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Rendição: uma resposta de adoração e louvor

Render graças talvez seja um dos maiores desafios daquele que segue a Cristo. Isso ocorre porque demonstrar agradecimento a Deus por todas as circunstâncias, sejam elas favoráveis ou difíceis, é um sinal de confiança, algo custoso na prática. Logo, um dos significados que mais gosto sobre palavra render é o ato de “fazer cessar a resistência, vencer, submeter-se” ou em outra definição pessoal, se render é se desarmar. Assim, Deus em sua infinita grandeza e sua soberania manifesta sua glória, e nós, respondemos com adoração e louvor, entendendo que louvar não é se ausentar de guerra, mas ter certeza de quem está à frente dela. Enquanto um povo rendia graças, o Senhor foi lutar a guerra, uma batalha que Ele mesmo disse a Josafá: “é minha! ”. Assim, como posicionar nosso coração nesse lugar de plena confiança que o rei de Judá se submeteu?

“Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando: “Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre. ” (2 Crônicas 20:21)

 

Um estudo de caráter

O capítulo 20 do Livro de 2 Crônicas descreve o reinado do rei Josafá no século IX a.C., em um contexto de divisão do antigo Reino de Israel em Judá e Israel. Enquanto Josafá governou Judá, o Reino do Norte, Israel, estava sob influência pagã e liderança corrupta. É muito interessante olhar para os reinados em I e II Crônicas como um estudo de caráter, pois a História nos apresenta dois tipos de rei: os que foram obedientes e os infiéis.

Portanto, Josafá, certamente se enquadra na categoria de reis que foram zelosos para com o Senhor. Assim, em 2 Crônicas 17:3-4 diz que “O Senhor esteve com Josafá, porque ele andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai, e não buscou os baalins. Pelo contrário, buscou o Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel.” Dessa forma, Josafá foi importantíssimo na história por promover um certo tipo de reforma em Judá, restaurando a adoração a Deus e removendo ídolos.

 

Liderando em oração

No capítulo em questão, vemos que o rei enfrenta uma ameaça de invasão e o desenrolar da história foi uma sequência de acontecimentos que acabaram em uma majestosa vitória. Primeiro os inimigos se reúnem contra Judá, a nação responde se reunindo para buscar a Deus juntos, Josafá então, lidera a assembleia em oração. Houve uma rendição sincera nessa atitude. Havia medo da parte do rei? Sim. O medo, no momento em que o rei se viu cercado, foi uma reação natural diante de um perigo. É como se ele estivesse dizendo: “Senhor, estamos alarmados, precisamos de Ti agora! ”

Na oração de Josafá a primeira coisa que ele faz é reconhecer a grandeza de Deus, veja 2 Crônicas 20:6:

e disse: — Ó Senhor , Deus de nossos pais, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão está a força e o poder, e não há quem te possa resistir”

Assim que reconhecemos a grandeza de Deus, a nossa pequenez é exposta. Josafá poderia ter recorrido a qualquer outra coisa, mas o que ele fez foi procurar a orientação de Deus a partir do lugar da oração. E Deus respondeu a oração de Josafá e a promessa de vitória é dada através de um profeta. Deus disse a Josafá e ao povo que eles deveriam se acalmar, e apenas contemplar a salvação do Senhor a favor deles.

 

Prostrados em rendição

A primeira resposta dada ao Senhor, logo após Josafá e o povo ouvirem de Deus foi prostrar-se em rendição. Eles não precisaram proferir nenhuma palavra a mais, o ato de estar em silêncio com o rosto em terra já diz muito sobre a profundidade dessa adoração. Deus ama quando voltamos nosso coração em rendição, creio que é a vontade Dele para nós assim como a bíblia reafirma em Lucas 10:27 “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento”.

2 Crônicas 20:18 descreve:

 “Então Josafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram diante do Senhor e o adoraram”.

Que precioso deve ter sido esse momento, a adoração e louvor genuínos de um rei que escolheu, assim como Davi, confiar no Senhor, sem se apoiar no seu próprio entendimento (Provérbios 3:5). Que se posicionou não só com o seu corpo, mas com seu coração, atribuindo ao Senhor a glória que Ele merece! (Salmos 29:2). É possível lembrar do episódio de Davi e Golias em 1 Sm 17:47, onde Davi diz:

 “Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos”. 1 Sm 17:47

 

A glória é do Senhor

Após consultar o povo, o rei designou cantores para o Senhor e ordenou que fosse à frente do exército. Qual era o propósito de tudo isso? Qual era a razão de Deus ter feito os cantores irem a frente? Somente e unicamente para a glória Dele! Não foi a primeira vez que Deus usou uma circunstância de caos e guerra para manifestar a Sua glória. Quando compreendemos isso, passamos a lidar com as adversidades de outra maneira, saímos do lugar de murmuração, de medo e ansiedade para um lugar de gratidão. Davi escreve em Salmos 27:2-3:

