Ser conhecido por Deus é nosso principal alvo nesta vida. Apesar de não ser profunda conhecedora de grego, já ouvi inúmeras ministrações que explicam o sentido original da palavra conhecer. Em geral, ela pode ser associada à intimidade existente no ato sexual.

Desconheço algum ato que revele mais intimidade do que o ato sexual. Esse é o grau de intimidade que o Senhor deseja ter conosco e que Ele classifica como ser “conhecido” por Ele. Por isso, decidir se deixar conhecer envolve vulnerabilidade, entrega e confiança.

“Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.” 1 Coríntios 8:3

“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.” João 10:14

O perigo de negligenciar a intimidade

No entanto, existe um alerta explícito na palavra sobre a possibilidade de substituirmos esse grau de intimidade, por obras e por manifestações de dons. Se essa possibilidade não fosse real, e não pudesse ser vivenciada, Jesus não chamaria nossa atenção. Portanto, o risco disto acontecer é iminente.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mateus 7:21-23

Imaginar que nossas obras poderão substituir uma vida de intimidade com nosso Criador e Pai, é ignorar a essência da obra da cruz. O sacrifício de Jesus resgatou a posição de intimidade negligenciada por Adão e Eva. Já que, em Jesus, voltamos para o Éden. No jardim, Deus se encontrava com o homem nu.

Porque tememos a intimidade?

Esse grau de intimidade é temido por nós de forma sutil e por vezes imperceptível. Nossas experiências terrenas de criação, os traumas e os relacionamentos rompidos, constituem o alicerce destas reações distorcidas.

Embora nosso consciente ignore a origem de alguns destes posicionamentos, nosso inconsciente grita e nos impede de viver a plenitude do que temos disponível em Jesus. Na cruz, Jesus suportou a vergonha, pela alegria de nos ter de volta.

“…Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.” Hebreus 12:2

A revelação desta verdade, e de nosso valor aos olhos dEle, devem constituir a base da ousadia com que acessamos Seu trono. Ele conta com isso e aguarda pacientemente que nossos olhos sejam abertos. Nenhum trauma ou experiência passada é maior ou intransponível para os que O conhecem.

“Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim.” João 17:25

Conheceremos como somos conhecidos

“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” 1 Coríntios 13:12

Inegavelmente, chegará o dia em que conheceremos da forma como somos conhecidos. Neste dia, nenhum véu estará posto entre nossos olhos e de nosso Pai. Viveremos a plenitude da intimidade. Até lá, é nossa tarefa lutar contra tudo que subtrai a intimidade deste relacionamento.

O Espírito Santo é nosso eterno aliado. Ele está nos adornando para o encontro com o Noivo. Como noiva apaixonada, anelamos por esse dia e nos preparamos para Ele. Fomos criados para viver diante da audiência de um único par de olhos – os olhos do Noivo apaixonado.

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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