coisas nobres e nisso o prestígio humano era aniquilado.

C.H. Spurgeon fala que a qualificação primária para servirmos a Deus com alguma medida de sucesso, e para fazer o trabalho de Deus bem e triunfantemente, é um senso de nosso própria fraqueza. Paulo viveu isso. Dele, Por ele e só Por Meio Dele.

E o que falar de Cristo encarnado? ele experimentou do que é ser pó. O infinito se fez finito; o forte se fez fraco; o imortal se revestiu de nossa mortalidade. Já pensou como será que foi quando Jesus perdeu o seu primeiro dente? como será que foi para Maria vê-lo crescer? Deus se fez homem! E esta é a alegria da vida cristã, contemplando a humanidade de jesus podemos entender corretamente a glória do nosso ser fraco. (1Jo 1: 1-4)

LEMBRA-NOS QUE SOMOS PÓ

A boa notícia aqui e que esse corpo fraco é o lugar de habitação de Deus, a casa e a morada onde Deus tem o prazer em habitar e é nesse lugar que o Espírito Santo que é Deus habita e intercede por nós.

Ter consciência de fraqueza no meio de uma geração cheia de métodos e práticas de empoderamento e exaltação do homem consistem em um grande desafio. Mais não tenho dúvidas de que no melhor de nós mesmos, ainda seremos pó e barro vivificados, e que tamanha graça e misericórdia Ele nos concedeu.

Viver sob essa perspectiva traz quebrantamento, traz humilhação, traz santidade, traz transformação, traz temor. A única forma de ser forte e poderoso no reino é quando nos encontramos extremamente dependentes de Deus. Somente assim posso viver a máxima “Quando estou fraco é que sou forte.” Só que isso é ao mesmo tempo  uma advertência e um consolo que exorta aos fortes a considerar a fraqueza do poder, e apresenta ante os fracos o poder da fraqueza.

 

Escrito por: Jéssica Gotelip – Facilitadora Fhop School

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