O foco do nosso coração determina os rumos de nossas vidas. Portanto, nossas escolhas são feitas, instintivamente, baseadas em onde está nosso foco. Estudos recentes da neurociência indicam que nossas reações, escolhas e linguagem baseiam-se em 10% de uma memória consciente e 90% no inconsciente.

Inegavelmente, desde o nascimento e até mesmo na gestação, acumulamos experiências, lembranças e aprendizado que formam quem somos. Decidir assumir o controle de nossa mente e emoções é tarefa que não conseguimos exercer sem a parceria do Espírito Santo.

Por isso, Paulo orientou sobre a importância da renovação da mente. O conhecido texto de Romanos 12.2 diz: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

A renovação da mente a que Paulo se refere, nada mais é do que manter o foco, ou seja, permanecer olhando para o autor e consumador de nossa fé (Hebreus 12.2). A determinação deste ato define o quanto experimentaremos dEle nesta era.

Restabelecendo o foco

No entanto, não é incomum perdermos o foco. Já que, mais do que em outras gerações, as distrações são diversas e atraentes em nossos dias. Elas disputam nosso olhar e são apelativas. Salomão entendeu que sobre tudo o que devíamos guardar, nosso coração deveria receber maior atenção.

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Provérbios 4.23

Portanto, quando perdemos o foco, o caminho de volta precisa ser trilhado. É importante reconhecer o que nos distraiu ou quiçá nos encantou mais do que o próprio Deus. O ponto de partida será sempre usar nosso livre arbítrio para escolher olhar para Ele novamente.

Certamente, o arrependimento é parte integrante de nossa jornada. Ele não acontece de uma única vez, como quando nos convertemos. Ao contrário, o ato de se arrepender será repetido inúmeras vezes ao longo de nossa jornada. Já que, faz parte do processo de santificação.

O processo de justificação é instantâneo e pode ser comparado a um elevador que nos eleva de uma posição inferior à posições superiores em segundos. Já o processo de santificação é diário e é como subir degraus de uma escada.

Na eternidade, a posição que adquirimos na conversão equivalerá a posição conquistada com a santificação. Até lá, nosso papel é vigiar em relação ao que permitimos que entre e ocupe lugar em nosso coração.

A beleza por trás de manter o foco

Saber que Deus está empenhado em chamar nossa atenção nos envaidece. Imaginar que o Criador do universo se importa conosco a ponto de saber quantos cabelos temos em nossa cabeça (Mateus 10.30) é assustador.

Quando entendemos que o Deus de Abrãao não deseja que Isaque ocupe um lugar que é só dEle no coração do patriarca, começamos a discernir o quanto esta disputa é séria. Portanto, não podemos negligenciar nosso papel de estar atento às distrações, eliminando-as sempre que necessário.

Ter o olhar capturado pela beleza e santidade de Jesus é permitir que Ele nos tome por completo. Os olhos dEle passeiam por toda terra buscando aqueles cujo coração é totalmente dEle (II Crônicas 16.9).

“Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.” Madre Teresa de Calcutá

Nosso foco estando nEle, e nEle somente, é garantia de felicidade verdadeira. Ele não se contenta com menos e não é sábio que desejemos menos que isso. Nosso olhar deve ser capturado pela audiência de um único homem: Jesus.

Grace

Grace Wasem, gaúcha, atuou como secretária no mercado de trabalho por 30 anos. Em 2016 vinculou-se ao FHOP como missionária tempo integral. Sonha ver e contribuir para o treinamento de uma noiva apaixonada que clama: Maranatha!

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