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alma prisioneira

Uma alma prisioneira diante de seu Libertador

Nossa alma prisioneira anela ser livre. Mesmo depois da conversão, ou talvez, especialmente depois dela, adquirimos consciência do quanto estamos aprisionados. Ainda que as correntes sejam diferentes, nossa alma permanece cativa em muitos aspectos.

Na cruz, Jesus resgatou as chaves de nosso cárcere. O Espírito Santo é aquele que nos guia na direção correta. Ele conhece os atalhos que nos conduzirão para as raízes que alimentam estas prisões.

É dEle a tarefa de remover estas raízes de forma cirúrgica e precisa. Mas, é nossa tarefa  permitir que Ele acesse estes lugares escuros. Em geral, são lugares sombrios e doloridos. São gavetas que bloqueamos e que temos dificuldades em abrir.

“Nada nos deixa tão solitários quanto nossos segredos.” Paul Tournier

A natureza da liberdade

No livro A cabana, de William P Young, existem vários diálogos de Deus com o protagonista do livro (Mack). Destaco um trecho onde Deus explica a natureza da liberdade:

“Será que liberdade significa que você tem permissão para fazer o que quer? Ou poderíamos falar sobre tudo o que limita a sua liberdade? A herança genética de sua família, seu DNA específico, seu metabolismo, as questões quânticas que acontecem num nível subatômico onde só eu sou a observadora sempre presente. Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influências sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados, ela suspirou, o que é de fato a liberdade?” William P Young

A complexidade de nosso ser nos leva a concluir que não temos real noção do quanto aprisionados ainda estamos. Somente com a ajuda do Espírito Santo conseguimos remover as camadas de engano que revestem nosso coração.

A suave voz do Espírito Santo

A voz do Espírito Santo é sempre mansa, como a de um cavalheiro, Ele nos convida a lidar com o que nos aprisiona e limita. Mais uma vez, o livro A Cabana apresenta um diálogo entre o Espírito Santo (Sarayu) e o protagonista (Mack). Esse diálogo se dá enquanto limpam um jardim:

Sarayu estendeu uma pá pequena para Mack e pegou o ancinho.

  • Para preparar este terreno, devemos arrancar as raízes de todas as plantas maravilhosas que estavam aqui. É trabalho duro, mas vale a pena. Se as raízes estiverem aí, prejudicarão as sementes que iremos plantar.
  • Certo — grunhiu Mack, enquanto os dois se ajoelhavam no terreno recém-limpo. De algum modo Sarayu conseguia enfiar as mãos mais fundo no chão e encontrar as pontas das raízes, trazendo-as sem esforço à superfície. Deixou as mais curtas para Mack, que usava a pazinha para arrancá-las. Depois jogavam as raízes numa das pilhas que Mack havia juntado antes.

…Sarayu foi na direção dele até invadir seu espaço pessoal.

  • E não é de espantar, Mackenzie, porque este jardim é a sua alma. Esta confusão é você! Juntos, você e eu estivemos trabalhando com um propósito no seu coração. E ele é selvagem, lindo e perfeitamente em evolução. Para você parece uma confusão, mas eu vejo um padrão perfeito emergindo, crescente e vivo. O impacto das palavras de Sarayu quase fez desmoronar todas as reservas de Mack.

Ele olhou de novo o jardim das duas, seu jardim, e era mesmo uma confusão, mas ao mesmo tempo incrível e maravilhoso. E, além disso, Papai estava aqui e Sarayu adorava a confusão. Era quase demais para compreender e de novo suas emoções cuidadosamente guardadas ameaçaram se derramar.” William P Young

Decida libertar sua alma

Cada um de nós tem diante de si a escolha diária de lidar com as prisões da alma. Nosso jardim não será limpo de uma única vez. Essa limpeza é recorrente, já que a vida está presente. Evoluímos diariamente na direção de nosso destino.

Quando a alma prisioneira encontra-se com seu Libertador, não é só gratidão que brota de forma abundante, mas nossa capacidade de frutificar. No entanto, é importante entender que Deus não passa a nos amar mais depois que somos mais livres. Nossa capacidade de corresponder ao Seu amor é que é potencializada, à medida que somos libertos.

Ele nos ama e nos recebe exatamente do jeito como estamos hoje. Permanecerá nos amando independentemente de nós mesmos. Ele não se ofende com nossa indiferença e apatia, mas temos opção de conhecê-LO, à medida que posicionamos nosso coração. Por isso, lidar com o que compete com Seu amor, é amá-LO. É ficar parecido com Ele.

Sobre o autor

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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