“Quando homens maus avançarem contra mim para destruir-me, eles, meus inimigos e meus adversários, é que tropeçarão e cairão. Ainda que um exército se acampe contra mim, meu coração não temerá; ainda que se declare guerra contra mim, mesmo assim estarei confiante. ” Sl. 27:2-3

Precisamos ter uma vida de rendição, uma vida de adoração e louvor se quisermos ser como os adoradores que o Senhor procura. É surpreendente saber exatamente as palavras cantadas naquele momento: “Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre”. Uma verdadeira expressão de gratidão a Deus, glória a Ele, que guerreia por nós. Por que Deus faria isso? Porque Ele é amor, e a Palavra diz em Salmos 100:4-5:

“Entrem por suas portas com ações de graças e em seus átrios com louvor; deem-lhe graças e bendigam o seu nome. Pois o Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações” Sl. 100:4-5

 

3 ferramentas para uma vida de rendição

Diferente de séculos atrás, hoje não vivemos em um contexto de guerras e ameaças de invasão conforme descrito na Bíblia, mas isso não quer dizer que não temos nada a aprender com essas histórias, pelo contrário, estudar os conflitos e a vida dos antigos reis nos ensinam a não errar e a entender as atitudes as quais Deus se agrada. As maiores batalhas do cristão – pelo menos no nosso contexto –  hoje, acredito serem as batalhas dentro da nossa mente e contra nós mesmos. Dá para contar nos dedos as vezes em que fui grata e expressei verbalmente a Deus a minha gratidão nos últimos dias, isso já é um exemplo de como somos esquecidos e acostumados com a rotina. Com isso, deixo aqui 3 ferramentas para cultivar uma vida de rendição:

1. Oração

Estabelecer um estilo de vida que tem oração como prioridade no dia, isso inclui a meditação nas Escrituras. Também inclui fazer como Josafá fez diante do seu problema, ele orou reconhecendo quem Deus é e levando sua causa até Ele. Comece agradecendo pela manhã louvando a Deus pela sua fidelidade segundo Salmos 59:16: “mas eu cantarei louvores à tua força; de manhã louvarei a tua fidelidade”.

2. Entrar em parceria com Deus

Está totalmente ligado ao estilo de vida de oração. É estar atento a voz do Senhor, ser intencional em buscar de Deus o que o próprio Deus quer, é basicamente ser alguém que não faz as coisas movido pelo que acha. Assim como Josafá aconselhou em 2 Crônicas 18:4: “Mas acrescentou: “Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor”.

3. Se desarmar

Explicando isso, lembro de alguns momentos em minha vida em que quis parecer ser forte, diante de Deus e dos homens, vezes em que eu quis “dar uma mãozinha” para Deus, em outras palavras, eu queria estar no controle (no controle da minha vida, dos meus sentimentos, do meu trabalho, do meu futuro, da minha vida financeira…). Quando a gente se desarma, a gente se submete. Submissão é obediência, e obedecer é amar, como disse Jesus em João 14:21: “Aquele que tem os meus mandamentos e obedece a eles, esse é o que me ama”. Se desarmar é falar “Senhor eu deixo o seu amor me vencer pois não há nada do que eu faça que seria melhor do que te entregar tudo. ” (Spoiler: o amor Dele sempre vence!)

 

A nossa resposta

Não existe absolutamente nada, maior que Deus. Enfrente os problemas, desde o mais simples até o mais complexo, sabendo que eles sempre serão inferiores ao Senhor e ao que Ele tem para nós. Nenhuma guerra é maior que Ele. Essas são atitudes daqueles que amam e reconhecem que Deus tem o controle de suas vidas, independentemente das circunstâncias que venham a enfrentar.

Minha oração é que, à medida que conhecemos mais a Deus, passemos a ter como cerne da nossa adoração a beleza e esplendor do Senhor, assim como aqueles homens que se colocaram à frente em adoração e louvor, rendendo graças em meio a uma situação tão incerta, eles provavelmente entenderam aquilo que o salmista declara em Salmos 96:6: “Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário”. Depois dessa revelação da beleza de Deus, qual outra resposta daremos ao Senhor, se não a rendição em adoração? Que nos levantemos e passemos a contemplar quem Deus é, pois Ele sim já foi a frente, antes mesmo que soubéssemos. Ele já venceu, por isso cantai ao Senhor, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia!

 

Júlia Santana de Sousa – Aluna do Fascinação Turma 19

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