Conhecer Jesus é a maior aventura que podemos viver. Não menospreze essa palavra por confundi-la com alguma atividade radical ou meramente perigosa, que às vezes, até sugestiona a irresponsabilidade. Aventura vem do latim “ad venture” e significa literalmente o que vem pela frente. Quando se trata do cristianismo sabemos que podemos passar por diversas aflições. Mas também há uma promessa sobre nossas vidas: nunca estaremos sós! E nessa jornada, iremos conhecer o Senhor.

Paulo afirmou aos Coríntios que: “Sofremos pressões de todos os lados, contudo, não estamos arrasados; ficamos perplexos com os acontecimentos, mas não perdemos a esperança; somos perseguidos, mas jamais desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus, da mesma forma, seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos cotidianamente entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal.” (2 Coríntios 4.8-11 – King James)

O que nos faz amar assim? E nos deixar dispostos a qualquer tipo de sacrifício pelo Senhor?

Seu amor nos constrange

Quando nos deparamos com o amor de Cristo derramado na Cruz, somos constrangidos. Deus amou tanto ao mundo que deu seu próprio Filho como sacrifício vivo. E o Filho se entregou por amor. E isso também é algo pessoal. Não foi apenas pelo mundo que Jesus morreu, mas, para alguém que está diante de mim e de você quando olhamos no espelho. Ele é nosso maior valor. Lembra da parábola do tesouro escondido?

“O Reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido no campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o novamente. Então, transbordando de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele terreno.” Mateus 13.44

Todos aqueles que compreendem tal verdade sabem que vale a pena qualquer custo para conhecer Jesus, para caminhar com Ele todos os dias. Ele é o nosso maior tesouro e nada é comparado a Ele. Nem as riquezas deste mundo. Nada equivale ao Seu valor. Você consegue perceber como Ele é preciso? Ele é a nossa herança.

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.” Salmos 73.25-26

Um testemunho missionário Jim Elliot

Não sei se você conhece a história do missionário Jim Elliot. Ele e mais quatro amigos foram assassinados pelo povo a quem queriam alcançar, os índios Huaorani do Equador. É possível saber mais dessa história assistindo o filme: “Terra Selvagem”. A ele é atribuída a seguinte frase:

“Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder”

Jim acreditava que o trabalho dedicado a Jesus era mais importante que a sua própria vida. Ele não é o único a que “perdeu” a vida por amor ao Senhor. A Bíblia dá exemplo desses homens, dos quais o mundo não fora digno. Também podemos observar ao longo da história cristã, muitos mártires, participando do sofrimento de Cristo.

Quero te conhecer Jesus, muito mais

“Todavia, o que para mim era lucro, passei a considerar como prejuízo por causa de Cristo. Mais do que isso, compreendo que tudo é uma completa perda, quando comparado à superioridade do valor do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem decidi perder todos esses valores, os quais considero como esterco, a fim de ganhar Cristo, e ser encontrado nele, não tendo por minha a justiça que procede da Lei, mas sim a que é outorgada por Deus mediante a fé, para conhecer Cristo, e o poder da sua ressurreição, e a participação nos seus sofrimentos, identificando-me com Ele na sua morte,” Filipenses 3.7-10

Paulo reconhecia que não é pelos nossos méritos que chegamos a Deus. Não são as obras humanas pautadas na lei, mas o sacrifício realizado por Cristo. Ele entendeu que precisava abrir mão de tudo aquilo que pudesse interferir na sublimidade do conhecimento de Cristo.

Conhecer a Cristo era o anseio mais ardente de Paulo. Várias vezes ele orou com base nesse tópico, inclusive pelos irmãos e pela igreja local. Essa participação do sofrimento de Cristo não envolve apenas o martírio, mas a vida com Deus de uma forma completa. O Conhecer o Senhor de forma pessoal e intensa todos os dias. Identificando-nos com Cristo em tudo. Lendo as escrituras, orando e adorando em Espírito e em verdade.   

Desistir de coisas inferiores

“Desisti daquelas coisas inferiores para que pudesse conhecer Cristo pessoalmente, experimentar o poder de sua ressurreição, ser companheiro de seu sofrimento e ir com ele até a morte. Tudo isso para alcançar a ressurreição dos mortos.” Filipenses 3.10-11 A Mensagem

Cada sofrimento ou desilusão que possamos enfrentar pode ser um catalisador de fé. Deixe-me explicar… Você já ouviu falar sobre a paz que excede o entendimento? Excede o entendimento porque simplesmente o “natural” não seria senti-la em momento de angústia. Ao conhecer a Deus e seu caráter somos revestidos de força, de fé e de qualquer coisa que precisamos para enfrentar a vida e os problemas. E tudo se torna pequeno diante do nosso Salvador.

Se Ele sofreu por nós, também podemos sofrer por Ele. O Rei Jesus é digno do reino e é digno das nossas vidas. Todo sacrifício começa a se tornar pequeno à medida que O conhecemos e somos impactados pelo seu generoso amor.

O reino tem a ver com o Rei. Queremos o Reino de Deus, pois nele o Cordeiro Justo reinará para sempre. 

Nayla Cintra

Nascida em Mato Grosso, Nayla é missionária em tempo integral desde 2011, tendo já servido durante 4 anos na JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e quase 2 anos como missionária intercessora no FHOP (Florianópolis House of Prayer). Nayla carrega um coração para pessoas em situação de vulnerabilidade social, ama o mundo artístico e criativo, é apaixonada por missões, mas tem como maior desejo ver o nome de Jesus sendo conhecido entre todos os povos e tribos da Terra.

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